sexta-feira, 23 de maio de 2014

Renascimento: EU QUERO ACREDITAR!

Fala minhas crias. Tudo ok por aí?

Deixa eu já pedir desculpas por não ter cumprido com a minha palavra de ter um post a cada dia dessa semana. Culpa da minha vontade de falar cada vez mais de Transformers e da minha insistência em fazer aquele BUTTON.


Vai ver é a maldição do blog: nunca ter uma semana com posts em todos os dias, assim como eu tenho uma maldição (verídica) de nunca conseguir dormir antes da 00:40.

BENES, vamos fechar essa semana com mais um papo descontraído e que eu REALMENTE vou querer vossas opiniões à respeito.

Vamos falar de VIDA APÓS A MORTE.




Esta é mais uma daquelas vezes onde eu tive um pensamento aleatório enquanto andava de Metrô e concebi nisso um tema bem bacana para ser discutido aqui.

Antes, só um lembrete (pra quem já sabia) ou um dado curioso sobre mim.

Eu nasci católico, fui batizado e tudo. Mas nem cheguei a fazer catequese. Com menos de 6 anos eu já frequentava a Igreja Evangélica, e fiquei nela por mais de 10 anos, até os 16/17. Sabendo disso, vocês já podem imaginar que eu, a partir de certa idade, comecei a "entender" o motivo de ir à igreja e passei a fazer isso de livre e espontânea vontade. Claro, eu precisei ter uns 14 anos para fazer isso.

Também fui batizado do modo evangélico, apesar de não ter entendido direito a razão para isso. Lá, dizem que esse batismo é para "afogar" o homem velho, que você era antes de conhecer Deus, e dar vida ao homem novo, esse que tem um pacto com Deus e tals. Bem, eu nunca fui um "homem velho", então acho que parte do motivo de no fim eu nem ter ficado nisso foi justamente essa falta de um passado caótico.

Mas estou me prolongando demais. Só queria finalizar essa parte dizendo que, enquanto estava no Evangelho, sempre acreditei que existiria a famosa vida após a morte. No meu caso, eu era bem infantil e imaginava que todos moraríamos em um mundo feito de nuvens e coisas brancas. Podem zoar, mas, porra, a Bíblia não veio com ilustração e eu tinha 14 anos, CARALHO!

Acreditava que eu precisava sempre estar em sintonia com Deus, apesar de não fazer ideia de como. Orações, estudos, ter meus dias de pastor, jejum, vigílias. Tentei de tudo pra me conectar com Deus, mas nunca rolou. Não teve aquela química. Logo, assim que eu saí, abandonei a crença do Mundo da Xuxa no Paraíso.

Vamos combinar: que merdinha de vida seria hein?

Então lá estava Adler, um Adler, sem qualquer expectativa de "afterlife". Tudo podia acontecer, tudo podia ser verdade. O mundo-branco dos Kardecistas, virar um fantasma e ficar aparecendo em vídeos de celulares de adolescentes, ir pra Seireitei e tentar a vida como um Shinigami. Isso porque, desde aquela época, eu adotei um pensamento/filosofia de: TUDO PODE ESTAR CERTO, TUDO PODE ACONTECER.

Isso porque eu percebi que todas as religiões tinham a MESMA FÉ. Acreditavam fervorosamente da MESMA FORMA. Não tinha e nem temos NENHUMA GARANTIA de que só uma das religiões esteja certa. Ou errada.

Em vez de só abandonar a "espiritualidade" e ver as coisas com a razão, preferi virar um grande neutro (beijos Varys <3) e aceitar qualquer coisa que viesse. O mundo espiritual é na verdade uma pintura do Salvador Dalí? Beleza, vamos nessa.

E eu nem torcia por nenhum. Fantasmas, renascimento, inferno maneiro cheio de rock'n roll, virar um detetive espiritual. O meu MEDO mesmo era justamente o fim neutro: se não existisse nada. Porra, ISSO SIM é aterrorizante. Já pensou? Esse caralho de vida inteiro e depois NADA. OBLIVION. VÁCUO.

