quinta-feira, 3 de julho de 2014

Why Not Play? RPGs

Antes de mais nada, devo manter a tradição dos coleguinhas de começar o texto com algum vídeo bizarro. Então solta a vinheta de abertura:



Ok, devo dizer que não é necessariamente uma vinheta de abertura, mas é um vídeo bizarro, então tá valendo. E se não tiver, eu tento melhor na próxima.

Agora sim, bem-vindos a mais um Why Not Play. Perdão pela demora, pessoal, mas essas semanas foram consideravelmente corridas, o que me impediu de dedicar o tempo necessário para que eu pudesse desenvolver um artigo de qualidade. Como minha intenção aqui é expressar por que games são tão bons, eu não posso escrever qualquer texto bosta e postar só pra manter um itinerário.

Assim sendo, depois de muito matutar, decidi então falar do meu gênero favorito de jogos: os RPGs!

Eu me segurei pra não fazer esse trocadilho, mas não tinha como evitar


Os RPGs, sigla para Role-playing games, são jogos de interpretação em que os jogadores interpretam personagens em um enredo fictício. É basicamente um teatrinho, só que com bastante regra. Os mais conhecidos são os de mesa, como Dungeons & Dragons, Vampiro – A Máscara e Shadowrun. Os primeiros princípios de um sistema de jogabilidade pra RPG de mesa, que são usados até hoje surgiram nos Estados Unidos. Estatísticas, classes, monstros, tudo está envolvido nesses sistemas de jogabilidade, sendo o GURPS (Generic Universal RolePlaying System) sendo um dos mais famosos, justamente por permitir que uma partida possa ser jogada em qualquer cenário. Milhões de pessoas ao redor do mundo se divertem horrores com esses jogos, já que eles estimulam a imaginação e a cooperação.

E não, nunca joguei um RPG de mesa. Pretendo mudar isso num futuro próximo, mas sem pressa.

Os jogos de RPG para console tentam seguir as mesmas regras e padrões dos RPGs de mesa. Um dos primeiros e mais famosos é a série Ultima, que começou em 1981 e durou até 1998. Esses jogos fizeram tanto sucesso que os japoneses os pegaram e adaptaram para sua cultura, com as franquias Dragon Quest e Final Fantasy sendo os maiores exemplos. Graças a isso, os jogos de RPG se dividem entre orientais e ocidentais, pois cada lado tem sua própria forma de fazer o jogo. As séries Fallout e Elder Scrolls podem ser consideradas exemplos de RPGs ocidentais.

Se Skyrim tivesse sido produzido a uns trinta anos atrás,
seria mais ou menos assim

Então, sem mais delongas, decidi dar quatro dicas rápidas de RPGs de console pra vocês. São quatro jogos muito especiais e que acabaram fazendo eu me tornar fã do gênero. Vou tentar fugir um pouco do clichê de falar só Final Fantasy, e nem ficarei debatendo se eles são orientais ou não. Eles são apenas meus favoritos, você tem a obrigação de jogá-los, pois assim falou Janu.

Legend of Legaia
Plataformas: PlayStation 1

KURAE!

Ah um clássico do PlayStation1. Ou eu acho que é um clássico, é meio difícil encontrar alguém que tenha ouvido falar desse jogo. O que é uma pena, pois é muito interessante.

Eis um sumário rápido: o mundo era um lugar feliz e colorido habitado por humanos, animais e Seru, uma espécie de objeto criado pelo que eu acho que é Deus que, 
quando combinada com um humano, lhe dá poderes extraordinários. Essa relação simbiótica fez o mundo prosperar e florescer até que ele foi coberto por uma névoa de origem desconhecida, que
enlouquecia qualquer Seru que entrasse em contato com ela, os tornando monstros. Se um humano unido a um Seru entra em contato com essa névoa, ele perde totalmente o poder de raciocínio, se tornando praticamente um animal. Cabe aos três protagonistas Vahn, Noa e Gala impedirem essa névoa de se espalhar, libertar os lugares oprimidos por ela e entender as origens dela.

O legal desse jogo é o sistema de batalhas. Ao invés de você ter que escolher entre opções como atacar e usar magias, você pode usar combos. Há quatro direções que você pode usar para montar uma sequência  de ataques. Certas sequências específicas podem lançar ataques especiais. O divertido é você montar uma sequência de sequências e estraçalhar os inimigos com uma sequência de combos. Claro que esses combos gastam alguma coisa, então você precisa manter sua barra de espírito sempre carregada pra derrotar as forças do mal.

Infelizmente, nunca consegui terminá-lo. Quando estava numa parte bem avançada do jogo, eu fiquei preso e procurei por detonados. Quando consegui encontrar um decente, o CD estava tão gasto que nem rodava mais )): Assim que possível vou baixar o jogo e terminá-lo, não posso morrer sem fazer isso.

A série Kingdom Hearts
Plataformas: PlayStation 2Game Boy Advance, dispositivos móveisNintendo DSPlayStation PortableNintendo 3DSPlayStation 3, navegadoresPlayStation 4Xbox One

Disney + Final Fantasy = magia e alegria

E se eu te dissesse que, graças a um encontro do acaso no elevador, surgiu umas das melhores séries de RPG da atualidade?

Kingdom Hearts é uma série de jogos criados pela parceria entre Disney e Square Enix (quando saiu o primeiro jogo, ela ainda era Squaresoft entretanto) que mistura todo o visual, estilo ágil e tramas complexas da série Final Fantasy com toda a ousadia e a magia dos mundos Disney. É simplesmente uma das minhas franquias favoritas EVER, eles mandam muito bem tanto no visual quanto na jogabilidade, isso sem falar do respeito que eles tem por toda a obra dos estúdios Disney.

