quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Ageha - Efeito Borboleta

Publicado originalmente em 20/05/2015
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Bem, sim. Se até alguém pode zerar Dark Souls usando BONGÔS, então eu posso voltar para esse blog pra ensinar que resenhas com humor não são esse stand-up do Murilo Gun que o Cilon faz.
Olá galera. Sei que não é esse o espaço para isso, mas relembrando: sou Adler, messias do Novo Mundo e blogueiro. Uns tempos atrás eu escrevi sobre um mangá e sobre Cavaleiros do Zodíaco. Só digo isso para avisar que retornei e periodicamente farei resenhas de mangás e animes por aqui (e qualquer outro post maluco que o Rodrigo me permita fazer).
Sem delongas, hoje resenharei (da forma que eu conseguir) um mangá bem bacanudo para vocês. Se trata de Ageha - Efeito Borboleta. Vamos para as informações gerais.

RG

Nome original: AGEHA -アゲハ-
Publicado por: Editora JBC
Valor: R$ 14,50
Volumes: 2
Páginas: 200
Publicação Original: 2012 ~ 2013 (Young King OURs)
Autor: Koushi Rikudou
Gêneros: Comédia, Ecchi, Seinen

Primeiras Impressões

Logo de capa, Ageha me pareceu um ecchizinho com algo de ficção científica. O fato do subtítulo ser "Efeito Borboleta" e da sinopse da capa descrever algum tipo de manipulação do tempo (como loops temporais) me fez pensar que, oras bolas, o homônimo filme de Ashton Kutcher só poderia ter se baseado neste mangá, dãa.
Claro que eu não fui pesquisar isso e acabei comprando (porque falava que era pra maiores de 18 anos e eu curto uns peitinhos) pra descobrir por mim mesmo o que era aquilo. Nas primeiras páginas, me ficou claro que:
  1. Nada de Ashton Kutcher.
  2. Nada de mortes caninas pra me traumatizar.
  3. OBA VAI TER PEITINHOS (e foram só esses do início mesmo)
  4. What The Actually Fuck?
O personagem principal, aparentemente, é Motoki Tateha, estudante do Ensino Médio que namora há algum tempo Ageha Nami, uma garota muito bonita ao melhor estilo moe. Ageha possui uma irmã bem misteriosa que aparentemente não tem nome. Essa irmã deixa claro que algo impede o namoro de Ageha e Motoki de ir pra frente, causando problemas que impedem que eles cheguem no finalmente. Algo misterioso ronda a irmã da garota, pois essa parece saber os motivos dessas complicações e como se livrar delas. O drama parece que irá se passar na vida pacata desse casal, então teremos um slice of life escolar com toques de ecchi e romance forçado.
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Debulhando a obra

A problemática da trama é: Motoki e Ageha não podem ficar juntos pois sempre que isso acontece, um dos dois morre e o tempo é resetado. Mediante isso, Motoki, o único que guarda fragmentos de memórias de uma vida pra outra, precisa lidar com o fato de não poder declarar seu amor pela menina, além de ser posto à prova por causa de um "casal rival".
Enquanto lia os capítulos de Ageha, percebi que as coisas faziam cada vez menos sentido. Regras, mortes, situações. Tudo estava indicando que em algum momento eu teria algum plot twist (não tão twist, já que de cara a personagem da irmã deixava claro que ela estava por trás daquelas reviravoltas). Os "diferentes mundos" que o mangá aborda serviam não só como cenários diversificados, mas como ambientes para um mar de referências.
E assim como a capa do mangá dizia, eu podia sentir um "loop" acontecendo a cada capítulo. Os mesmos personagens, as mesmas situações, os mesmos desfechos. O problema é que, pelo mangá não se levar a sério, não temos explicação ou profundidade por trás disso. Apenas a diversão de ver nossos personagens na praia, na floresta, na escola, etc.
O humor da obra servia para dar algum sentido àquilo tudo, já que ficava cada vez mais claro que não era pra se levar nada a sério ali, e sim aproveitar e rir das situações e referências jogadas. Humor esse que, como explicarei mais pra frente, eu já conhecia, só não lembrava.
O ecchi em si era bem fraco mesmo. Apenas insinuações, beijos molhados (a melhor parte) e peitinhos de Barbie (sem os "caramelos"). Para algo [+18], esperava um pouco mais de ação e "guéri guéri". Foi uma decepção, mas não tanta, já que no fim se mostrou uma obra muito mais inteligente do que algo vazio e puramente fan-service (como HOTD).

Finalizado o mangá, o que sobra?

Ao fim de minha leitura, e de uma certa revisão, saí triste por não receber uma resposta de verdade. Ageha se esconde por trás de capas e sinopses muito enigmáticas e de ficção, quando na verdade é mais uma obra de comédia que tem alguma mensagem filosófica (mas vazia) no final. Não temos resposta de nada, apenas uma sensação de "esquece tudo isso que aconteceu, todos estão felizes e é isso que importa".
Algumas pistas deixadas nas páginas de transição de capítulos, como diversas cenas retratando "bonecos de teste" robôs fazendo várias atividades, davam a entender que eu estava acompanhando a história de robôs, ou criações artificiais, interagindo em diversos cenários diferentes, dentro de uma sala de simulação. Que a Dra. Janome, a tal irmã de Ageha, seria uma cientista maluca fazendo experimentos com uma espécie de "homunculus". Mas, não sabemos. Tudo fica em aberto, a história parece ter sido um sonho, e fica a sensação de que nada do que acompanhamos teve importância, a não ser rir da referência ao Mario ou torcer pelos peitinhos da Janome ou da Kagero.
E por fim, fui pesquisar e ver de quem era esse mangá, e as coisas ficaram um pouco mais claras e mais aceitáveis. Koshi Rikudo é não outro se não o criador de Excel Saga, um dos meus animes favoritos do falecido Animax. Essa associação me fez perceber muita coisa, como o estilo de humor parecido, o nonsense que em nada agrega ao desenvolvimento do roteiro, as meta-piadas e referências a outras obras. Talvez se eu soubesse disso antes, não esperaria algo tão sério do mangá.
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R² (Resultado e Recomendação)

Apesar dos personagens interessantes, da comédia nonsense e das referências bem colocadas; o romance fraco, a falta de um desfecho decente, e a enganação por trás das capas (que, pelo que eu entendi, foram feitas especialmente para a publicação no Brasil) me obrigam a dar para Ageha a nota 2/5.
A recomendação fica para quem gosta de obras leves, descontraídas e com comédia. Meus compatriotas de Doujin.moe, de Fakku.net ou do G-e: 2 boobs scenes, nothing else, carry on.

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