segunda-feira, 30 de junho de 2014

Why Not Comics? #4 - O RETORNO DE LEO E NICK (feat. JANU DA OUSADIA)

SIM, nós estamos vivos! SIM, nós voltamos! COMEMOREMOS, AMIGOS.



Não abandonamos vocês à sós com o Tio Adler (ele não gosta de crianças, seria crueldade fazer isso). E voltamos com um post cheio de crossovers, ousadia e alegria. Espero que vocês não nos odeiem por causa da nossa ausência, tá?

Ah, adoro escrever post novo pro Why Not. Espero que estejam gostando do que estamos fazendo aqui. Apesar das piadas sem graça (que o Leo acha que tem graça), todas as opiniões que damos nesse site vêm do fundo desse nosso coraçãozinho em 8-bit. Não somos donos da verdade e sabemos disso, só estamos aqui pra expressar nossas opiniões e um feedback é sempre importante, então sempre que tiverem um tempinho, dá uma comentada. As opiniões de vocês são muito bem vindas.

Ok, introduções feitas, vamos ao tema do post: games. Não, você não clicou no link errado. Você está lendo o Why Not Comics? e o tema do quadro não mudou, pode ficar tranquilo.


Bom, há algumas semanas atrás teve a E3 e eu fiquei muito, mas MUITO contente mesmo com as conferências. Teaser trailers, trailers, gameplays... tudo o que se espera da maior convenção anual de video games. Pra comemorar (?) a E3, mas ainda falando de quadrinhos, comentaremos sobre alguns dos melhores e piores jogos de videogame adaptados dos quadrinhos.

Yep, por mais você fuja do assunto, nós levamos os quadrinhos até você. NEM ADIANTA TENTAR FUGIR. 

Pra isso, eu e o Leo convidamos o mais novo colaborador do blog, Felipe Januário.

Pra quem não sabe (E SE VOCÊ NÃO SABE, QUER DIZER QUE NÃO ANDA LENDO O BLOG), o Janu é o novo membro do Why Not?, responsável pelo novo quadro sobre games, o Why Not Play?. Além disso, ele também é conhecido como o arauto cósmico da ousadia e alegria. Ou seja, esse crossover tem tudo pra ser bem massa.

Ah sim, além do meu verdinho lindo e do azul do Nick, preparem-se para o VERMELHO SANGRENTO do Janu:


Olá, pessoinhas, como vocês estão? Exaltações do Leleco à parte, assim como sou apaixonado por games, também sou um fã totalmente bitolado e obcecado por quadrinhos.

Inclusive, foi essa paixão que eventualmente me levou a conhecer a mulecada parça do blog. E para mostrar que nós não estamos de brincanagem, decidimos unir forças e mostrar que quadrinhos podem ir além do papel e da telona. Claro que nem tudo na vida são flores e um ou outro tropeço (pra não dizer o mínimo) ocorreu no caminho. Obviamente, existem dezenas
de outros jogos legais ou não pra você conferir, mas tudo na vida tem limite, então decidimos nos ater a quatro por que SIM!

Assim, decidimos fazer uma pequena lista com alguns desses jogos e cada um resolveu falar de 4 jogos (2 piores e 2 melhores). 

Vamos lá, então! Começando pelos piores, porque aí depois nós podemos ser fanboys com toda a liberdade do mundo:

Superman 64

Plataforma(s): Nintendo 64

Eu tinha menos de 10 anos quando ganhei meu Nintendo 64. Eu só tinha um jogo, um único jogo pro meu videogame, era um de snowboarding que eu nem lembro mais o nome, mas era muito divertido na época. Eu sempre alugava jogos por que não haviam jogos de fita piratas e nem jogos baratos. Eu lembro que eu adorava jogar Mortal Kombat Anthologies Sub Zero e Pokémon Stadium. Daí, não me lembro como, esse Superman 64 veio parar em minhas mãos com dedos esfolados por conta daquele controle duro e horrível. Eu tava super animado (isso não foi um trocadilho) pra jogar. Assoprei a frita, taquei no console e dei play...

MANO KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Eu quero saber qual é o problema mental da pessoa que deixou toda uma galera produzir um jogo tão bosta desses. Superman 64 é o tipo de jogo que você passa mais tempo se irritando do que realmente jogando. Tudo nesse jogo é ruim: gráficos (considerando o gráfico da época), jogabilidade, história, etc. Esse é o tipo de jogo que não deveria existir. Inclusive, vale lembrar que não temos nenhum jogo que preste do Superman até hoje. E isso é triste.


