terça-feira, 15 de julho de 2014

Leo em Carreira Solo - O Top 5 (atrasado) do Dia do Rock

HOJE É DIA DE ROCK, BEBÊ.

Eu sei que é um puta jeito clichê de se começar um post sobre rock, mas não importa, porque o POST É MEU E EU COMEÇO COMO EU QUISER.

Bom, eu sou Leo, sabe? O cara que sempre tá com o Nick, escrevendo sobre quadrinhos aqui, no Why Not Comics? e tals. Pois bem, olha só que coisa: eu não sei falar só sobre meus roteiristas favoritos ou as histórias que você deveria estar lendo, mas que não lê porque prefere assistir Game of Thrones (bleh).

Já faz tempo que eu venho pensando em um post que conseguisse me tirar um pouquinho do mundo dos quadrinhos, pra que eu pudesse mostrar um pouco mais dos meus gostos e, bom, eis a oportunidade perfeita: o Dia do Rock. Tá, eu sei que o dia do rock foi no domingo. Mas pensa comigo: domingo é o começo oficial de toda semana (e não na segunda-feira, como muitos pensam), e sendo assim, eu decidi declarar essa semana como a SEMANA DO ROCK *guitarras mágicas tocam ao fundo*. SO HERE I AM.



Na verdade, eu criei tudo isso porque não tive tempo de fazer o post todo no domingo (mas ok, faz de conta que essa tal Semana do Rock existe mesmo).

Como já devem ter notado, eu adoro fazer listas. Seja com os meus quadrinhos favoritos, roteiristas favoritos ou games favoritos, sempre dou um jeito de listar as coisas. E bom, aqui não vai ser diferente. Eu decidi então fazer um top 5, ao melhor estilo Adler, com as 5 (duh) bandas de rock que mudaram minha vida. Não quer dizer que são exatamente as cinco melhores bandas do mundo, mas sim as que, de certa forma, mudaram alguma coisa em mim, me ajudaram em algum momento mais chato ((((não sou emo)))) ou sei lá. Vocês vão entender. 

Lembrando que eu curto varias vertentes do gênero, ok? Desde os princípios com Chuck Berry, Elvis Presley até Jimi Hendrix, Bob Dylan, Rolling Stones The Who. Sou fã até do Indie Rock do The Killers ou Arctic Monkeys. Portanto, se alguns desses caras não aparecerem aqui nessa lista, não precisa me odiar. Como eu disse, os escolhidos foram aqueles que realmente me impactaram, por diversos motivos. E é válido lembrar que a minha opinião é só de fã, não sou profundo entendedor e nem sou músico, beleza? Tá, chega de enrolação e vamos começar logo isso aqui porque vocês já devem estar com sono.


5 – Queen


Procura-se uma foto mais épica que essa
Comecemos com a banda que me introduziu a esse mundo. Desde pequeno, quando eu só ouvia MPB e afins com a minha mãe (pois é), meu pai veio na contramão e me ensinou que o Freddie Mercury era um dos caras mais incríveis do mundo. E eu amo meu pai até hoje por isso.

Por muito tempo eu achei que o Queen se resumia a isso: Freddie e o resto. Algum tempo depois, com o advento da Wikipédia, eu descobri que Brian FUCKING May, Roger Taylor e John Deacon eram tão responsáveis quanto o Freddie pelo sucesso de uma das melhores bandas de hard e pop rock que eu pude conhecer nessa vida. A intensidade na voz limpa e nítida do Freddie em Don’t Stop Me Now me arrepia até hoje, cara. Bicycle Race, com o baixo inspirado de Deacon, a bateria marcante em Under Pressure (com participação do David Bowie ♥) ou a guitarra estridente do Brian em Death on Two Legs (Dedicated To...) também são alguns dos meus momentos favoritos da banda. E nem venha dizer que  você não gosta de Queen, porque eu sei que você batucava We Will Rock You na carteira da escola junto dos outros moleques, cantando "uí ueu uí ueu roquiú".

Músicas que você deveria ouvir:  Another One Bites the DustDeath on Two Legs (Dedicated To...), A Kind of Magic, Radio Ga Ga



4 – Eric Clapton


Esse cara é a ponte perfeita entre o rock e o blues, que na verdade são gêneros ligados também por várias outras pontes históricas vindas até mesmo antes do Clapton. Não sou o maior especialista nesse gênero e nem conheço as raízes do mesmo, mas é legal notar como o Eric consegue se perder na mistura entre os dois estilos e se manter com uma identidade perfeitamente identificável (?).
Apenas verdades, meus amigos

Ah sim, e esse é outro cara que eu aprendi a admirar com o meu pai. Inclusive, eu sofro bullying vindo dos meus primos até hoje, porque enquanto as outras crianças dançavam Xuxa, Angélica e essas porras, eu cantava e dançava Cocaine pela casa. 

