sábado, 9 de novembro de 2013

Tapa buraco: Inspira que eu gosto

E aí? Tudo certo truta? Suave.

Bem, eu gosto muito de duas coisas: escrever e quem gosta do que eu escrevo. Sempre que junto esses dois elementos, costuma sair textos bem bacanas e elogiados, e sempre feitos com o intuito de entreter e alegrar quem está lendo. Por isso que vira e mexe eu penso em novas coisas das quais vocês gostariam de saber, gostariam de ler, e vou lá e escrevo. Dessa vez não foi diferente: inspirado pelo NerdOffice (vlog do Jovem Nerd) dessa semana, resolvi fazer aqui um Top 10 de pessoas que me inspiram, por mais que eu MEIO que já tenha falado disso em um Adler Responde.

Enfim amigos, vocês me alegram muito quando elogiam o blog e os textos, então, cheio dessa alegria, resolvi fazer MAIS um post, só pra encher o seu final de semana de entretenimento. Espero que gostem e que possam comentar, no Facebook ou aqui mesmo, quem é que te inspira. Então vamos ao top 10!




10º Lugar: Vitones



Olha aí, já vou começar o post puxando saco de amigo. Mas o cara que me influenciou, sem saber, à fazer o Why Not, não poderia estar de fora não é?

Vitones é apelido pro Víctor, um amigão meu que conheço desde 2010. Ele atualmente é fundador, programador e dono (metade dono na verdade) da 9DT, uma agência de web design (não sei se to falando merda, perdão) que faz sites e hotsites para quem pede.

Mas o foco não é exatamente ele ser programador e MESTRE DO CSS (segundo ele mesmo). Na verdade, ele se sobressai e me inspira muito por ser um cara que quer várias coisas, tem vários projetos, e todos eles bem bacanas. Pra você ter ideia, ele é músico, escritor, ator, roteirista, comediante, empreendedor, inventor e locutor TUDO AO MESMO TEMPO, e só na cabeça dele. Não quero dizer que ele sonha demais, mas que ele teria perfil e qualidade para ser qualquer uma dessas profissões. Ele realmente toca violão muito bem, já escreveu esboços e ideias de duas séries de livros, tem um blog (bem desatualizado, vamos voltar à ativa hein?), já criou ideias para apresentações de stand-up, fez roteiros para vídeos do youtube, foi co-criador de um grupo bem grandinho de OTAKUS oficial, que se encontrava na Liberdade pra exercerem o direito de serem imbecis e ridículos <3

Enfim, ele, com 24 anos (desculpa man, eu não sei quantos anos tu tem ç_ç), tem praticamente um currículo de projetos e feitos INCRÍVEIS, e tudo isso só prova como ele é um cara com talento, com visão. E tudo isso só me inspira. Ele meio que já sabe, mas preciso falar né? Ele me inspira MUITO MESMO, eu gostaria de ser como ele no meu futuro. Porque além de todas essas profissões que ele consegue exercer, ele ainda é um dos melhores amigos que já me caiu no colo, um cara bacana e uma das pessoas na Terra que mais me entende por COMPLETO. Enfim Vitones, tu é um cara foda e espero ter sua capacidade e conhecimentos no futuro, e, claro, ter VOCÊ sempre do meu lado também (:


9º Lugar: Izzy Nobre


Bem, ainda na área dos desconhecidos MUNDIALMENTE, mas com um número de fãs considerável, além da HORDA de haters, temos o Izzy Nobre, esse vlogger/blogger que me inspira pra cacete.

Ele é um cearense que, há 10 anos, mora no Canadá, onde tem uma esposa FUCKING LINDA do país, fala MUITO BEM o inglês e, de quebra, tem um vlog que eu gosto muito de assistir, sem contar o blog com histórias incríveis de sua pessoa. Um fator que me faz gostar muito do Izzy é a sua ideia maluca de fazer um vlog SEM CORTES E EDIÇÃO. Ele pega sua câmera e simplesmente começa a falar, por 10 minutos normalmente, e é incrível como consegue ficar algo legal, ainda que corrido. Ele FALA muito bem, sua língua tem o dom de ser "limpa", ou seja, sem sotaques ou vícios de linguagem. Não só isso, mas o cara tem uma BELA VIDA no Canadá, e o fato dele ser um brasileiro com essa vida é outro fator que me inspira pra caramba.