Deadpool

Plataformas: Microsoft Windows, PlayStation 3 e Xbox 360

Até hoje eu tento entender quem curte esse jogo. Já vi amigos arrependidos amargamente por terem gastado seu dinheirinho suado com esta merda. Se você aí, leitor, gastou dinheiro com isso, eu sinto muito. Não posso dizer que compartilho do mesmo sentimento porque, apesar de eu ter um Xbox destravado (COM ORGULHO), não consegui desembolsar nem 10 míseras dilmas nessa "obra". Admito que curto o personagem (apesar dele ter sido criado pelo pior quadrinista do mundo), mas depois de ver uns gameplays e umas críticas fraquíssimas do game, decidi gastar meu dinheiro com o belo (porém enjoativo :/) Saints Row IV. Enfim! Vamos falar um pouquinho do jogo em si.

Ou ele está dizendo que o pinto dele é pequeno ou ele gosta de olhar o pinto dos outros, de qualquer forma ele está se auto-humilhando

Pelo que eu entendi, o Deadpool sequestra os caras da High Moon Studios, que "por acaso" é a produtora do game, para fazê-los desenvolverem um game de si mesmo. Apesar das mecânicas serem ruins e enjoativas, o personagem é extremamente bem abordado. Daniel Way, que é o roteirista de algumas HQs do Deadpool, escreveu a história do game junto com os produtores, então pode ter certeza que o mesmo Deadpool que você conhece dos quadrinhos tá ali no jogo. Tem bastante cena engraçada, bastante palhaçada e bastante besteira. É como se você tivesse lendo uma HQ do Mercenário, só que nesse caso você o controla. O problema não é o plot, o problema é a jogabilidade. Pelo menos EU (e mais 90% do gamers) não curtiram. Se você for lá e comprar essa porra de jogo depois de ler o que eu escrevi sobre ele, eu mesmo vou aí te dar um belo dum tapa na cara, amiguinho.

Batman Forever

Plataforma(s): Super NES, Mega Drive, Game Gear, Game Boy, PC

Pelo amor de João do Santo Cristo, por onde eu começo...

Ok, vamos ser honestos, eu não tenho tantos problemas assim com os filmes do Joel Schumacher, beleza? Eu entendo o que ele quis fazer, ele tentou trazer toda a mirabolância e colorideza da Era de Prata e da série dos anos 60 para os nossos tempos (leia-se fim dos anos 90). Eu não acho isso ruim, mas ele executou essa ideia da forma errada, sem falar no fato de que provavelmente não daria certo de qualquer jeito, pois era justamente disso que os fãs tentavam fugir, escapar desse estigma de que quadrinhos eram ridículos, bobos e para crianças. Foi o que causou o boom de anti-heróis, personagens ultramusculosos e mirabolantes e que fez artistas como Rob “THE MASTER OF ALL” Liefeld, Jim Lee e Todd MacFarlane (na verdade, os fundadores da Image Comics em geral) ascenderem na indústria.

Claro que isso resultou em bombas fecais de grandiosas proporções como a segunda metade da Queda do Morcego, YoungBlood, a Era do Apocalipse e a Saga do Clone. Entretanto esse é um assunto a ser trabalhado pelos meus co-hosts em uma oportunidade mais adequada.

Na verdade, só estava te enrolando pra dizer que esse game é uma droga.
A aparência do jogo não é necessariamente ruim. Os sprites descaradamente copiados de Mortal Kombat (literalmente, pois os movimentos são os mesmos dos lutadores) nem são o pior do jogo, apesar de nem terem se dado ao trabalho de ajeitar o Robin pra ficar parecido com o filme, eles copiaram a aparência diretamente dos quadrinhos. O real problema é que essa não foi a única coisa que eles copiaram de Mortal Kombat.


Desde que não haja bat-mamilos, já considero um ponto a favor

A jogabilidade é HOR-REN-DA! Tudo nesse jogo é como se fosse um combo de um jogo de luta. Até mesmo pra pular, você tem que apertar o direcional pra cima. Os itens especiais só podem ser usados através de combinações de botões. E o cenário renderizado mais ajuda que atrapalha.

