quinta-feira, 8 de maio de 2014

Why Not Comics? #2

Adivinha quem voltou? Nós, Nick e Leo, os novos membros permanentes nessa e em diversas outras realidades alternativas do Why Not. Eu já tava com saudades de vocês, gente <3

Obviamente falaremos de quadrinhos porque não somos pagos para falar disso. Depois de conversar com o Leo sobre qual deveria ser o assunto dessa semana, chegamos a uma conclusão e finalmente decidimos: Jumping-On Points.


Pra quem não tá ligado nas “gírias” dos leitores de quadrinhos, (inclusive, talvez façamos um bônus qualquer dia desses só sobre essas “gírias”) [gostei da ideia], Jumping-On Points, em tradução livre Why Not, significa “Entra Agora Que O Bagulho Tá Bom E Você Vai Entender Alguma Coisa”. Falando sério agora, Jumping-On Points são edições feitas propositalmente (mas nem sempre) para novos leitores. Edições que qualquer um que ler, e souber pelo menos um pouco do personagem, vai conseguir entender a história sem maiores problemas e poderá continuar lendo a partir dali. Eu e o Leo estamos aqui pra recomendar alguns dos melhores e principais Jumping-On Points atuais. 

Assim como antes, pra você não se perder, eu, Leo, vou escrever nesse verde lindo (eu amo verde) e o Nick de azul, ok?

Vamos lá!


Action Comics


Action Comics chamou minha atenção (por recomendação do Nick, porque eu não manjo de DC) justamente por trazer um Superman bem diferente do que nos tem sido apresentado atualmente. Eu nunca fui fã do personagem (talvez por isso eu tenha gostado de Man of Steel ou MoF, como diz o Adler) e ainda assim, eu sinto que ele vem sendo cada vez mais descaracterizado na mão de roteiristas como Geoff Johns (em Liga da Justiça) ou Scott Lobdell (em Superman, que aliás é uma merda fumegante, ALGUÉM POR FAVOR MATA O LOBDELL).
Sim, eu escolhi esse painel por causa do "Why not?"

Pois bem, voltando à Action Comics, o título começou nos Novos 52 pelas mãos do GÊNIO Grant Morrison (All-Star Superman, Novos X-Men) e depois de umas mudanças de equipe, acabou caindo no colo do Greg Pak (Planeta Hulk). E caras, essa foi a melhor coisa que poderia acontecer. Indo contra todas as outras abordagens atuais, esse Superman é inocente, carismático, feliz, ousado e alegre (HU3). Traz tudo aquilo que o personagem é em sua essência e, mesmo eu não sendo fã, sou obrigado a admitir que depois de All-Star Superman, essa é a minha abordagem favorita do personagem (cabe ressaltar aqui que nunca fiz questão de ler muita coisa envolvendo o Superman além disso, então NÃO ME JULGUEM).

A arte de Aaron Kuder (Lanterna Verde: Novos Guardiões) casa perfeitamente com o roteiro mais leve e descompromissado de Pak, criando toda uma atmosfera que te ajuda a se identificar com os personagens e amá-los. Eu, por exemplo, tô perdidamente apaixonado pela Lana. 

Ah, claro, o ponto de leitura inicial é Action Comics #25, onde o Pak inicia a sua passagem. Interessante notar que essa primeira edição é tie-in de Batman: Ano Zero, mostrando um Superman bem mais jovem lidando com a tal crise em Gotham City (que o Nick vai explicar ali embaixo). Mais um motivo pra você ler essa coisa linda.

PS: eu escrevi isso aqui pra preencher minha cota de DC. Agora tomem uma enxurrada de Marvel.


Batman


Apesar de eu ser meio muito suspeito pra falar, essa é a HQ que eu mais recomendo nesse post, sério. É que... COME ON! HE’S THE GODDAMN BATMAN!



Maaas, tirando esse fato, o título principal do herói se encontra em sua melhor fase. Por conta dos roteiros de Scott Snyder (Detective Comics, Swamp Thing), arte de Greg Capullo (Spawn, Haunt) e cores de FCO Plascencia (Spawn), o Morcego anda se destacando entre os títulos mais vendidos atualmente. A HQ se encontra na edição #30, em um arco chamado “Ano Zero”. Esse arco nada mais é do que uma reinvenção da origem do Batman, ou como o Snyder gosta de chamá-lo, “uma origem moderna do Morcego”, e o negócio tá tão bom que já tá sendo comparado com Batman - Ano Um de Frank Miller e David Mazzucchelli, a história que conta a versão definitiva da origem do Batman.