Já falei que "Um Sábado Qualquer" são minhas tirinhas FAVORITAS de todas?
Agora, aonde quero chegar. Vocês não concordam que o melhor da vida é justamente....a vida?

Pode parecer vago e "infantil", mas eu AMO a vida e tudo o que ela nos dá. Sem sombra de dúvidas que viver é a melhor coisa que já foi inventada. Ter emoções, chorar, rir, descobrir coisas novas, brigar, amar, fazer escolhas, fazer amigos, ter família, andar, ouvir, observar paisagens, interagir com animais, comer bem, relaxar com músicas, ler livros, fantasiar com universos, ver filmes, conhecer histórias, CONTAR suas histórias....

E não seria SUPER foda se, depois de morrer, PROVAVELMENTE já velho e com saudade de tudo o que fez quando jovem, você simplesmente tivesse a chance de renascer e ter TUDO DE NOVO?!?!

Eu comecei a pensar nisso hoje depois de ver que, tendo 20 anos, que eu considero ser  UM QUARTO(1/4, pra quem pensou no cômodo) de uma vida humana, eu já tenho uma puta saudade de várias coisas que fiz e vivi. Tenho uma sala inteira dentro do meu coração dedicada só para a minha infância em relação à TV, jogos, brinquedos e brincadeiras que tive/fiz/usei. Imagine então quando eu tiver meus 80, já sonhando com uma nova chance pra ter tudo isso.


E olha, eu não estou falando isso com base naquelas teorias de que várias pessoas foram a Cleópatra no passado. To falando de renascer como qualquer outra pessoa. É, de certa forma, uma teoria minha, sem influência de outras.

Sei que algumas vertentes do espiritismo tem esse pensamento, e, pra falar a verdade, estaria BEM disposto à conhecer essas crenças qualquer dia desses, só me convidarem :)

Ignorem o romance da foto.

Aí eu me peguei pensando: em quem eu gostaria de renascer?

Pela minha lógica, deveria ser alguém que me traria experiências novas, um novo ponto de vista. Obviamente seria fora do Brasil, já basta viver nesta merda UMA vez. Quem sabe Japão? Ou qualquer outro país asiático, vou parecer muito fag se me focar só nos japoneses. Um indiano talvez? Eu nem ligo tanto assim pra carne de vaca mesmo. Um chinês? A história deles é bem foda.


Mas renasceria homem? Tenho que admitir que muita coisa é fácil sendo homem, mas queria experimentar a vida de uma mulher. Ter liberdades que, aos olhos da sociedade, seriam homossexuais em um macho (só usei esse termo pra não saturar a palavra "homem". Dicas de escrita ;) ). Eu seria lésbica? Afinal, meu amor por moças só existe em contraste ao meu gênero. Nada garante que eu não curtiria pirocas dessa 2º vez.

E se eu fosse um negro? Querendo ou não, é uma vida com algumas diferenças, tenho que admitir. Sentir na pele o que é preconceito DE VERDADE, ter uma nova perspectiva, batalhar para ser um exemplo.

Esses pensamentos podem ir até amanhã, vou fechar eles aqui, mas finalizo MESMO com mais uma reflexão: e se eu JÁ SOU uma vida renascida?

Afinal, se esse fenômeno existir, aparentemente as pessoas perderiam suas memórias nessa troca. E nada mais justo né, se é pra dar reboot, que seja por inteiro. Agora, ao invés de ir procurar "especialistas" que vão te dizer que tu foi um rockstar antigo, que tu foi um grande rei de algum lugar, que tu foi general de um exército persa....que tal pensar que tu foi um cara qualquer no século 19 que morreu de varíola? Ou um simples garoto italiano na 2ª Guerra Mundial que levou um tiro na cara. Sabe, vidas NORMAIS, aleatórias, sem títulos e fama.


Vamos acabar por aqui né, até porque acabaram as imagens pra adicionar no post que fazem sentido com o tema.

Então pensem bem nisso e, por favor, se não for pedir muito, tu que leu todo esse texto (muito obrigado por isso), deixe aí nos comentários em quem você queria renascer. Gênero, etnia, país, crença...sei lá gente, solta a criatividade e sonha com essa bobeirinha alegre :)

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