Ai, cara... essas adaptações gamísticas de filme, viu. Pelo menos, o Batman é apenas meu segundo herói favorito. Eles não poderiam possivelmente ferrar com o meu favorito, aquele que é o primeiro e maior de todos os tempos, certo?



The Death and Return of Superman

Plataforma(s): SNES, Mega Drive

Ah, pela mãe dos Super-Filhos, viu...

O Superman é meu herói favorito. Ele foi o primeiro, e pra muita gente (eu incluso), é o maior de todos os tempos. Revolucionou toda uma cultura, influenciou positivamente a vida de muita gente, mostrou que vale a pena lutar pelo que é certo, não importa o que pensem de você. Algumas de suas histórias são clássicos literários, seus filmes são considerados preciosidades culturais (quase todos), a série Smallville introduziu o personagem para muita gente e gerou milhares de novos fãs (eu incluso novamente) e não vamos nos esquecer nos quaquilhões de doletas que o merchandising da marca do S gera todo ano.

A única pergunta é: como eles não conseguem fazer um jogo bom dele?

É sério, o Homem de Aço não se destaca em nenhuma forma nessa mídia eletrônica. Todos os seus jogos variam de medíocre, como este que eu trouxe, até desastroso, como o lendário Superman 64.

Caso em questão: TDAROS (porque eu não preciso ficar repetindo o nome completo do jogo toda hora).

Ele foi baseado nas sagas (ou saga, vai da pessoa) que abalaram/abalou o mundo nos anos 90, Death of Superman e The Reign of Supermen. Essas sagas/essa saga se tratam/se trata sobre um confronto entre o Escoteiro Azulão e uma máquina assassina chamada de Apocalipse, o que resulta na morte de ambos. Depois desse ocorrido, aparecem quatro pretendentes ao posto de guardião do mundo: um ciborgue, um ser conhecido como o Erradicador, um Superman adolescente apelidado de “Superboy” e Aço, um engenheiro inspirado no heroísmo de Kal-El que decidiu se tornar um herói para carregar seu legado.


Agora sei de onde saiu a ideia da morte do Coringa em Injustice

Entretanto, grande parte da história foi removida, o que prejudica a parte da “adaptação”. Não há aparição da Liga da Justiça América, de nenhum coadjuvante ou do vilão Mongul, responsável por uma das maiores catástrofes do universo DC e que teve consequências desastrosas nos anos seguintes.

E como eu disse antes, o jogo é medíocre e inexpressivo. Como você consegue estragar um jogo cujo personagem principal é um dos mais poderosos de todos? Sopro de gelo, visão de calor, visão de raio-x, supervelocidade... custava fazer um joguinho mais elaborado? To be fair, os poderes dos 4 Supermen são legais, mas essa pobreza ao se tratar do SupermAn realmente é broxante.

Meu sonho é que uma produtora como a Rocksteady dê uma repaginada no personagem com jogos tão fodas quando os da série Arkham. É sério, me magoa ver um personagem que pode gerar tamanhas possibilidades ser tão maltratado assim. Tudo que falta é alguém que acredita nele


*toca um violino melancólico ao fundo enquanto eu olho para os céus com lágrimas nos olhos e um desejo no peito*


Fantastic Four (1997)

Plataforma(s): PlayStation

Eu acho que, de tão ruim que é esse jogo, a existência dele passa meio batida pela maioria dos fãs. Mas ele infelizmente existe. Tudo bem, o Quarteto Fantástico não estava no auge da sua popularidade (na época eu achava que eles eram só uns personagens coadjuvantes do Homem-Aranha). MAS PORRA, esse jogo não se esforça nem um pouquinho pra ser no mínimo bom e criar uma boa imagem pra equipe. 

Em tese, esse cocô com pernas seria o Coisa.

Seguindo um estilo beat 'em up, o jogo traz a família fantástica (além da Mulher Hulk, que costumava sair nuns rolês com eles) em uma aventura (que não é nem um pouco fantástica) em 2D. Os controles eram deploráveis, com um delay absurdo na resposta, o design dos personagens era bem bizarro (mas essa culpa eu atribuo aos anos 90) e a história era tão merda que nem isso me incentivou a jogar mais do que três fases. Com um argumento do tipo “um laser misterioso raptou o Quarteto e o jogou em vários apuros”, fica difícil você criar qualquer afeição por qualquer um dos personagens. Acho que o que salvava um pouquinho do jogo eram os gráficos, que eram suportáveis se considerarmos a geração de origem desse jogo (não dava pra esperar nada muito melhor que aquilo em um PS1), principalmente se tratando dos cenários, que tinham uma noção bacana de profundidade. MAS SÓ ISSO.

