quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

POR QUE NÃO? - Hoshi no Samidare

Oba Oba Oba, saudações jovens e demais usuários da Internê.

Tenho aqui um post que irá recomendar à vocês (depois de muito tempo sem recomendar nada) um dos melhores mangás que estou lendo atualmente.

CHUPA ESSA, BLEACH.


Então não fique acanhado e vire a página. Mas não esqueça que hoje é dia direita pra esquerda.




Informações Básicas:
Nome do Mangá: Lucifer and the Biscuit Hammer (Hoshi no Samidare)
Nome do Mangaká: Mizukami Satoshi
Período de publicação: 2005
Número de Volumes: 10
Número de Capítulos: 65
Gênero: Seinen/Romance/Ação/Comédia/Psicológico/Slice of life


Sinopse:
A vida de Amamiya Yuuhi é igual a de qualquer um. Quieto, anti-social, morto. Tudo muda quando um lagarto falante aparece  em seu quarto, se apresentando como Noi Crezant, o cavaleiro lagarto. Ainda por cima, Noi faz uma proposta à Yuuhi: me ajude a salvar a Terra, me ajude a salvar a Princesa.

Yuuhi friamente recusa e joga o lagarto pra fora de seu quarto.


Isso, basicamente, é Hoshi no Samidare.




Sinopse:
Sim, tem duas sinopses. A primeira ali foi mais pela piada, pois no mangá a reação do garoto é exatamente assim: inesperada e sem emoção.

Mas no fim o lagarto retorna e passa a ficar no ombro do garoto por todos os lugares que ele vá. Yuuhi ganha um anel que lhe dá um tipo de poder telecinético. Depois é perseguido por um dos ogros mencionados e chega à temer por sua vida, sem qualquer esperança de lutar, até que sua vizinha mais nova, quem ele tinha visto pela primeira vez na manhã daquele dia, o salva, mandando o monstro por metros e metros de distância com um soco. Ela é Asahina Samidare, e por coincidência, é a Princesa mencionada.

A história segue com mais ogros, o desenvolvimento físico/psicológico de Yuuhi, a devoção deste pela Princesa, a chegada de vários outros cavaleiros e seus animais e por fim a apresentação do inimigo por trás disso tudo.



Porquê você deve ler:
Bem colegas, eu conheci este mangá pois sou ouvinte de um podcast bem maneiro e profissional chamado Mangatologia, sugiro que escutem qualquer hora, caso gostem mesmo de mangás.

Enfim, eles fizeram um podcast INTEIRO DE DUAS HORAS sobre essa obra, e eu obviamente não ouvi pois era cheio de spoilers. Porém, fiquei curioso em lê-lo, e comecei um dia aí que não tinha nada pra fazer, evento este que ocorre muito mais do que você pensa. E eu não tinha muitas informações sobre o mangá, apenas que ele desconstruía as histórias shounen. E foi nessa lida descompromissada que fiquei apaixonadíssimo.

Já começa que, por misturar Slice of Life, ação e romance, você tem vários tipos de momentos durante a obra que vão variando entre si, e nenhum deles peca em sua execução. Principalmente a parte mais cotidiana, que mostra que por trás dos heróis que vemos nas obras populares, existem humanos com taras, problemas, medos, vícios. Ele de certa forma humaniza os mangás, ainda que seu enredo seja completamente fantasioso e incrível (no sentido "não se pode crer").

Enredo este que tem algumas coisas bem malucas, como o fato de que aquilo que vai destruir a Terra não é nenhum meteoro ou monstro, e sim um martelo gigante que está atualmente parado em cima do planeta, sendo que apenas os cavaleiros podem vê-lo.



É tão satisfatório ver que o autor fez aquilo que muito dos campeões de venda no mercado Shounen atual esquecem de fazer: desenvolver.

Sim, porque tudo no mangá se desenvolve de maneiras naturais e que são gostosas de acompanhar. Sejam elas os poderes que cada cavaleiro tem, ou as relações entre si. É um mangá que não teve nenhuma preocupação em adicionar elementos apenas para chamar mais fãs, para passar uma imagem de descolado ou nada do tipo. O autor teve seu tempo para fazer o que queria, e sem nenhuma amarra da editora, o que permitiu que uma obra tão única e rica saísse.

O que eu preciso falar MESMO é sobre os personagens.



O meu ponto favorito em Hoshi no Samidare é que em nenhum momento você enxerga algum tipo de maniqueísmo na história. Ou seja, heróis e vilões não são como se é esperado deles. A trama não segue nenhum padrão que a sua cabeça acostumada com outros mangás consegue pensar. E não quero dizer que a história é maluca, sem pé nem cabeça, mas que ela consegue simplificar e desmitificar todos os clichês dos mangás, agindo com naturalidade. E isso está nos personagens, que carregam a obra.

Existem 12 cavaleiros que servem a Princesa, cada um tem seu animal companheiro, e todos tem um anel que lhes dá poderes telecinéticos, cada um usando da maneira como gosta. Isso dá uma diversidade no combate e nos diálogos, pois cada um tem sua personalidade bem trabalhada, e isso muitas vezes feito em poucas páginas.

CHUPA NARUTO/BLEACH

Saldo Final:
Eu tentei ao máximo privar você das surpresas e emoções que este mangá passa, por isso não vou detalhar outros aspectos maravilhosos da obra. Mas tenha em mente que é um mangá diferente de tudo que já viu, que justifica a sua leitura obrigatória.

Eu não acabei-o ainda, então todo esse review ainda está incompleto. Por isso mesmo você deve ir e ler, entender sobre o que estou falando e se apaixonar tanto quanto eu pelo mundo criado aqui.

Nota: 10/10

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