Enfim, o cara ainda fez parte de um dos meu podcasts favoritos, o 99vidas, e vira e mexe aparece em outros dois programas do peito, Nerdcast e MRG. Ele é, como chama seus amigos, um BRÓDER de verdade, e eu gosto muito de sua pessoa. Como mencionei, ele tem uma legião de haters que o acham convencido, chato, prepotente e outras coisas. Eu, que já o escutei diversas vezes, acho isso bem exagerado. Ele é sim um pouco convencido e gosta de falar, e isso as pessoas confundem com vontade de aparecer, de ter a imagem de intelectual, quando na verdade o cara só gosta muito de se expressar e opinar. Lamento por isso, mas as pessoas deixam de ouvir um cara bem maneiro por isso, e que, as vezes, me lembra de mim mesmo. Seja pelas falas detalhadas dele ou por suas opiniões, o Izzy as vezes me parece um retrato do meu futuro, e vou dizer: ficaria bem feliz de ter a vida dele.


8º Lugar: Keiji Maeda


Voltando ao Japão Feudal, temos Keiji Maeda, o kabukimono que eu já mencionei aqui. Keiji, segundo as histórias japonesas, era um rapaz rebelde que gostava de pregar peças em seu tio, o general do exército Oda, Toshiie Maeda. Apesar disso, o jovem, que diziam medir mais de 1,90 metros, era prominente com a lança e, logo, um ótimo guerreiro nos campos de batalha. Diziam que ao ver sua figura enorme portando aquela arma, enquanto berrava e ria, era o suficiente para assustar a maioria dos adversários.

Ele, em certa época, abandonou o clã Maeda do qual fazia parte e partiu para viajar pelo Japão, aproveitando a vida da forma que mais amava: com mulheres, bebidas e festa. Por isso que ele era um dos melhores kabukimonos do Japão. Kabukimono sendo aqueles artistas todos pintados, com a cara branca, que costumam fazer caretas, e costumam encenar peças de teatro.

Keiji, ao menos pelo o quê a ficção de mangás e jogos nos indica, tinha a filosofia de que devemos aproveitar a vida com aquilo que mais amamos, e a vida era um playground para que nós pudéssemos brincar e aproveitar. Por isso que, ao fim de sua vida, se aposentou das batalhas e se dedicou às artes. Literatura, teatro, música. O moço era um talentoso artista que, por aproveitar a vida e o dia como se fosse o último, conseguia expressar bem sua paixão em tudo que criava.

Ele é e sempre será uma grande inspiração, seja pelo seu "Carpe diem" ancestral ou pelo "poder do amor" que ele pregava. Gosto muito de histórias envolvendo esse personagem histórico, mais ainda se conseguem captar a essência dele e a transpassarem para a mídia utilizada, como mangá, jogo, anime, livro. É, então, o meu grande herói do passado.


7º Lugar: Rafinha Bastos


É, um grande clichê dos jovens, mas eu sou um fã NATO e declarado do Rafinha. E o cara merece TODOS os fãs que tem, assim como o sucesso.

Ele começou, afinal, com videos para seu blog "Página do Rafinha", quando o Youtube ainda nem existia. OLHA AÍ a visão de sucesso, a determinação. Ele então foi ganhar os palcos de stand-up, e isso ele fez como ninguém. Um jeito irreverente, um sarcasmo bem aplicado, piadas que não poupavam ninguém. Podem falar o que quiserem, mas ele fazia todo mundo rir, então ENGRAÇADO ele era sim, e ainda é.

Ele me inspira em tudo que faz, e justamente por fazer muitas coisas. Ser repórter, apresentador, comediante, fazer videos pra internet, entrevistador, jornalista, colunista, comentarista. Ele, assim como o Vitones, tem várias aptidões, todas unidas em uma só pessoa incrível que faz projetos sensacionais.