Ah, e a abertura do jogo também, que eu gostava bastante. Mas vendo agora, percebo que o negócio é bem tosco.  


E olha que eu nem era uma criança exigente, hein. Eu me divertia até com aquele Batman & Robin do Joel Schumacher ou com os filmes do Hulk que passavam na Sessão da Tarde. 


Spider-Man: Web of Shadows (PS2)

Plataforma(s): Nesse caso, só interessa o PlayStation 2 mesmo.

Esse aqui foi o meu primeiro grande choque de transição de uma geração pra outra. 
Quando o jogo foi anunciado, fiquei empolgado pra caralho com as possibilidades. Imagina que massa seria um mundo aberto, como em todos os outros jogos do Aranha, mas dessa vez você teria que lidar com uma cidade tomada pela simbiose alienígena do Venom. Ao decorrer da história, você encontraria aliados controlados pela simbiose e poderia tomar decisões boas ou ruins, que por sua vez, afetariam o desenrolar e o fim da história. E o mais foda de tudo: você teria a opção de revezar entre o Aranha normal (mais ágil e rápido) e o Aranha de uniforme negro (mais forte e destrutivo). Essa era a promessa do jogo, que em todos os seus trailers, trazia aquele finalzinho constando os consoles disponíveis. E dentre esses consoles estava o PS2, pra minha alegria.

O amargo gosto da decepção
Acontece que o jogo foi lançado também pra Xbox 360, PS3, Wii e PC. Aí dá pra você deduzir o que rolou, né? As promessas foram cumpridas, mas só pros consoles da nova geração. Eu achava (e ainda acho) perfeitamente plausível que a versão para PS2 seguisse o mesmo estilo que as outras plataformas, ainda que fosse com uma qualidade gráfica drasticamente reduzida, assim como já tinha acontecido em outros jogos semelhantes. MAS NÃO, ao invés disso os caras entregaram um beat 'em up bem fraquinho, igual à versão para PSP. 

A decepção foi tão grande, mas tão grande, que não consegui jogar mais de meia hora dessa versão pra PS2. E nunca comprei a versão pra Xbox 360/PS3 também, só de ódio. Não sei se o jogo (o de verdade) é realmente bom e nem quero mais saber. ESPERO QUE A MARVEL E A ACTVISION UM DIA SE ARREPENDAM AMARGAMENTE POR ISSO. 


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E agora, SENHORAS E SENHOREEEEEES, a parte boa desse post (preparem-se para altos ataques fanboys em 3, 2, 1...):


Scott Pilgrim vs. The World: The Game

Plataforma(s): Xbox Live Arcade, PlayStation Network (PS3)

Ahhhhhh, agora sim! Que jogo, amigos! Que jogo! Quando ouvi falar que um dos meus quadrinhos/filmes favoritos de todos os tempos teria uma adaptação jogabilísitica(?), eu juro que não sabia o que esperar. Não sabia se eles iriam adaptar o quadrinho ou o filme, mas independente de qual eles escolhessem, eu não sabia como eles o fariam. O quadrinho e o filme já são um game, então... como vão fazer um game de algo que já é praticamente... um game? E aí fomos surpreendidos novamente! 8-BIT! É CLARO! COMO NÃO PENSEI NISSO ANTES? 


Wallace Wells dando o primeiro shoryuken GLS da história dos video games
Lembro de ter baixado a demo desse jogo há um (bom) tempo atrás. Eu tava vidrado naquilo. Era tudo tão bem feito; os personagens, o cenário, a jogabilidade. Ahhhhh, e aquela soundtrack, hein? PUTA. QUE. ME. PARIU. Aquilo me trouxe de volta aos anos 90 em instantes (eu nem vivi os anos 90 direito, mas whatever). Que nostalgia gostosíssima. Nunca senti algo parecido na minha vida. Eu juro que joguei aquela maldita demo umas 20 vezes. Joguei com cada um dos personagens, e depois com cada um deles com cores diferentes na roupa e no cabelo. Eu joguei aquilo em todas as dificuldades. Eu estava fascinado com aquela obra-prima. Apesar de eu ser fanzaço da franquia e isso parecer ser um comentário bem fanboy, eu não vi defeito nenhum no jogo. É tudo perfeito de ponta a ponta. Se você não jogou ainda, tá perdendo os melhores momentos da sua vida. Recomendação com selo NICK de qualidade.


