sábado, 13 de setembro de 2014

Janu Manjão - Doctor Who, a série que agrada a família brasileira

ALLONS-Y, MOTHERFUCKERS!!!

Olá, meus pequenos, médios e grandes! Três semanas se passaram e vocês sabem o que isso significa: mais um texto meu esbanjando conhecimento sobre um assunto que certamente vai lhe agradar.

E não poderia ser numa hora mais fortuita (a palavra do dia, não se esqueçam de anotar), pois a minha série mais favorita EVER acabou de voltar do seu hiato habitual e como ela possui um background muito vasto e interessantíssimo, não poderia deixar de falar dela aqui no blog, mesmo com reações adversas dos meus superiores.

Sim, meus amigos, estou falando dela.

A série que revolucionou a ficção científica na TV.

A série que conquistou o mundo.

A série que bateu o recorde de maior duração do seu gênero.

A série que faz eu e o Leo postarmos fotos bisonhas no Instagram.

A série que fará o Adler repensar ter me admitido no blog.

Preparem suas gravatas-borboletas, chaves sônicas, papel psíquico e revertam a polaridade de suas mentes para o mundo fantabuloso de...

DOCTOR WHO!

*barulho da TARDIS ao fundo <3*



Levando em conta que eu tenho o spam de atenção de uma mosca, tentarei resumir 50 anos de série (não estou brincando) com o mínimo de spoilers possível, já que a ideia é fazer você que está lendo o site ter interesse na série.


O logo atual dessa série maravilinda

Pois bem, Doctor Who é uma série de ficção científica criada pela BBC em 1963. Seu protagonista é um alienígena humanóide conhecido apenas como o "Doutor", que viaja pelo tempo e espaço lutando contra vilões, resolvendo mistérios e espalhando justiça pela história.

A série, que tinha tudo pra dar errado, se tornou um dos maiores fenômenos da história da televisão britânica, se tornando uma parte da cultura do país, além de um clássico cult e influenciando diversos profissionais, não só da TV mas como das artes em geral.

Entretanto, havia um pequeno probleminha. William Hartnell, o ator que fazia o Doutor originalmente, tinha um problema de Arteriosclerose, que afetava seu sistema circulatório e o atrapalhava a dizer suas falas. Isso deixou os executivos da BBC chorosos, pois era um dos programas britânicos mais assistidos e terminá-la ou cancelá-la era última opção mesmo. Então eles vieram com o migué mais bisonho da história da TV mundial, a Regeneração.
Desde o primeiro episódio, o Doutor foi definido como alienígena, logo seu corpo não tinha as mesmas limitações que os nossos. O processo de Regeneração ocorre toda vez que um Senhor do Tempo (o nome dado à raça do Doutor em histórias posteriores) está perto da morte, seja de causas naturais ou artificiais. Cada célula do seu corpo é refeita, o que causa uma mudança de aparência, a justificativa perfeita para trocar de atores sempre que necessário. Só que isso não era o bastante pra manter a série funcionando. Eles precisavam de mais.

Logo, a regeneração vinha com um "bug": como as passagens neurais eram reconstruídas no processo, isso poderia acarretar em uma personalidade diferente da anterior. Patrick Troughton, o ator que substituiu Hartnell, interpretava um Doctor mais alegre, jovial e até mesmo infantil, ao contrário do senhor estóico e sério que era o agora chamado Primeiro Doutor, sendo Troughton o Segundo Doutor.

E isso é um dos principais diferenciais da série, a capacidade de se renovar.


Os atores a interpretarem o Doutor, na ordem: William Hartnell, Patrick Troughton, Jon Pertwee,
Tom Baker, Peter Davison, Colin Baker, Sylvester McCoy, Paul McGann,
Christopher Eccleston, David Tennant, Matt Smith e Peter Capaldi

Graças a esse migué no plot, a Era Clássica de Doctor Who, como ficou conhecida a run original da série, foi de 1963 a 1989, até infelizmente ser cancelada.

Não, você não leu errado: a série durou 26 FRAKING anos, muleque. Sentiu a pressão?

"E essa história de renovação, seu viciado? O que foi exatamente isso?"

Esse bug na regeneração fazia com que cada Doutor tivesse sua própria personalidade e maneirismos, mas sem perder a memória. Isso permitia a cada ator interpretar o papel da forma que achasse mais adequada, além de dar liberdade pros roteiristas tentarem todos os tipos de história. No começo, a série era pra ser educativa, mas o sucesso dos episódios mais sci-fi, com monstros e vilões fez muito mais sucesso.

"Mas seu bitolado, se a série era tão foda assim, por que ela foi cancelada?"

Uma combinação de fatores, que envolvem baixa audiência, uma queda da moral na série e um horário que não ajudava no processo, fez com que a vigésima-sétima temporada não fosse encomendada. O cancelamento nunca foi oficial, mas era claro que a série poderia não retornar tão cedo.