Minha cena favorita em Ano Zero até agora

Eu considero Ano Zero um Jumping-On Point perfeito. Se eu começasse a ler BATMAN agora, sem ter lido nenhuma das edições anteriores, eu começaria por Ano Zero. Faz todo o sentido do mundo começar a ler a origem do Batman do roteirista que escreve o Batman mais velho em edições pré e pós-Ano Zero. Tenho certeza que depois que você terminar de ler Ano Zero, vai ir correndo buscar a primeira edição do Morcego e detonar toda a história até chegar em Ano Zero “novamente”. Os caras estão acrescentando muita, mas MUITA coisa bacana na mitologia do Morcego e o mínimo que você deve fazer é dar uma conferida. O arco Ano Zero começa na edição #21, mas aconselho vocês a lerem a edição #0 antes, pois é um tipo de prelúdio do arco. Me agradeçam depois.
 

Loki: Agent of Asgard


Are we cosplaying now?
Com toda a comoção gerada depois do filme dos Vingadores, uma nova raça cultivada nos cantos mais sombrios do Tumblr explodiu e tomou conta da internet: as fangirls de Loki. De repente, metade da população do Twitter (e do Tumblr, claro) havia se apaixonado por Tom Hiddleston e pelo seu Loki britânico. Até eu me apaixonei pelo Loki do cara, mano. Claro, a Marvel precisava arranjar um jeito de capitalizar com isso e é aí que entra Agent of Asgard

O roteiro de Al Ewing (Mighty Avengers) traz tudo aquilo que as novas fangirls (boys também, por que não?) e que os fãs de longa data queriam ver, e tudo isso em um só título. Sério, antes de ler a primeira edição, eu também achei que ia ser aquele tipo de coisa escrita só pra agradar as habitantes do Tumblr. MAS NÃO. Essa série é surpreendentemente boa, com várias sacadas geniais, piadas oportunas envolvendo a mitologia nórdica, tudo isso respeitando a cronologia da Marvel e ainda assim, sendo o ponto de partida perfeito para o público dos filmes.

Lee Garbett (Batgirl, X-O Manowar) é extremamente competente na arte e sabe captar bem os nuances cômicos de Ewing, criando cenas memoráveis, como o embate de Loki com uma criatura bem peculiar na terceira edição. E sim, temos também algumas cenas sensuais, pras menininhas ficarem felizes.

Interessante lembrar que esse título segue aquilo que Kieron Gillen (♥) começou com o Loki lá em Jornada ao Mistério e Jovens Vingadores (e, se você gosta do personagem, essas duas HQs são leituras obrigatórias). Loki: Agent of Asgard é certamente uma das melhores coisas que essa onda de relaunchs da Marvel tem para oferecer. 


DEMOLIDOR



Em 2011, nosso querido (e demoníaco, às vezes) Mark Waid (Capitão América, Flash) decidiu dar um ar novo ao famoso advogado cegueta de Nova York, Matt Murdock. Junto com Paolo Rivera (X-Men, Hulk), Marcos Martin (Batgirl: Year One, Robin: Year One), Emma Ríos (Pretty Deadly, The Amazing Spider-Man), entre outros, Waid não só renovou, mas praticamente ressuscitou o herói. O que era velho se tornou novo. Vilões antigos retornam e vilões novos também entram em cena. A arte é deveras crucial nesse título. Os layouts dos painéis são perfeitos; ao mesmo tempo que esbanjam a criatividade dos artistas, é tudo muito bem planejado para não perdermos o foco na história e nem o ritmo da escrita de Waid.