Batman: Arkham

Plataforma(s): PlayStation 3, Xbox 360, Microsoft Windows, Wii U, OS X (futuramente PlayStation 4 e Xbox One)

Tava ansiosíssimo pra chegar nessa parte. Espero que a minha fanboyzisse não ataque, mas é meio impossível. Afinal de contas, não é toda franquia que ganha o prêmio de Game of the Year 2 vezes consecutivas. Inclusive, provavelmente ganhará esse belíssimo prêmio ano que vem novamente com a última parte da trilogia que impactou fortemente toda a indústria de video games. Lembro dos meus olhos brilhando sem piscar quando joguei Batman: Arkham Asylum, o primeiro jogo da franquia, pela primeira vez. Lembro de não querer soltar o controle até zerar. Eu sabia que o jogo estava lindo, mas não sabia o quão lindo até colocar aquela belezinha pra rodar. Nunca achei que um jogo com uma mecânica daquelas funcionaria, mas, puta que pariu, funcionou muito, mas MUITO bem mesmo! O mais legal do game é poder visitar as alas do Asilo e conhecer toda a ilha. O lugar é tenebroso, o terreno perfeito pra filmar um filme de terror, mas o game em si já é um. E daqueles que merecem o Oscar (acho que já notaram a fanboyzisse atacando)!

 
Ai, ai. Gostosa demais.
E então, em 2011, eles lançaram a sequência, titulada de Batman: Arkham City. Como se o anterior já não fosse uma puta duma voadora no peito da concorrência, eles conseguiram deixar esse segundo game praticamente impecável. Afinal de contas, não ficaríamos presos numa ilha durante o jogo. Eles decidiram transformar o jogo num mundo aberto e, finalmente, poderíamos sobrevoar Gotham City! Bom, pelo menos uma boa parte dela. Nessa sequência, eles decidem expandir o Asilo Arkham, construindo muros gigantescos em volta de uma grande parte da cidade. Apesar de não termos acesso à essa parte, ela não chega a ser necessariamente uma prioridade pro herói. Nossa verdadeira missão reside fora dessa imensa prisão. Outro bônus nessa sequência é a satisfação de podermos jogar com a Mulher-Gato, o Asa Nortuna e o Robin. Com a Mulher-Gato jogamos durante a campanha principal do Batman. São missões intercaladas. Com o Asa Nortuna são só mapas de desafio, infelizmente. Já com o Robin tem uma DLC em que jogamos uma pequena, e nem tão significante, campanha com ele. Todos os quatro personagens são jogáveis nos mapas de desafio. Esse jogo é nomeado por muitos o melhor jogo da franquia Arkham até agora.

A primeira vez em que o Batman quebrou a mandíbula do Coringa

Ano passado tivemos a belíssima surpresa de um novo jogo da franquia. A diferença é que esse jogo mais atual não é feito pela Rocksteady, só pela Warner Bros. Lembrando que ambas as empresas são as desenvolvedoras da franquia. Enquanto a Rocksteady trabalhava numa sequência de Arkham City, a Warner Bros quis arriscar e contar um pouco da origem do Morcego nesse Arkhamverso. Batman: Arkham Origins se passa 2 anos após Bruce Wayne vestir o manto do Morcego e começar sua luta pela justiça em Gotham. O Máscara Negra, vilão conhecido por ser o maior mafioso da cidade, decide colocar um preço pela cabeça do Batman; ele oferece o prêmio de 50 milhões de dólares pra pessoa que conseguir matar o Morcego. Nessa brincadeira, 8 assassinos profissionais decidem aceitar o acordo. Minha memória é meio bosta, mas vou tentar lembrar alguns: Killer Croc, Deadshot, Electrocutioner, Shiva, Deathstroke e etc (BOSTA DE MEMÓRIARRRGHHH). Na minha opinião o jogo é muito bom, mas fica bem claro que não é um jogo feito pela Rocksteady. Eles radicalizaram bastante o gráfico, mas não necessariamente melhoraram esse quesito. O que mais me chama atenção aqui é a história. Temos o primeiro encontro do Batman com o Coringa e isso é muito bem trabalhado, então pra mim é um jogo realmente significativo. O roteiro é impecável. Muita gente considera esse jogo um spin-off, já que a própria Rocksteady disse que esse jogo não conta na trilogia deles. 