Uma das coisas aonde ele MAIS me agradou e ganhou meu coração pra todo o eterno é o seu programa "8 Minutos", onde ele entrevista, por 8 minutos, várias pessoas de mídias diferentes. Mais do que isso, ele te mostra um lado COMPLETAMENTE novo daquela pessoa (salvo algumas exceções), um programa que, por mais que tenha piada, te revela fatos daquele artista que te fazem repensar na visão que você tem dele. É um quadro muito bacana de seu canal e eu percebi, assistindo ele, que gosto muito de ouvir histórias dos outros, de saber de suas vidas, de suas vitórias, vindo da boca dos mesmos. 

Assim, só posso dizer que Rafinha é um mito da comunicação, e que eu sempre desejo fazer os outros rirem da mesma maneira que ele.



6º Lugar: Arnold


Por fim, chegamos na parte fictícia do ranking. Apesar de ser um desenho animado, Arnold me ensinou mais coisas do que qualquer um na época. E coisas boas, como o valor de todas as amizades, a bondade, justiça. Enfim, se eu não tivesse ido pra igreja, mas ainda tivesse assistido Hey Arnold, talvez eu nem mudaria tanto, pois o desenho, mais do que uma simples forma de entretenimento, era uma lição de vida.

Como esquecer a bondade que Arnold tinha até mesmo com Helga, que o humilhava constantemente, sem perdão. Ou esquecer que o rapaz sempre se prontificava a ajudar os seus amigos do condomínio onde morava, por mais desastrosos que fossem. E o quê falar, então, dos sonhos que ele tinha? Sua determinação, sua vida, tudo nesse garoto e no show eram suficientes para me deixarem de olhos marejados. 

Nunca vou esquecer do fatídico episódio de dia dos pais, onde vemos Arnold acordando no meio de uma tarde. Ele ouve o barulho de um avião, então sobe até o terraço do prédio e encontra seus pais ali, prontos para embarcar no avião monomotor. Vale lembrar que os pais de Arnold estavam desaparecidos desde o começo do desenho, então ali não sabemos se é mais um sonho ou os pais de fato retornaram. Em uma cena linda, que me deixa arrepiado só de lembrar, Arnold, que durante o episódio inteiro estava lendo as histórias do diário de aventura de sua mãe, coloca um capacete e embarca no avião junto de seus pais. Ao som de um piano incrivelmente melancólico e calmo, o avião decola e some nas nuvens, nos deixando sem saber se Arnold realmente partiu com seus pais, se aquilo é um sonho, se aquilo é uma metáfora para o garoto ter morrido. Poxa, eu to realmente arrepiado aqui.


5º Lugar: Jim Carrey



É minha patotada, eu já falei dele mas vale a pena relembrar. Eu fiz uma biografia sobre o ator lá pra 2008, e olha, que cara hein. Tirando o fato dele estar em, provavelmente, 8 de meus 10 filmes favoritos, o cara ainda tem um passado que me inspira e alegra, me conforta.

O cara passou uma adolescência fudida de pobre, tendo que trabalhar como zelador aos 15 anos pra ajudar em casa. Depois de muito esforço a família finalmente deu uma re-erguida. Isso custou ao ator o fato de nunca ter terminado o Ensino Médio.

Com essa vida um pouco mais tranquila, ele foi tentar ganhar a vida nos palcos fazendo shows de comédia, sempre incluindo alguma imitação, onde ele era FODA. Anos se passariam nesse esquema de show em bares e casas de comédia até ele finalmente estrelar seus primeiros filmes, passos pequenos em direção ao ano de seu estrelato, 1994, quando ele protagonizou Ace Ventura, O Máskara e Débi & Lóide.

A partir daí foram filmes cada vez maiores, todos aproveitavam essa maluquice que o ator tinha em fazer caretas, sons, imitações. Pode-se dizer que ele ainda surpreendeu à todos quando fez seu papel sério e dramático em O Show de Truman, que lhe rendeu seu primeiro Globo de Ouro.