Matt Murdock Zoeiro

Outra coisa fantástica sobre os artistas nesse título, é que eles desenvolveram um jeito genial de mostrar o “radar” do Demolidor, mostrar como ele vê e sente as coisas ao seu redor. Como vocês sabem, ou não, quando Matt foi exposto a substância radioativa que o deixou cego, a mesma radiação ampliou seus outros quatro sentidos, e é daí que vem o radar dele. Há um back-up no fim de DEMOLIDOR #1 que mostra exatamente o poder que os artistas têm quando se trata da parte visual de um quadrinho. Enquanto Matt e Foggy caminham juntos, podemos ver claramente o radar de Murdock em ação novamente por conta da genialidade de Martin. Ele dá uma destacada básica, mas que ajuda muito a detectar tudo que Matt consegue sentir e ouvir. É sensacional.

OBRA-PRIMA!

Mark Waid simplesmente trouxe uma versão mais clara e sorridente do Demônio de Nova York. A forma como ele trabalha com histórias muito bem contidas não as deixando cansativas, as cenas incríveis que ele escreve pro herói, sempre o revitalizando e dando um toque mais humano nele, faz de Waid um dos melhores escritores que já pisaram em Hell’s Kitchen.

Olha, aqui temos basicamente DOIS Jumping-On Points. Você pode começar a ler DEMOLIDOR #1 de 2011, que foi quando o Mark Waid colocou as mãos no herói. Esse primeiro volume do Waid tem 36 edições. Parece muito, mas como eu disse, as histórias são curtas e nada cansativas, então você vai ler isso num piscar de olhos. Porém, se você não quiser essa opção, tem o novo volume do Waid, DAREDEVIL: ROAD WARRIOR, que começou a ser publicado esse ano. Ambos Jumping-On Points são ótimos, mas eu recomendo vocês 
lerem desde a primeira edição em 2011. É uma das minhas leituras favoritas.


All-New Ghost Rider


Sabe o Motoqueiro Fantasma? Então, agora ele dirige um carro. “NOSSA, MAS QUE PORRA É ESSA?” Essa porra, meu amigo, é um dos títulos mais interessantes que você vai encontrar na nova leva de HQs da Marvel. 


O Novíssimo Condutor de Transporte Fantasma
E olha só, ao tirar a moto e entregar um carro na mão do “Motoqueiro”, essa história já gerou muita polêmica dentre os fãs leitores do Legião dos Super-Heróis, que já saíram criticando, como todo bom fã BRBRBR faz. Mas fica aqui uma curiosidade: traduzir Ghost Rider como “Motoqueiro” Fantasma foi uma liberdade (meio babaca, diga-se de passagem) que os tradutores de 500 anos atrás decidiram tomar. O “Rider” pode ser traduzido como “cavaleiro”, “alguém que conduz algum transporte”. Ou seja, não há nenhum problema no Ghost Rider dirigir um carro, cara. E também vale lembrar que o primeiro Ghost Rider andava à cavalo, então não tem motivo pra se estressar. O único problema é pensar em como a Panini vai traduzir isso (QUE MEDO).

ANYWAY, explicações morfológicas à parte, All-New Ghost Rider é muito bom. O roteiro de Felipe Smith é competente e traz alguns personagens bem carismáticos, dentre eles, o novo avatar do Espírito da Vingança e protagonista, Robbie Reyes. O cara vive na periferia, trabalha em uma oficina e, no tempo livre, é um desses corredores de rua (tipo aquela merda de Velozes e Furiosos). Robbie também é o responsável pelo seu irmão mais novo, Gabe, um garoto cadeirante que sofre bullying devido à sua deficiência. Na verdade, Gabe é o responsável por quase todo o carisma que a HQ traz.
Robbie e Gabe. Mó bonitinha
a relação dos dois.

Mas o mais lindo de tudo isso é a arte do Tradd Moore. Se o roteiro de Smith é o suficiente pra te prender, a arte do Moore faz você surtar com toda a velocidade imposta em seu traço. É como se você pegasse Velozes e Furiosos (sim, eu tenho um problema com essa franquia) e jogasse um monte de fogo e explosões demoníacas no meio. Eu só conhecia o Moore de Zero (lembra de Zero?) e Deadpool (bleh), e já tô pra dizer que esse é o trabalho que vai definir a carreira do cara no ramo. 