O único terceiro e último jogo da franquia Arkham será Batman: Arkham Knight. Esse aí vai ser, com o perdão da palavra, FODA PRA CARAAAALHOOOOO! Até alguns meses atrás estava previsto pra Outubro desse ano, mas a Rocksteady ficou com umas frescurinhas e decidiu adiar pro ano que vem, sem data definida. Porém, alguns dias atrás a Microsoft soltou a data de lançamento: 25 de Fevereiro de 2015. Não sabemos se é realmente verdade, mas só de saber que lança só em 2015 já é um alívio. Tenho tempo de sobra pra vender o meu corpo na esquina e comprar um console da nova geração.


Injustice: Gods Among Us


Plataforma(s): PlayStation 3, PlayStation 4, PlayStation Vita, Mirosoft Windows, Xbox 360, Wii U, iOS, Android, até seu MP3 roda isso aqui.



Esse jogo partiu de uma ideia óbvia e perfeita, mas que estranhamente, nunca tinha sido concretizada: unir os mundos de Mortal Kombat e DC Comics (na verdade, já rolou aquele Mortal Kombat vs. DC Universe, mas o jogo é tão ruim que nem vale a pena considerar a existência desse negócio). 



Ao invés de apostar em um crossover fracassado como o primeiro, dessa vez a união foi mais pertinente. Os desenvolvedores de Mortal Kombat (com direito a direção do próprio Ed Boon ♥) se uniram à Warner Bros. Entertainment e criaram um jogo digno do universo DC.


Um Mortal Kombat colorido e surreal (mais do que o normal).


O gameplay é lindo e traz tudo o que o mundo de Ed Boon tem de melhor, além de acrescentar alguns elementos mais fantásticos típicos de histórias em quadrinhos. O jogo roda utilizando uma versão drasticamente modificada da Unreal Engine 3, bem adaptada à jogos de luta e voltando ao 2D básico (também adotado no último jogo da franquia Mortal Kombat). Um dos diferenciais é a adição dos cenários mais interativos, oferecendo vários instrumentos para serem utilizados durante a luta. Tipo na arena do Asilo Arkham, onde você pode jogar uma carcaça de porco (!) no seu adversário ou fazer com que o cara leve um cacete do Charada, Duas Caras, Espantalho e Crocodilo. Outro destaque também é o modo online (tanto é que eu passo horas apanhando do Nick nesse modo). 

MAS, o que faz desse jogo absurdamente foda? A HISTÓRIA. Inclusive, se tem uma coisa que eu valorizo mais do que gráficos ou jogabilidade é um game com um bom argumento. Com uma história digna de fazer inveja à algumas graphic novels da DC, o jogo trabalha com o conceito de universos alternativos. Basicamente temos aqui o confronto entre o universo “regular” da DC e um mundo paralelo, onde o Coringa consegue corromper o Superman, transformando o cara certinho em um ditador impiedoso.  Não é nada inovador e revolucionário, mas essa preocupação com a história é algo relativamente incomum em um jogo de luta. É bom termos essa noção mais explicadinha, conhecendo as motivações de cada personagem entre uma luta e outra, criando uma certa coerência. E os caras se preocupam até em explicar como o Arqueiro Verde consegue sair na mão com o Superman ou Doomsday, mano.

Eu coloquei esse gif aqui só porque gosto de ver o Cyborg se foder.

O lance é tão bem estruturado que rola até uma HQ publicada pela própria DC, com o mesmo nome do jogo, explorando mais o antes e o depois do que acontece nessa realidade. Recomendo pra quem curtiu o jogo e tem vontade de conhecer mais sobre esse universo lindo e maravilhoso e enorme e abrangente e deslumbrante e envolvente e estonteante e lindo e maravilhoso (já disse isso, né?).


