quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Adler Babaca - Free!

Oi. A sua dose semanal de babaquice não será descartada, apenas alterada brevemente por motivos de "Hey, esperava algo diferente de um lazy otaku?". Ou seja, o Moreno não teve tempo de fazer um review essa semana, então eu empurrei ele pro lado e tomei a dianteira. Hoje essa pocilga será minha, e sendo minha, decidi falar NÃO DO ANIME INTEIRO, mas sim do primeiro episódio de um yaoi disfarçado de sport-anime. Senhores, eu vi Free!




Antes de mais nada...
"Free!" é um anime de 2013 feito pela "Kyoto Animation", baseado na light novel "High Speed!", de Kōji Ōji. Ele possui duas temporadas, sendo que a última está em exibição atualmente desde 02 de Julho de 2014. A primeira temporada conta com 12 episódios, enquanto que a última já está em seu décimo.

Então que porra é essa?
Bem, "Free!" é um sport-anime, pelo menos é o que aparenta nessa sua estreia. Todos os clichês de uma animação desse gênero estão ali: personagens BEM distintos, com personalidades únicas e aptidões diferenciadas uma das outras, a presença esmagadoramente exclusiva de HOMENS no "núcleo principal", rivalidades e, claro, tendências homossexuais. Esse último traço as vezes não é tão gritante, como no próprio "Captain Tsubasa", o MEU maior ícone deste gênero, mas quase sempre existem traços ou coincidências que levam muitos fãs à teorizar algum romance por trás daqueles jovens.

Acontece que, com "Free!" as coisas são um pouco mais explícitas. Claro, antes de falar disso, preciso citar o esporte certo? E ele talvez justifique um pouco dessa tendência yaoi na história. Bem, tudo gira em torno de natação, o que já é algo BEM SEXUALIZADO em mangás e animes. Existe todo um fetiche em volta de trajes de banho de garotas (e eu entendo completamente), então, se você for manjador de japonezices, vai se incomodar um pouco com aqueles rapazes definidos com suas sunguinhas.


Ainda rola esse fetiche japonês chamado "Naked Apron"

Olha, nem falei da história ainda né? Me distraí sendo homofóbico. Então, temos 4 rapazes que, em suas infâncias, praticavam natação em um clube, juntos. Eles se conheceram aparentemente ali e viraram grandes amigos. Temos o protagonista, Haruka Nanase, que é um ás no nado livre, rivalizando com Rin, outro prodígio do nado. São amigos e coadjuvantes os rapazes Makoto Tachibana e Nagisa Hazuki, respectivamente a dupla "C-3PO e R2-D2" da série.

Um tempo se passa e, agora bem crescidos, os garotos, menos Rin, estão todos estudando juntos no Ensino Médio. Eles pararam de nadar pois o clube foi fechado, mas o protagonista tem essa paixão latente por água, por isso passa o dia inteiro dentro de uma banheira, vestindo seu shorts de natação. Ficamos sabendo mais pra frente que eles, no passado, ganharam um torneio de natação juntos. Como bons amigos, não quiseram dividir o troféu, por isso enterraram em uma espécie de cápsula do tempo e prometeram retornar um dia ali. Rin, o garoto que não está no presente, foi para a Austrália, se profissionalizar em seu esporte. Só que, aparentemente, este retorna no tempo atual, já um profissional e campeão, e decide reavivar sua rivalidade com Haruka. E assim a trama se segue, no que entendi, pelo resto da primeira temporada.

Sendo assim...
Eu nem posso reclamar da ANIMAÇÃO da série. Sem brincadeira, o visual do anime é espetacular, PRINCIPALMENTE aquilo que ele mais deveria se preocupar: água.

Animadores e desenhistas sabem da dificuldade bíblica em retratar água, seja ela em desenhos, animações computadorizadas, jogos, etc. Aqui, o estúdio fez um belo trabalho em passar aquele feeling calmo e relaxante que a água proporciona. Não só a água, mas também os seus amantes. As cenas de nado, sejam elas dentro da água, em primeira pessoa, visão panorâmica, que seja: todas elas tem "vida" própria, parecem momentos que se desconectam de tudo em volta. Eu, pelo menos, fiquei apaixonado por esse cuidado dado ao principal elemento narrativo da história.



Quanto ao roteiro, pelo menos o primeiro episódio foi bom em mostrar um pouco dos traços únicos de cada um, mostrou também o "plot" que parece reger o anime até o fim. Nenhuma ponta solta, mesmo sendo o primeiro episódio. Souberam mostrar a importância que a água tem para o protagonista, assim como mostraram um pouco da rivalidade que o move. Talvez minha crítica vá, veja só, para o protagonista PER SI. Um cara caladão, que não demonstra muitas emoções, parece se achar o fodão enquanto finge um certo desapego pelas coisas. Claro, talvez vejamos a evolução no caráter do cara durante a série, mas para um primeiro episódio de anime, ele falhou justamente em me fazer simpatizar com seu "herói".

Abertura e encerramento, para mim, são bons pontos à se analisar. A abertura, que postei aí em cima, me deixou bem mais animado que a ending, com toda a parada da água "dinâmica" transformando o clipe em uma parada bem bonita. Pra ending, destaco o curioso fato (que meu daimyo dos animes tendeciosamente gays, dona Bruna, apresentou) de que são os dubladores dos personagens que a cantam. E não é uma música ruim não, é bem pop e agitada. Claro, prefiro endings melancólicas.


Alguém pediu uma porção de "Boku no Pico"?

Você deve ver isso?
Incrivelmente, direi que sim, para todos os gêneros. Eu, particularmente, sou apaixonado por sport-animes (essa nomenclatura eu mesmo inventei ok?). Seja SUPER CAMPEÕES, Prince of Tennis, Beyblade (forcei pra ter mais um exemplo), o que for. NISSO o anime me pegou, ainda mais por ser um esporte que estou namorando faz quase um ano.

Claro, se você for menina, talvez goste mais da série, justamente por seu elemento "ecchi-feminino". Não vou julgar e falar que isso é "anime de viado, bando de bicha de sunguinha", afinal, animes com gostosas de bikini ou pouca roupa tem aos montes né? Vamos igualar um pouco as coisas.


Por ter uma premissa inovadora (eu pelo menos nunca tinha visto anime de natação), personagens com potencial para bons momentos, uma história interessante e uma animação muito bonita, dou 8 de 10 para esta belezura. Faltou aquele elemento surreal dos sport-animes, quando os personagens parecem ter superpoderes destinados unicamente ao esporte. Quem sabe lá pra frente eles desenvolvam o "NADO DO GOLFINHO".



10 SÓ SE TIVESSE WAKABAYASHI, PORRA!

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