E o mais importante de tudo isso: por ser um personagem completamente novo, é muito mais fácil pros novos leitores se habituarem. :3


Arqueiro Verde


O Arqueiro Verde é um dos heróis que começou com o pé esquerdo nessa nova cronologia. Desde a edição #1 o título se mostrou fraco e inferior a muitos outros sendo publicados pela DC Comics, porém, tudo isso mudou, quando a Nação do Fogo atacou Jeff Lemire (Sweet Tooth, Animal Man) e Andrea Sorrentino (God of War, I, Vampire) juntaram forças e decidiram renovar o personagem à maneira deles e, galera, foi definitivamente uma das melhores coisas que ambos decidiram fazer em suas respectivas carreiras. Aqui temos um Oliver Queen jovem, porém não tanto. Os eventos na ilha já ocorreram há algum tempo e ele tem sido o Arqueiro Verde desde então. Oliver Queen saiu da ilha, mas isso não quer dizer que a ilha saiu dele.

Esse é o Oliver dando uma viajada depois de usar umas drogas aí

Desde que Robert Queen faleceu, o melhor amigo do pai de Oliver se tornou o presidente das Indústrias Queen, mas o mesmo a deixou falir. Quando Oliver o questiona sobre sua incompetência, um gancho puxa o rapaz pela janela fazendo-o cair do prédio, e é claro, o matando. Oliver Queen é acusado pela morte dele, então ele foge e decide ir atrás de pessoas que o ajudem a encontrar o assassino; pessoas que acreditem que ELE não é o assassino.

Após encontrar o culpado pela morte do melhor amigo de seu pai, (eu juro que não lembro o nome desse cara) o Arqueiro Verde o confronta e logo nota que ele é um arqueiro mais do que formidável, um arqueiro tão bom quanto ele (talvez até melhor). Depois de algumas lutas, Oliver percebe que o problema é bem maior do que parece: Komodo tem contato direto com os Outsiders. Explicando rapidamente, os Outsiders são uma sociedade secreta divida por clãs. Cada um desses clãs tem um líder, esse líder tem a posse do totem que representa o seu respectivo clã. Esses clãs são: Flecha, Espada, Lança, Machado, Punho e Escudo. Oliver descobre que o único modo de saber tudo o que está acontecendo, é voltando para a ilha que ele prometeu nunca mais retornar.

Clã do Escudo, também conhecido como Olodum


Aí temos outro Jumping-On Point perfeito. Você não precisa ter lido NADA do Arqueiro Verde. Nem as edições anteriores à “run” do Lemire e do Sorrentino, nem as edições anteriores à nova cronologia. Você não precisa saber NADA do Arqueiro Verde pra ler, porque tudo é explicado por flashbacks. A arte de Sorrentino está impecável e indispensável nesse título. Sem ela, com certeza a história não seria tão boa como ela é. Faça um favor a si mesmo e leia. A “run” deles começa na edição #17, e atualmente se encontra na edição #31. Vá atrás dessas HQs porque valem MUITO a pena.

Hawkeye


Caras, esse título aqui (junto de Batman do Scott Snyder) é o meu título favorito todo mês e está, com certeza, entre as 10 melhores leituras da minha vida. Então, prepare-se para uma grandíssima rasgação de seda.

Também aproveitando a onda do filme dos Vingadores, a Marvel entregou para dois dos seus artistas mais lindos um título do Gavião Arqueiro. Matt Fraction (a.k.a amor da minha vida, responsável por Sex Criminals e Invencível Homem de Ferro) e David Aja (Imortal Punho de Ferro) trazem uma das coisas mais geniais que você poderia imaginar vindo da Marvel. Na verdade, essa onda de títulos solo com essa pegada mais livre (vide Elektra, She-Hulk, Magneto, Loki: Agent of Asgard, All-New Ghost Rider, Ms. Marvel, Captain Marvel, Silver Surfer) foram inspirados pelo sucesso de Hawkeye.


Everything sucks.

A própria página de recapitulação já diz o que você deve esperar aqui: “Isso é o que ele faz quando não está sendo um Vingador”.  E o cotidiano de Clint Barton é a coisa mais divertida do mundo. O título traz uma pegada de sitcom, mas claro, com toda a urgência e desastre que o Universo Marvel tem pra oferecer. 