Seja no Cream (que foi um dos primeiros power trios do rock) ou na carreira solo, a simplicidade imposta no som do cara é cativante, ainda que essa simplicidade venha acompanhada de alguns dos riffs mais bem elaborados da história do rock.

Ah, e caso isso importe pra alguém: o cara foi nomeado como o segundo maior guitarrista da história pela revista Rolling Stone, ficando atrás apenas do (gênio) B. B. King.

Músicas que você deveria ouvir: Change the World, Layla (MTV Unplugged), Bad Love, Sunshine of Your Love (Cream)


3 – Foo Fighters


Imaginem um lixão. Um lugar coberto de chorume e merda e coisas irrelevantes e pessoas inexpressivas e nenhuma vocação musical. Aí imaginem uma flor muito linda nascendo no meio desse lixão e ganhando o meu respeito. Então, essa é uma metáfora sobre a história dessa banda. No caso, o lixão seria o Nirvana. E a flor seria o Dave Grohl. Não vou mentir e dizer que admiro o Grohl desde os primórdios, até porque nunca gostei da banda de onde ele veio. Aliás, pra quem não sabe, o Dave era o bateirista do Nirvana (todo mundo erra nessa vida, gente). 

Depois do suicídio de Kurt Cobain, Grohl resolveu seguir carreira solo e acabou se juntando à Pat Smear (guitarrista recorrente do Nirvana), William Goldsmith e Franz Stahl, formando os Foo Fighters. A banda já passou por algumas pequenas reformulações desde então, mas o núcleo e o estilo permanecem os mesmos.

Dave Grohl e Paul McCartney
ganhando um Grammy juntos: Leo chorando.
Interessante notar que de todas as bandas nesse top 5, Foo Fighters talvez seja a que eu acompanhe a menos tempo. Mas assim como o Queen abriu as portas pra que eu conhecesse o rock, Foo Fighters foi a banda responsável por fazer com que eu entrasse ainda mais fundo nisso, conhecendo a minha vertente favorita desse meio: o rock alternativo. Outro fator que me agrada bastante é a liberdade que os caras tem para experimentar diversos estilos, ainda que a voz característica do Dave mantenha o seu pé no chão, te lembrando que você ainda tá ouvindo Foo Fighters. Exemplo disso é a estranha (porém muito boa) Virginia Moon, com Norah Jones (!), que lembra mais uma bossa nova do que o som único que a banda está habituada a fazer.

Antes que eu esqueça de citar, o projeto musical mais recente do Dave, Sound City, envolve um documentário e um álbum reunindo algumas figuras bem interessantes. Rolam umas músicas com participações de caras como Corey Taylor (Stone Sour, Slipknot) e Paul McCartney, mano. Esse projeto rendeu um Grammy esse ano pro Dave e pro Paul de Melhor Canção de Rock, por Cut Me Some Slack. Vale a pena conferir.


Músicas que você deveria ouvir: Let it Die, February Stars, Rope, The Pretender


2 – My Chemical Romance


Eu não sou emo. Juro que não sou. E nem acho que a banda tem todos os quesitos pra ser listada como parte desse gênero, mas ok.

Inclusive, o My Chemical Romance está longe de ser a banda mais genial do mundo quando se trata de inovações musicais. Mas ainda assim, eu tenho eles como minha segunda banda favorita. Por que?

Gerard Way conseguiu transformar uma banda em todo um universo compartilhado com os fãs, repleto de significado, peso e idolatria. Desde a angústia e revolta retratadas em Three Cheers for Sweet Revenge ou The Black Parade à explosão colorida de Danger Days, há todo um conceito por trás de cada álbum. Não é à toa que o Way é considerado por muitos como o herói de toda uma geração, com toda uma trajetória traçada dentro da história da banda, se desenvolvendo e amadurecendo junto dos fãs. E se tem algo que eu respeito são músicos que se reinventam, mas claro, sem perder sua identidade.


