quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Especial Festinhas do Adler 6: A Formatura de um Homem

Ora ora seus danados, acharam que iam se livrar desse quadro?
Não meus queridos, ainda temos muitas fotos para revisitar.
Agora vamos. Deixe de boberinha e viaje no tempo comigo.

EEEEEEEEEU RENAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASÇO novamente do âmago das minhas cinzas para incendiar o seu coração, em puro clima de verão. SOLTA O TAMBORZÃO!

"Salve Salve o explendor, de um povo unido
A Terra comeu nossas mães
Que salgou os nossos pães
E remexeu bonito

Oh! Mãe Diná da esperança
Quem espera não se cansa
De beber do seu calor"


Após nosso samba-enredo pra 2014, eu preciso pedir perdão pela EXTREEEEEMA demora em voltar a postar o Festinhas. E mais desculpas ainda por estar fazendo isso no DIA ERRADO!

Mas tudo bem, eu ainda to de ressaca da minha viagem à praia esse fds. Semana que vem tudo entra nos trinque, mas hoje é dia de saborear Dan Top geladinho e alugar Kirby na locadora. Aperte o cinto, iremos dar ré temporal atéeeee......




1999!
Sim, o fatídico ano da mudança de Século. Gerações de famílias não tinham vivenciado aquele momento único, e eu, que só vim a descobrir o significado da palavra ANO lá pra 2002, estava me FORMANDO.

Sim, o meu pré já tinha acabado e restava agora a formatura, essa festa bonita e importante na vida de alguém. Amigos que não se veriam mais, namoros deixados ao vento, brinquedos roubados jamais devolvidos. A formatura era tudo isso sim. E já podemos começar nossa viagem passando lá pela minha escolinha!

Pois é. Aqui, chegamos. Antes que você pergunte ou comente, não, os donos da escola não eram sócios ou fundadores do Tang. Eles só eram toscos mesmo.

Que honra: eles ainda usam o mesmo mascote que eu desenhei aos 5 anos ):
Mas afinal, cadê a festa né? Não queremos ficar aqui olhando para esse fruto do amor entre Belzebú e uma feirante, queremos os drinks e as meninas.

Eu os levo, fique tranquilo. É lá em uma chácara. Que fica lá...lá mesmo, na chácara. É. 

Que eu me lembre, é grandinha o suficiente pra receber todos os alunos (grande merda, o aluno mais alto mede meio metro) e seus pais. Antes do especial (que só irão saber na hora certa, SEM SPOILERS AQUI), vamos bater um papo com a galera!

A minha esquerda, o Renato. Na direita, o Vitinho. No meio, de camiseta preta, o
Cauã/Cauan/Whatever. E na ponta direita, meu amigo cara de aborto, Angelo.
(Um pequeno PS: nessa foto eu não nomeei as outras duas entidades pois um é na verdade um arroz vestido de menininho. E o outro simplesmente NÃO EXISTE! Eu não faço a menor ideia de quem é esse rosto feio e escondido atrás de todos. Não tem um dia onde eu olho esta foto e não fico incomodado por essa presença estranha no meio dos colegões de classe. Eu acredito fortemente que seja na verdade um viajante temporal que veio lá de 2114, ano onde todos os asiáticos estão extintos, com o objetivo de dar uma encoxadinha final no meu amigo japonês.)

E claro, por se tratar do NOVO MILÊNIO, não bastava colocar todos seus alunos vestidos com TÚNICAS VERDES (ADVINHA PORQUÊ), eles TINHAM que puxar inspiração em Iemanjá e determinar que o uniforme oficial da festa era o BRANCO, e eu vou te falar que eu NUNCA MAIS VI ESSA CALÇA BRANCA NA MINHA VIDA. Talvez porque eu não dançava axé aos domingos.

Por acaso: esta era minha skin na época
Enquanto eu fico ali abraçando o Renato por meia hora (é o último dia que nos veremos), que tal dar uma passeada pelo local? Tem piscina, churrasqueira, mãe e irmã, o Vitinho (ele ainda era fofinho nessa época, o aperte bastante e torça pra cair um tamagochi do bolso dele), comida, música, professoras...

Ah...

As professoras...

Eu acabei descobrindo, ao analisar estas fotografias históricas de minha pessoa, duas coisas fundamentais nesta festa:


1)Os jalecos de professoras deviam ter algum tipo de mágica de juju, algum selamento invisível. Pois, diferente dos outros 364 dias daquele ano, na festa elas estavam EXTREMAMENTE BONITAS aos meus olhos, colírios instantâneos.

2)Aparentemente, nessa época eu já tinha extrema vergonha de garotas bonitas. E o mais engraçado é que eu tinha um TIQUE quando estava perto delas. Não é exatamente um tique, mas sim um comportamento padrão: engolir os lábios.