Junto do protagonista Clint Barton, temos Kate Bishop, a Gaviã Arqueira (?) dos Jovens Vingadores. Além dos dois, o elenco de apoio é espetacular: os coadjuvantes vão desde os vizinhos de Clint até o Pizza Dog (ou Lucky, ou Arrow), o cachorro mais foda dos quadrinhos. 

Fraction é um gênio (sério, o cara é GÊNIO) e sabe fazer com que cada momento do personagem seja cativante. Os vilões são um show à parte: a máfia russa mais cômica que eu já vi, cheia de trocadilhos linguísticos e trejeitos, tornando a leitura ainda mais prazerosa.


Clint, Kate e Pizza Dog ♥
Pra você ter noção da genialidade do negócio, o título tem uma edição TOTALMENTE dedicada e contada a partir do ponto de vista do Pizza Dog. À PARTIR DO PONTO DE VISTA DE UM FUCKING CACHORRO. E essa edição foi indicada ao prêmio Eisner, hein (lembra do outro post? É tipo o Oscar dos quadrinhos e tals).


Além da arte estonteante do David Aja e das cores fantásticas de Matt Hollingsworth, a equipe criativa ainda inclui os nomes de Javier Pulido (She-Hulk), Steve Lieber (Detective Comics), Jesse Hamm (sei lá o que ele já desenhou, mas o cara é foda), Francesco Francavilla (Detective Comics, The Black Beetle) e a linda da Annie Wu (Batman Beyond), que desenha as novas edições estreladas por Kate Bishop.

O único problema em recomendar Hawkeye é que atualmente já estamos na edição #18, ou seja, você vai ter que ler dezoito edições pra me alcançar nessa leitura. MAS EU TE JURO, vão ser as dezoito edições mais fodas que você vai ter lido em um bom tempo.

Futzing cool, bro.
 

Secret Avengers


Eu havia falado do Ales Kot (ZERO, Iron Patriot) no post passado. Ales é um dos melhores escritores trabalhando na indústria ultimamente, e também um dos mais jovens. A DC Comics o fisgou por um tempo para escrever Suicide Squad, mas o título não durou muito tempo e logo o rapaz voltou para seus trabalhos autorais. A Marvel notou a genialidade do rapaz e o contratou para “plotear” e escrever Secret Avengers junto com o Nick Spencer. Eles escreveram o último arco da HQ juntos, até que a Marvel decidiu renovar Secret Avengers e é aí que entra o nosso querido Jumping-On Point.
 
Nesse novo (e maravilhoso) volume de Secret Avengers, temos um ritmo ainda mais cômico que o anterior. Agora que Ales Kot está “ploteando” e escrevendo a HQ sozinho, a liberdade é maior então ele faz tudo à sua maneira. Ele dosa muito bem a ação e a comédia, a aventura e a espionagem, e o resultado é algo divertido e gostoso de ler. Na primeira edição, temos Gavião Arqueiro, Mulher Aranha e Viúva Negra lutando contra agentes da A.I.M. quase nus (na verdade, o Clint tava nu mesmo). A maior parte da HQ é bem cômica. Muitas piadas e cenas engraçadas, mas como eu disse, nada que atrapalhe o foco da ação e da espionagem.

HUEUAHEUAHEUAHEUHAEUHAEUHAUEHAEU

Michael Walsh (ZERO, Comeback), o mesmo parceiro de Ales Kot em ZERO #1, é o artista fixo desse título. A arte de Walsh é “pesada” no ponto certo, bom, pelo menos EU gosto bastante. A arte sólida do Michael se encaixou perfeitamente com a proposta desse novo volume de Secret Avengers. Algumas pessoas não gostam muito da arte dele porque a consideram meio “suja”, porque não a acham muito “visível”, mas eu consigo saber o que tá acontecendo em cada painel claramente, então isso vai de pessoa pra pessoa.

Clint Barton, o bundão pacífico


O Jumping-On Point perfeito de Secret Avengers é a primeira edição mesmo. Inclusive, se você ler essa HQ antes de ler Gavião Arqueiro, vá correndo lê-la depois que terminar Secret Avengers. É tão boa quanto!