Enfim, não preciso explicar porquê o cara é foda. Eu gosto muito desse jeito maluco dele e sempre tentei pegar um pouco disso e aplicar na minha vida. Claro que nunca cheguei perto de seu talento, mas acho que carrego dentro de mim o espírito de vida que ele tem, e espero morrer com esse mesmo espírito, fazendo todos rirem sempre que possível.


4º Lugar: Pewdiepie


Caramba, o cara já tem até um post só pra ele, não queria me repetir. PORÉM, não posso deixar de explicar, mais uma vez, porquê o Pewdie é a maior estrela do meu céu (ooooooooooown). Bem, ele não é a maior, já que tá em 4º, mas, de todos esses que citei, é quem eu mais gostaria de conhecer, de abraçar, de agradecer, de admirar.

Ele, meio que igual ao Carrey, abandonou os estudos para tentar fazer aquilo que gostava, nesse caso, vídeos para o Youtube. Ele começou bem modestamente, nem aparecia direito nos videos. Foi aos poucos que ele foi passando a mostrar suas reações aos sustos que levada, e disso foi evoluindo para vídeos cada vez melhores, fosse pela edição magnífica dele ou pelo seu jeitão de falar, comentar, brincar. E no fim, Pewdie é a maior criança que já vi na vida, e ele tem todos os pontos por isso. Ele me inspira à ser tudo, e mais do que tudo, à ser sempre fiel à infância que tive, à inocência e felicidade dos meus anos dourados.

Ele hoje tem o maior canal do Youtube, e os números só crescem a cada mês. Ele já foi premiado, se mudou diversas vezes, foi chamado a diversos eventos. Mas, antes de todos esses títulos, esse cara tem o posto de ser o meu maior modelo, aquele que um dia eu gostaria de ter como amigo. É claro que chances disso são mínimas, e eu nem ALMEJO ter isso, mas é o tipo de pessoa que me faz seguir em frente, alimenta completamente minha alma com suas piadas ou momentos mais sérios, onde ele fala abertamente que nunca esperou toda essa fama e que só é grato à uma pessoa: eu (no caso, os fãs né)

Então um BROFIST Pewdie, tu é o rei.


3º Lugar: Hal Jordan


Iremos entrar agora em uma santíssima trindade que supera qualquer força humana. Quem for citado aqui foi responsável, e ainda é, pelo NÚCLEO do Adler, pelo meu caráter por completo, pelos meus sonhos, por este blog, por tudo o que eu faço hoje em dia. E o bronzudo dessa lista é aquele que nada teme, o Hal Jordan, conhecido aí na boca do povo como Lanterna Verde.

Por mais incrível que pareça, não faz nem 4 anos direito que eu sou apaixonado pelo personagem, acredite. Eu SEMPRE fui mais o Batman, minha infância e adolescência foram todas dedicadas ao Cavaleiros das Trevas, e nunca sequer soube de qualquer traço da história do Lanterna. Pois é, até o dia em que, malucamente, resolvi ler as histórias do herói, mais especificadamente o Renascer, saga famosa do Geoff Johns que fez o herói retornar da morte. A partir disso temos uma série de histórias escritas pelo autor que já se consagrou como clássica. Ela foi responsável não só por trazer de volta o personagem, mas o deixar, em certo momento, como o maior herói da editora. Foram sagas e mais sagas, e à cada página lida, mais eu tinha certeza de que meu papel na DC era ser Lanterna Verde. A força de vontade sendo o combustível para os poderes, o sobrepujo do medo para se vencer as batalhas, a fé que alimenta a vontade, a ganância que nos tira o foco dos objetivos. Tudo isso sem contar que a vida desse herói era o sonho, e é o sonho ainda, de toda criança. Voar, viajar pelo espaço, conhecer novos lugares, criar qualquer coisa moldável, imaginar, ser criativo, pensar, sonhar.

