segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Papinho: RH Adventures

Nos últimos minutos da partida, o jogador Adler volta à campo e defeca mais palavras no meio do estádio. QUE ESPETÁAAAAACULO!

É, eu retornei-me. Ainda queria falar mais um pouco, e dessa vez sobre meu local de trabalho. Já adianto: se eu ver que tenho material e que vocês curtiram, isso vira um quadro fixo por aqui, que tal?

Enfim né, chega de lenga² e vamos logo rir das idiotices de um escritório.



E já começamos bem com o título: AVENTURAS NO RH.

Para quem não sabe, eu trabalho em um Recursos Humanos público. Aonde? Você e a Justiça não precisam saber por aqui, mas é um local médio (toma um andar inteiro)

Eu sempre colecionei algumas "pequenas desventuras" aqui na minha estadia e talvez eu devesse ter começado a falar delas mais cedo. Isso porquê o que eu irei narrar agora se resume à um dia, mas com certeza eu teria mais material caso tivesse anotado mentalmente desde o dia que entrei.

Mas WELL, vamos lá. Hoje rolou uma festa de aniversário por aqui, o que eu já considero um BIG saco. Eu teria ignorado completamente essa punhetação não fosse um simples detalhe: é aniversário do meu chefe. E ao contrário do que sua mente abastecida por Etanol (porque, afinal, ele é o combustível completão #fónfón) pensou, ele é um cara MUITO firmeza. Dificilmente eu imaginaria que um dia teria um chefe igual ele, e olha que ele nem lê (suponho) esta merda de blog, então não é puxação de saco. O cara é bom e foda, ponto.

Dito isso, achei que seria babaquice eu deixar de participar dessa festa, tendo em vista que o aniversariante é um cara que já fez muito por mim aqui (ele é o meu mentor da academia), então nada mais justo que contribuir com a festa (afinal, se eu pago, posso comer até meu cu lembrar a letra da abertura de Medabots).

E lá fui eu, um cara feliz, quieto quando está em stand-by, simpático quando lhe direcionam a pergunta e que estava pronto para ter a festa. Ela ocorreu em uma sala separada, sala essa que é o local de trabalho do meu, talvez, único amigo daqui, o Senhor Rato. Inclusive, acostume-se com apelidos pois não irei expor ninguém. Mas enfim, o Senhor Rato é um cara MUITO inteligente e divertido, acho que eu ainda não falaria com NINGUEM se não fosse ele. E ele estando lá, ficamos esperando a chegada de mais pessoas, o que se concluiu em poucos segundos.

Na mesa, um banquete que deixaria qualquer Quinzinho feliz.

Como assim tu não conhece o Quinzinho?
É a porra do namorado padeiro da Magali.
(Um FANSERVICE para padeiros, quem diria?)
Três lanches de metro, uma porrilhadinha de salgados, um bolo com coco (esse cacete de fruta barata que insiste em estar em TODOS, TODOS,

TODOS os bolos da vida), refrigerantes e tal. "OPA, hoje eu não saio daqui com fome!" - exclamou o tiozão do churrasco dentro de mim.

Feita a cerimônia de parabenização (que se resumiu a um coro meio broxado de "êeeeeeeeeee"), todos atacaram a mesa. Puta que me chupou, eram TRÊS aniversariantes do mês, sério que não dava pra aguardar 10 segundos pra cantar a buceta do "Parabéns pra Você"? (Isso é, se nenhum Hokage da Vila Oculta da Babaquice resolvesse dar reboots eternos no canto do parabéns).

E é AÍ que eu entro no meu modus operandi. Tendo pego minha porção de alimento, fiquei em meu canto, um stalker, um sniper, um CAMPER apenas analisando aquela cadeia hereditária. Afinal, estavam ali uns 20-25 funcionários públicos, todos com suas vidinhas BÉ, interagindo e comendo. E, caras, o que eu tinha ali era o mais puro "POST MATERIAL".

Não ouvi muitas pessoas, mas consegui anotar a seguinte conversa:


Evangélico Cool - "Candy Crush é um joguinho danado, tu esquece até a namorada se fica viciado."

Good Guy Chefe - "Que jogo é esse?"

Evangélico Cool - "É um jogo de frutinha."

Senhor Rato - "É o quê? Tá falando que tu troca sua namorada por joguinho de frutinha? Aí não!"

Seu Jorge - "IIIIH, isso aí nú é comigo não."

Good Guy Chefe - "Que isso jovem."

Evangélico Cool - "É, o negócio come sua vida."

Vovó Roqueira - "Ai, hoje em dia ninguém mais conversa no ônibus, tá todo mundo com a cara enfiada no celular, ninguém mais conversa."


Senhor Rato - "Se ele tivesse vivo hoje em dia, ia se matar."

Good Guy Chefe - "Quem?"


Senhor Rato - "Einstein. Ele previu isso."

Eu, no meio de tudo isso.

Se isso já não fosse suficiente, o bolo é cortado (sem nenhuma vela, e nem é um aniversariante que corta-o). Os pedaços vão sendo entregues:

Jabulani (nome fictício de uma mulher) - "Já dei pro Good Guy Chefe, agora vou dar pro Evangélico Cool."


Good Guy Chefe - "QUE IIIIIIIIIIIIISO Jabulani (nome ficítio de uma mulher)!!! Aqui na frente de todo mundo?!"

Maioria pamonheira - "HAHAHA"

Quando eu percebi, estava com a cara enfiada dentro das calças, encarando meu próprio cu para ver se eu conseguia achar algo menos idiota do que o que estava acontecendo ali.

E tu pode achar que eu estou exagerando quanto à reação que tive na hora, mas vamos lembrar de uma coisa importante: eu sempre fiz isso, vai se foder <3

Eu realmente me animei à anotar tudo aquilo e vir, mais tarde, trazer essas pérolas do funcionarismo público brasileiro. E acho que não será MESMO a última vez que terei material para falar aqui (quinta-feira tem uma confraternização com TODO O SETOR, prepare sua bexiga de risos).

E é isso. Vamos ver se as estripulias de um Adler no trabalho rende um quadro de posts :)


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