Ultimate Spider-Man

Plataforma(s): GameCube, PlayStation 2, Xbox e Microsoft Windows.

Eu tenho vários motivos pra gostar desse jogo: ele marcou minha infância, eu amo o Homem-Aranha, eu amo o Venom, eu amo jogos em mundo aberto. Mas além de tudo isso, o motivo principal por eu amar esse jogo é careca e gordo: Brian Michael Bendis (lembra dele? O careca mais foda do mundo e tals).

Claro, da primeira vez que eu joguei isso, eu nem sabia quem ele era ou qual era a diferença entre o Aranha normal e o Aranha Ultimate. Aliás, pra quem não sabe, o Universo Ultimate é uma terra alternativa, e foi criado pela Marvel no início dos anos 2000 como uma forma de atualizar seus personagens para o novo século, sem ter que desconsiderar as suas publicações anteriores. Assim, alguns de seus roteiristas mais promissores assumiram a cabeça do projeto: o Bendis (responsável por Ultimate Spider-Man e Ultimate Fantastic Four) e Mark Millar (responsável por Supremos e Ultimate X-Men).

Anyway, voltando ao propósito do post, esse jogo adapta justamente o universo Ultimate da Marvel, com foco, obviamente, no Homem-Aranha.

Temos aqui algumas das características já batidas desses jogos do Aranha: sandbox, mundo interativo (mas não muito) e missões espalhadas pela cidade. A jogabilidade é fluida e os gráficos são satisfatórios também. O diferencial, mais uma vez, fica por conta história escrita pelo próprio Bendis (uhu ♥). Inclusive, na época do lançamento do jogo, a Marvel insistia que o jogo era canon com os quadrinhos, mas o próprio Bendis fez o favor de se enrolar com esse argumento, se desmentindo em seu próprio roteiro e deixando alguns furos (normal, ele faz isso direto.)

Roubei teu jogo, mermão

Outro adicional maravilhoso, que pra mim é a cereja no bolo do jogo: você pode jogar como Venom. Eu amo o personagem e a possibilidade de sair por aí comendo os outros na rua explodiu minha mente. Super recomendo essa atividade de mastigar cidadãos anônimos pra combater o stress.


The Adventures of Batman & Robin    

Plataforma(s): Super NES, Mega Drive, Mega-CD/Sega CD, Game Gear

Eu amo a série animada do Batman.

Você também ama a série animada do Batman. Nossas mães amam a série animada do Batman. Seus professores amam a série animada do Batman. Até a amante do seu vizinho ama a série animada do Batman.
Em resumo: todo mundo ama a série animada do Batman.

E como não amar? É um dos desenhos mais aclamados da história, ganhando prêmios até onde a vista alcança, com um tom sério que fez as pessoas esquecerem os Superamigos. É tão boa que diversos personagens introduzidos no desenho foram parar nos quadrinhos (Ex.: Renee Montoya, que viria a se tornar a segunda Questão, o Rei dos Condimentos e Harley Quinn, a querida das multidões <3 )

Obviamente, um desenho excelente só poderia ganhar um jogo excelente baseado nele. Eis The Adventures of Batman & Robin.

Aquele episódio do Senhor Frio me gela a espinha até hoje *BA DUM TSS*

Apesar de ter sido lançado pra Super NES, Mega Drive, Mega-CD e Game Gear, a versão do SNES é pessoalmente a minha favorita, e a de muita gente, pelo que descobri.

O jogo segue um formato episódico, com as fases baseadas levemente nos episódios do desenho, cada uma delas com suas próprias características e vilão pra servir de chefe, tendo apenas em comum uma parte semelhante a jogos de plataformas. Claro que sendo um jogo do Batéma, você pode usar diversos itens para servir doce justiça aos vacilões que decidiram seguir por uma vida de crime.

É um jogo excelente, super-divertido e perfeito pra matar o tédio. Até aquele viadinho do Robin adorou!

(Só pra constar, eu adoro o Robin. Mas uma piada boa nunca deve ser desperdiçada)


Lego Batman

Plataforma(s): PlayStation 2, PlayStation 3, PlayStation Portable, Xbox 360, Wii, PC, Mac, Mobile e OnLive

Antes de mais nada, quero dar os parabéns ao cara que teve a ideia de criar essa franquia de jogos Lego na Traveller’s Tales. Que Rao abençoe sua vida e lhe garanta muita paz e prosperidade. Por que esses jogos são muito fodas. Sério.