Tudo bem Adler, é só uma professora e seu braço nu e sedoso encostando em nossa nuca.
Nada de mais, vamos nos focar no dia em que ela te ensinou a contar, isso, é uma boa!
1, 2, 3, 4...que cheirosa, 5...meu deus ela me beijou o rosto...
SE CONTROLE SE CONTROLE SE CONTROLE

Ok, mais uma foto, é só mais uma profMEU CARALHO ATÔMICO EMBALSAMADO,
 ESTA MULHER ESTÁ COM SUA MÃO SOBRE MINHA BARRIGUINHA. Ela ficou louca?!?!
E agora AAAAH!
Colocou o joelho por baixo das minhas pernas, PUTA MERDA!
aimeudeus 
aimeudeus AIMEUDEUS AIMEUDEUS AIMEUDEUS 

.........droga
Não só com as professoras, mas também ao lado da garota que eu amava, a Beatriz. Eu nunca mais a vi depois daquele dia, mas só fiquei mais triste quando notei que, ao contrário do que eu pensava, ela não morava na rua acima da minha. Foram horas de choro mental, até aparecer alguma outra garota bonita no outro colégio, e aí dane-se.

Olha só o destino: nessa foto eu estou verdinho e acabei de chupar um limão :3
Ah, e atrás de mim, criando todo esse caos, a Beatriz.
E agora, como você viu, já estou vestindo essa gerinboja verde. Tão feliz, minha única formatura na vida e vou passar ela me sentindo um ajudante do Papai Noel.

Mas eu não estou sozinho não, os nazistas que organizaram tudo ainda exigiram que todas as crianças participassem desse flash mob da vergonha. E tudo ao bom som de ROBERTO CARLOS.

Porque é claro que, em uma formatura de crianças de 6 anos, onde todas estão vestidas como se fossem pastilhas pra garganta, em plena virada de milênio, eu vou fazê-las cantar o sucesso de um VELHO PERNETA PARA QUEM MINHA MÃE UM DIA QUIS DAR.

Eu tenho tanto pra te falar, mas só com uma perna, não sei dizer
Último ano nessa escola, última vez que irei ver alguns negos daqui, última vez que eu irei brincar com meus amigos de ver o bilín um do outro (sim, no Jardim II eu cheguei a fazer uma rodinha com alguns colegas e todos colocamos a minhoca pra fora, inclusive o Vitinho. Não preciso dizer que fiquei de castigo né?)

E o pior de tudo é ter percebido esse fim de uma jornada só depois da festa. Não lembro de ter abraçado muito meus colegas, ou de ter ficado triste quando acabou. Afinal, o evento era mais voltado aos pais, tanto que cantávamos a música do RC para nosso guardião-mor. Apesar da zoeira, eu decorei esse cacete de música, e cantei lindamente para minha mamãe. Fui recompensado com um beijo.


E assim foi minha formatura. Essa tem vídeo, e eu tenho a fita, mas até eu ter saco de pesquisar como se faz a conversão de FITA MOFADA para dados do computador, já teremos uma escola chamada Amarelinho Banana.

Uma pena, eu entrei no site da escola (que ainda existe, meu deus) e vi umas fotos atuais que me deixaram bobo. Tudo tá bonito ainda, e eu ainda consigo reconhecer a sala onde vivi por 3 anos. MUITA coisa aconteceu lá, e é engraçado ver hoje, já adulto, que era apenas uma sala comum, com uns brinquedos e algumas crianças. Pensar que todos aqueles rostos tão unidos e alegres hoje estão à quilômetros de distância. Que essa época inocente onde era ousado falar PORCARIA está enterrado bem fundo no passado, e que já fazem mais de 10 anos desde então. Enfim, um grande abraço à qualquer um que estudou comigo nessa época que esteja lendo. Principalmente a Beatriz -3- (tipo, eu nem faço ideia se a garota ainda é garota)

E vamos voltar pra nossa base-operacional, afinal, muito provavelmente o próximo festinhas será o ÚLTIMO EVER. Até mais :)

À minha esquerda, todos estão tipo: "MEEEU, ONDE ELE CONSEGUIU ESSE TÊNIS?"
"NOSSA, SERÁ QUE EU VOU SER LINDÃO ASSIM NO PRÉ?"
"AH NÃO, EU NÃO ACREDITO QUE ELE ESTÁ USANDO ESSA CALÇA!"
E a minha direita, meninas de 4 anos tapam vossos inofensivos sexos
com MICRO-TOPS DE EXATAS 5 POLEGADAS!!!!
Caralho, que tipo de festa é essa?

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