Basicamente tem esse moleque chamado Sora, que sonhava em viver aventuras e explorar o mundo além da ilha onde morava. Infelizmente, um ataque de criaturas da escuridão chamadas de Heartless destrói seu mundo e desperta o poder da Keyblade, uma espada mística que só pode ser usada por poucos e que abre a porta para o futuro. A partir daí, a missão dele se torna destruir os Heartless e liberar outros mundos dessa tirania do mal. Pra isso ele conta com a ajuda do mago Donald e do escudeiro Pateta, que estão em busca do rei Mickey, que partiu numa jornada para tentar entender o que realmente está acontecendo.

Conceitos como luz, trevas e principalmente o coração são extensivamente tratados nessa série. Até mesmo os mundos tem um coração, além do coração de todos os mundos, o famigerado Kingdom Hearts. Inclusive, essa foi a forma que eles encontraram de encaixar a galerinha do Mundo Mágico de Walt Disney: existem diversos mundos, e cada um representa um filme da Disney. Agrabah, por exemplo, é o mundo de Aladdin, Olympus Coliseum é o mundo de Hércules, Neverland é o mundo de Peter Pan, e por aí vai. Isso sem falar que aparecem versões alternativas de personagens de Final Fantasy, como Squall de FF VIII e Cloud, Aeris (aqui chamada de Aerith) e Yuffie de FF VII.

Kingdom Hearts é uma daquelas ideias que você acha absurda, mas foi tão bem-executada que deu certo. Recomendo de boa fé.

A série Breath of Fire
Plataformas: AndroidCellular phoneGame Boy AdvanceiOSPlayStationPlayStation 2PlayStation PortableSuper Nintendo Entertainment SystemWindows

Não se engane com o visual colorido,
o potencial desse jogo de te fazer chorar não está no gibi

Só pra deixar uma coisa bem clara: dragões são os animais mais fodásticos da ficção.

Não importa o que você faça, mesmo que seja uma bosta. Se tem dragão no meio, a audiência é garantida.

A Capcom aprendeu essa lição e em 1993, em parceria com a Squaresoft lançou Breath of Fire. Entretanto, a partir do segundo jogo, eles se viraram por conta própria.

Apesar de cada um ter seu próprio enredo, o que todos os jogos tem em comum é que eles são sobre um cara de cabelo azul chamado Ryu (mas eles não são o mesmo cara). Ele é um membro do Clã dos Dragões, um ser com forma humana que tem o dom de se transformar em um dragão. Sim, isso é muito foda.

Um dos melhores aspectos do jogo é a carga dramática. Devo admitir que, no primeiro jogo, ela não é tão pesada. Mas a partir do segundo jogo... se você fizer alguma besteira, receberá um final bem triste e provavelmente não vai aguentar todos os feels.

Por ter uma excelente ambientação, um casting variado e muito interessante, além de FUCKING dragões, taí uma série que você não pode morrer sem jogar.

Suikoden II
Plataformas: PlayStation 1

Simplesmente fantabuloso

Ah sim, foi o jogo que começou tudo...

Foi Suikoden II que despertou toda essa minha obsessão com videogames. Lembro-me até hoje, das tardes em que chegava da escola, sentava na minha cama (não tinha cadeira, pois a TV e o videogame ficavam  em uma cômoda praticamente colada de frente pra cama, aí não tinha espaço), pegava meu dicionário inglês-português e ligava meu play1 pra horas (e horas) de diversão.

Dessa vez, não citei a série toda, pois esse foi o único que joguei da série, além de ter um significado especial pra mim. Entretanto, vou tentar elaborar sobre a série pra contextualizar melhor o jogo.

Cada jogo da série é sobre um certo conflito de grandes proporções e como ele afeta a vida de pessoas comuns. Eles são recheados de tramas políticas, traições e drama, porém na sua essência, é um conflito bem simples entre o bem e o mal. O protagonista de todos os jogos são um garoto que se envolve na situação e se torna um líder, uma lenda e seus 107 companheiros (!!).

No caso de Suikoden II, o protagonista é Riou Genkaku, um jovem do Reino de Highland, que se alistou para lutar na guerra contra as Cidades-Estado de Jowston. Entretanto, ao descobrir que estava prestes a ser sacrificado por seu general apenas para gerar mais revolta, ele e seu amigo Jowy fogem. Por uma série de acontecimentos, ele se vê como líder do exercíto rival, unindo as cidades-estado em uma causa comum, a da paz.

Pode parecer um resumo mal-feito, mas é que o jogo tem tantos protagonistas, histórias e camadas que eu realmente não quero estragar o jogo pra você. Apenas vai por mim, jogue, você não vai se arrepender.

E sim, ele passa da Regra dos 15 Anos. Ele é foda a esse ponto.

Um dos chefes do jogo é fucking dragão zumbi esquelético.
Encerro meu argumento aqui, meritíssimo.

Pois bem, amigos, esses são meus conselhos pra férias. Corra atrás desses jogos, seja por mídia física ou por emulador. Eu garanto pra vocês que suas férias serão bem melhores, e nem precisam me agradecer depois.

RPGs nada mais são do que histórias das quais você é uma parte. Por isso são tão fodas. Se você aprecia uma boa história, consegue apreciar um bom RPG. E se forem jogar de mesa, lembrem-se sempre: o importante é se divertir, não fiquem se atendo tanto às regras. Às vezes, um pouco de anarquia é o que garante a diversão.

Deixem seu feedback, suas ofensas gratuitas ou suas mensagens de agradecimento pelas dicas, mesmo que sem necessidade, nos comentários. Logo mais voltarem com mais um Why Not Play?, a seção de games que agrada a família brasileira.

Por hoje é só, pessoal!


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