Tem tudo que os jogadores insanos gostam: jogabilidade simples e divertida, uma adaptação interessante dos quadrinhos, referências que agradam toda a família e toda aquela vibe divertida que só um conjunto de Legos pode te oferecer.

Controlando a Dupla Dinâmica (ou não...), você tem que impedir aquela molecada ousada do Asilo Arkham de causar caos por toda a Gotham. Com a ajuda de diversos acessórios e uniformes, cabe a você mostrar que é the fucking Batman, explorando um mundo totalmente feito de Lego.


Não havia a menor possibilidade dessa ideia dar errado, não importa o quanto pense nisso

Ele não é um sandbox, ele é mais um beat 'em up tridimensional, semelhante a God of War. O foco aqui, entretanto, é explorar o cenário, achando diversos itens escondidos, que resultam nos mais diversos power-ups e veículos. Os níveis são cheios de quebra-cabeças, os quais você deve sempre olhar com cuidado em todos os detalhes.

Aliás, todo o clima do jogo é bem-humorado e não se leva a sério em momento nenhum. Tenho certeza que vocês se divertirão bastante nas cutscenes, só prestar atenção e pegar todas as referências e piadas. Esse tipo de coisa se tornou tradição nos jogos Lego, e são, na minha humilde opinião, uma das melhores coisas do jogo.

Pra vocês terem uma ideia da qualidade: eu comecei a jogar sábado depois da partida entre Brasil e Chile, o que era por volta das cinco da tarde. Quando fui notar, só parei de jogar era mais de dez da noite, morrendo de fome e ignorando meu Facebook aberto. Se isso não os fizer jogar, não sei mais o que fará.


Sério, cara. Lego + Batman = Sucesso.



--//--


Bom, galera, é isso! Nos desculpem a demora. As semanas estão bem atarefadas pra mim e pros meus amigos do Why Not. Sim, estão mesmo :/ Eu sei que vocês entendem. Inclusive, vou dar uma recompensada escrevendo uma review pra vocês. Esses dias eu tava dando uma olhada no Netflix e vi que eles têm as 3 temporadas de Avatar: A Lenda de Aang. Daí lembrei da nova "saga"(?) da franquia, A Lenda de Korra. Lembro de ter assistido o primeiro e o segundo episódio da primeira temporada e ter achado muito bom, então comecei a acompanhar e fiquei impressionado com a história muito bem contada e a animação de altíssima qualidade. Enfim, decidi escrever algo sobre ela e o farei. Escreverei a review da primeira temporada (Livro Um: Ar) de A Lenda de Korra essa semana ainda! Podem cobrar!

Eu ainda tô pensando em algo, mas vou tentar voltar durante a semana com um post extra também. Talvez sobre alguma série, talvez sobre quadrinhos, talvez sobre algo que não esteja nem um pouco relacionado à nada disso. Sei lá. É difícil conseguirmos o tempo pra escrever aqui, mas uma vez que começamos, é meio difícil parar :3

E eu também já tenho alguns posts planejados pros próximos dias, afinal eu tenho que justificar meu nome ali no canto. Se preparem que tem um Why Not Play? bem maroto chegando onde dissertarei sobre meu gênero favorito, os RPGs, além de tentar trazer um pouco de cultura pra vocês, mostrando um lado da sétima arte consideravelmente ignorado pelos cinéfilos everywhere. Se você acha que o cinema é algo grande hoje em dia, você ainda não viu nada.

Se gostaram do post, comentem e compartilhem com os seus amigos ou com um estranho na rua. Sei lá, chama ele prum café na Liberdade e leiam o post juntos. Espalhem a palavra! Quanto mais pessoas souberem, melhor! Gostamos muito de escrever pra vocês.

Gostei da ideia de compartilhar com um estranho na rua, hein. Sugiro que o Adler tente fazer isso em um daqueles vídeos de desafios que ele anda gravando. Anyway, esperamos que tenham curtido o post. Logo (não sei quando exatamente) voltamos com mais um Why Not Comics? e o Janu com o Why Not Play?. Boss defeated, guys. Time to go home.


Stage Clear, molecada. Já podem parar de ler agora.


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