A primeira tentativa de reviver a série em 1996, com um filme feito para a TV que serviria como o piloto para uma parceria com a TV americana. Foi esse que introduziu o Oitavo Doutor, Paul McGann, e teve até Eric Roberts (o cara que foi o vilão no primeiro Mercenários) como o Mestre. Porém o filme foi um fracasso de crítica e apurrinha a paciência dos fãs até hoje.

A série que está sendo exibida atualmente, e que é a que me conquistou, assim como conquistou milhares de novos fãs, é a segunda tentativa de revivê-la, que começou em 2005 e teve como protagonista Christopher Eccleston, o Nono Doutor. Ela se encontra na oitava temporada, que estreou semana passada e é encabeçada por Peter Capaldi, o Décimo-Segundo Doutor, junto com Jenna Coleman, que interpreta Clara Oswald, sua atual companion.

Companion é o termo dado a todo aquele que acompanha o Doutor em sua jornada e serve pra influênciá-lo de uma forma positiva, além de ser uma referência identificável para a audiência.


Charada: o que é velho, novo, emprestado e azul?

Pois bem, desde o meu texto passado, já desisti de manter um senso de imparcialidade nessa seção. Todo essa explicação foi mais uma contextualização, por que não adianta eu falar mais nada.

É sério, são 50 anos de franquia, nada do que eu disser será algo inédito aqui. Poderia passar horas e horas falando sobre cada Doutor, cada companion, os episódios clássicos e ainda sim não chegaria ao foco do texto, que é explicar por que eu gosto tanto da série.

O principal motivo é seu protagonista, o Doutor. Ele é simplesmente um personagem fascinante, com tantas camadas para serem interpretadas. O fato dele ser interpretado por diversos atores traz um diferencial maior, pois são vários ângulos da mesma pessoa, sabem. Como disse antes, cada ator traz seu toque pessoal ao Doutor, o tornando um personagem único e profundo. Não tem como você não se apaixonar por esse cara, não importa a forma.

O que me leva ao outro motivo de gostar tanto da série: a carga dramática, gerada principalmente pela interação do Doutor com o universo ao seu redor, principalmente com seus companions. Uma das formas que eu vejo isso é que o Doutor é um ser à parte do universo, por ter visto tanta coisa, testemunhado tanta coisa, vivido mais vidas do que todo o resto, tendo contato com o melhor e o pior que esse conjunto de galáxias tem a oferecer. Os companions, além de servirem como ferramenta pra ajudar o espectador a se identificar, também são como âncoras emocionais, pra mostrar a esse velho louco que ele não está tão à parte assim, que ele ainda tem um lugar nesse mundão. A relação entre ele e seus parceiros é simplesmente fantástica e formam um dos cernes da narrativa, e uma das partes que mais gosto.

Outro motivo que eu gosto da série é que é uma ficção científica positiva. Apesar da série ter seus monstros, momentos obscuros e alegorias negativas, ela sempre exalta o potencial dentro de todos nós, aquela fagulha que o mundo parecer querer apagar mas que ainda pode ser acessa. E isso é o que mais me atraiu, e é a mesma razão pela qual não sou obcecado por The Walking Dead (que nem o Leo, só que com menos raiva no coração) como aparentemente 94% da população terrestre. Aliás, isso me afasta desses filmes de apocalipse e catástrofe.

Não vou mentir, esses filmes até me divertem, mas eles passam uma sensação tão ruim, como se nós realmente acreditássemos que vamos acabar daquele jeito. Entretanto, como o Doutor disse na série, pensamos em tantas formas da nossa civilização dar errado que esquecemos da outra possibilidade: de que demos certo. Isso foi o que me prendeu de vez, essa aura meio positiva, otimista. Por isso que gosto da Legião dos Super-Heróis e de Jornada nas Estrelas, por serem justamente sobre isso, um futuro que deu certo. O futuro que eu quero.


Olhar que perfura a alma #capalding

Se existe um fato sobre Doctor Who é que ela é bem mais legal do que as pessoas descrevem. Acho que existem tantas camadas, tantas formas de se entender a série, tanta história, que não é fácil achar palavras pra resumir.

Então, se você estiver procurando por algo novo pra se ver, se é um fã de ficção científica, se é um daqueles bitolados por cultura britânica ou tem apenas bastante tempo livre, Doctor Who é a série pra você. Una-se a família whovian você também e seje feliz conosco!

Vocês devem estar estranhando minha demora a escrever, minha total ausência no blog. Pois bem, a faculdade voltou e ocupou bastante meu tempo, além de uma estranha desmotivação que consumiu meu humilde ser. Mas podem ficar tranquilos, eu NÃO vou deixar o blog. Adoro participar dele, me divirto muito e não é fácil achar um ambiente de trabalho com pessoas tão legais assim. A não ser que o Adler me expulse após publicar esse artigo.

Qual será o próximo assunto do qual vou mostrar que eu manjo? Sei lá, mas se tiver alguma ideia, comente e me faça virar nos trinta pra entender sobre seja lá o que quiser!

Por hoje é só, pessoal!

Nenhum comentário:

Postar um comentário