Eu e o Nick em um universo paralelo
(a.k.a. Grant Morrison e Gerard Way)
E não me levem a mal, mas o coração da banda sempre foi o Gerard. Não que o Mikey Way, Ray Toro ou o Frank Iero sejam ruins. Longe disso. Teenagers traz uma das guitarras que mais ressoam na minha memória, por exemplo. O mesmo se aplica à bateria em House of Wolves. A questão é que, seja por culpa da mídia ou não, eu sinto que a essência do negócio vem do Gerard. Todo o significado que a banda carrega vem dele e isso é digno de nota. Se você é fã, pode até me odiar por eu ter dito isso, mas aqui no Why Not? trabalhamos apenas com verdades (exceto quando o Adler ataca Doctor Who).

Ah, só pra lembrar que eu sou o mesmo Leo de sempre, também vale MUITO a pena conferir as HQs que o Gerard já escreveu (SIM, ELE TAMBÉM ESCREVE QUADRINHOS ♥). Umbrella Academy (acompanhado da arte do brasileiro Gabriel Bá) ganhou até o prêmio Eisner em 2008, gente. Isso sem mencionar The True Lives of the Fabulous Killjoys, com a linda da Becky Cloonan.

Músicas que você deveria ouvir: Vampire Money, Welcome to the Black Parade, Bulletproof Heart, Dead!


1 – The Beatles


Esse primeiro lugar é bem previsivel pra qualquer pessoa que me conheça, ainda que remotamente. Você pode dar chilique aí e dizer que Beatles é pop e não rock, pode gritar dizendo que a banda é overrated e espernear o quanto quiser. Eu vou pegar Helter Skelter, Revolution e Come Together e jogar na sua cara. E isso porque eu escolhi algumas das composições mais conhecidas.

Mas não pense que eu sou esses fãs babacas que fecham os olhos pro óbvio e querem obrigar todo mundo a gostar da sua banda favorita. Eu sou o primeiro a dizer que o John Lennon é um dos maiores babacas da história da música. E reconheço que tem muita merda, MAS MUITA MERDA MESMO, composta pelos caras. Mas o saldo positivo das outras composições compensa tudo isso. Seja vindo da genialidade do Paul McCartney, do misticismo do George Harrison, da simplicidade do Ringo Starr ou até mesmo da babaquice do John Lennon, algumas das melhores músicas da história da humanidade vieram da mente dos Beatles. E é inegável o impacto que eles tiveram em toda a cultura pop, mudando drasticamente a forma como o rock era visto pelo público e pelas próprias bandas.

Mesmo que tenha começado de forma boba e até mesmo irritante (Love Me Do é facilmente uma das músicas mais esquecíveis da carreira deles, por exemplo), a evolução musical do grupo é algo único, se livrando do yeah, yeah, yeah inicial e se estendendo à diversos outros sons experimentais, riffs estridentes de guitarra, instrumentos clássicos, pianos, muitas vezes assimilando características de outros gêneros, como o blues e até o country. E, claro, a psicodelia que ficou por muito tempo associada à imagem do quarteto de Liverpool. 

Em suma, Beatles é a síntese do amor. E não é à toa que o Paul McCartney é minha pessoa favorita no mundo todo. Deal with it.


Paul McCartney é quase uma diva


Músicas que você deveria ouvir: Something, Michelle, Penny Lane, Hey Jude

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E aí chegamos à parte complicada de se fazer uma lista: o encerramento. É aqui que eu fico deprimido por ter que cortar várias bandas que eu amo. Só numa lista bem rápida, já lembrei de The Smiths, The Killers, Oasis, Muse, The Police, The Cure, U2, The Black Keys, e deixa eu parar com isso senão essa lista não acaba nunca.

Pra fechar o post, eu preparei um playlist no Spotify (se você não tem uma conta lá, tá perdendo tempo), contendo quase todas as músicas que eu citei aqui, com exceção de algumas dos Beatles, que eu só pude encontrar nas versões ao vivo que o próprio McCartney apresentou em seus shows. Mas anyway, é digno de dar uma ouvida. 


E FOI-SE O DIA DE ROCK BEBÊ. Agora vocês sabem que eu não sou só um virjão que lê quadrinhos o dia todo. Eu sou um virjão que lê quadrinhos o dia todo enquanto ouve música :3


By the way, já tô começando a planejar o próximo post pro Why Not Comics? com o Nick, então se preparem, logo nós estamos de volta. Nem vai dar tempo de vocês sentirem a nossa falta. 

So long and good night.

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