Guardiões da Galáxia


Os Guardiões da Galáxia,
por Sara Pichelli
Sabe aquele filme da Marvel que tá pra sair em Agosto, né? Então, essa HQ aqui veio exatamente pra preparar o terreno pra esse filme. Já sabendo que a Marvel Studios tá afim de explorar o núcleo cósmico do Universo Marvel, a editora decidiu investir pesado nos Guardiões da Galáxia (sabe a cena pós créditos de Vingadores, né? Então, aquele lá é o Thanos, o vilão mais pica da galáxia).

Quem lê quadrinhos já deve conhecer os personagens há um tempinho, visto que os caras encabeçaram sagas como Imperativa Thanos ou Aniquilação, mas pra quem não conhece, esse é o título perfeito. E o compromisso da Marvel com o novo público ficou bem claro assim que a equipe criativa foi anunciada: nos roteiros temos Brian Michael Bendis, o cara que foi responsável por quase todas as mega-sagas e histórias dos Vingadores na última década. Se os Vingadores estão hoje no auge de sua popularidade, é justo creditar parte desse mérito na conta do Bendis. E na arte do primeiro arco, temos Steve McNiven (Guerra Civil, Nemesis, Old Man Logan), com seu traço mais realista, mas não menos espetacular por isso. 

Sinceramente, esse primeiro arco de histórias reintroduzindo os Guardiões soou um pouco cansativo pra mim, mas talvez seja divertido pra você que está começando agora. As coisas ficam mais interessantes quando o segundo arco se inicia, agora com a arte da Sara Pichelli (Ultimate Homem-Aranha), que traz toda uma nova dinâmica para o roteiro de Bendis, com a arte focando bastante nas expressões faciais de cada personagem e, dessa forma, reforçando ainda mais o caráter cômico da história. Ah sim, importantíssimo lembrar: pra você que não conhece nenhum personagem e pode se sentir meio perdido ou desinteressado por causa disso, a Marvel fez o favor de enfiar o Homem de Ferro no meio do grupo. E o que parecia ser só uma jogada de marketing bem marota acabou gerando uma interação bem bacana entre o Stark e o resto do grupo.


"Ew, o que eles tão fazendo?"
"Alguns pais abraçam e se importam com suas crianças. Não os nossos, mas você sabe, alguns..." 

Claro, além do Stark, a equipe tá repleta de personagens bem peculiares: o fora-da-lei (e também príncipe do império Spartax), Star Lord; a assassina intergaláctica (e filha de Thanos), Gamora; um guaxinim e uma árvore falantes, Rocket Raccoon e Groot (♥); Drax, o Destruidor, criado especificamente para assassinar Thanos; e por fim, Angela, uma personagem criada por Neil Gaiman (a.k.a. segundo amor da minha vida), que fazia parte do universo do Spawn, mas que veio parar nas mãos da Marvel sei lá como.

Já estamos na edição #14 de Guardiões da Galáxia lá nos EUA, mas a Panini anda publicando o título por aqui, então se você não quiser baixar direto das interwebs, pode tentar ler pelo papel de pão da Panini mesmo. Um dos problemas com essa leitura é que, até chegar na edição #14, você vai trombar com alguns eventos tipo Infinity (uma dessas mega-sagas da Marvel) ou O Julgamento de Jean Grey (que é o crossover de Guardiões da Galáxia com X-Men do Bendis). O lado bom é que isso te obriga a ler ainda mais coisas da Marvel, hehehe.


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Bom, essas são todas as recomendações que temos pra hoje. Claro, existem vários outros títulos dignos da sua atenção. Ficam aqui as menções honrosas à She-Hulk, Capitã Marvel, Detective Comics, Batman/Superman, Wolverine e os X-Men, Thor: Deus do Trovão, All-New X-Men e vários outros. Só não falamos de todos eles porque tivemos que escolher os mais propícios. Imagina o tamanho desse post se fossemos falar de tudo que a gente gosta de ler? Pois é, você não teria nem chegado perto desse parágrafo de encerramento. Mas ainda temos bastante tempo pra falar de tudo isso aí.
  
E aqui encerramos o assunto da semana. Nos perdoem por tentar ser engraçados (poxa, eu achei que eu era engraçado de verdade :/) e até semana que vem com um novo assunto sobre quadrinhos porque, afinal de contas, nós não somos pagos pra isso.

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