Hal Jordan me ensinou que tudo isso eram armas que nós precisamos usar em nosso dia-a-dia, pois eu SOU um Lanterna Verde quando estou aqui, na vida, batalhando pra vencer as outras tropas. Eu tenho a missão de proteger o meu setor (a minha família), tenho leis à seguir, deveres à cumprir, companheiros que batalham ao meu lado e um anel chamado cérebro que me permite fazer qualquer coisa, basta eu querer :)


2º Lugar: Mamis poderosa


Oooooooooooooooooooooooolha para a surpresa de todos (alguém se surpreendeu?). Sim salabin, a dona Maria Aparecida Ferreira, mais conhecida entre os familiares como Fia, e socialmente conhecida como Cida. Enfim, seja lá qual for o nome por qual a chamam, o importante é que essa mulher (a única da lista, life sucks brother) foi o pilar para o homem que eu sou. Não sei se esse meu jeito mais sincero, divertido, mais...mais....OK, ESSE JEITO MAIS VIADO, A PALAVRA TAVA NA PONTA DA LÍNGUA DE VOCÊS NÃO É?

Enfim, esse meu jeito Adler. Não sei se ele é totalmente creditado ao fato de eu ter crescido em uma casa só de mulheres, onde, sem querer, eu acabava muitas vezes com o papel de homem da casa (não que ser homem de uma casa signifique porra nenhuma, eu tive esse posto por anos e era tão útil quanto o espremedor de suco que tu ganhou no casamento). Mas de qualquer forma, foi a sabedoria dessa mulher que me moldou, e foi a sua perseverança que permitiu que eu vivesse até hoje, sendo quem eu sou.

Acontece que quando eu tinha 4 anos de idade e minha irmã tinha apenas 1, nosso pai saiu de casa. Isso devastou minha velha, que na época mesmo ficou meio perdida. Mas ela entendeu o quê aquilo significava, que a partir dali era ela quem sustentaria duas crianças até a maioridade delas. Ela entendeu que precisaria vender, leiloar e queimar o suor dela até o fim, só para que eu e minha irmã tivéssemos um futuro minimamente digno. Ela, então, se esforçou cada vez mais. Trabalhou pesado, saía de casa de manhã e só voltada lá pras 23, meia noite. Tinha dia que nem a via direito. Quando não deu mais pra ficar aonde estava, saiu e veio cuidar de nós em casa. Conseguiu o emprego de cuidar da casa do meu tio, que é exatamente atrás da minha casa, por um salário. Não desistiu em nenhum momento. Fez questão de pagar escola paga para eu e para a Alexia. Fazia questão de dar presente em Natais e aniversários. Levava todas as férias eu e a guria para irmos no cinema e depois comer algo no Mc. Não faltavam roupas para nós dois, enquanto que, pra ela, não sobrava nada. Já chegou ao ponto dela ter só uma calça jeans pra usar. Um par de tênis. Foi uma situação foda, mas nos últimos tempos isso tem se revertido aos poucos.

E o maior feito dela, em todas as vezes, sempre foi ser meu ombro sábio, aquela que sabia o quê dizer e quando dizer. Nunca vou encontrar mulher maior que ela, e eu espero, e luto todo dia, para que eu possa devolver metade do que me foi dado. Se eu volto todo dia para casa beirando as 22:00 da noite, cansado, com sono, com fome, gasto, é só pra chegar em casa, ver ela e saber que no final do mês eu vou poder tirar alguns quilos de peso das costas dela.


1º Lugar: Jovem Nerd


Era começo de 2012. Eu trabalhava, na época, em uma copiadora. Das 13:00 às 22:00. Todo dia, até no sábado. Minha função era copiar papéis e ouvir babacas. Na mesma época, comecei a ouvir um podcast de dois caras que até então eu gostava razoavelmente. Era o Nerdcast, e eu sempre o ouvia nos trajetos de ida e vinda do trabalho. Os temas eram sempre relevantes, do meu interesse, e a dupla que o apresentava, Alexandre Ottoni e Deive Pazos, tinham uma química excelente. Foi assim por semanas, até que cheguei no programa de número 82. O título era "Nerd Rico, Nerd Pobre". Ao ler a descrição, vi que se tratava de um programa sobre bolsa de valores. Nunca cheguei a saber como era essa área de economia e investimento, então dei uma chance (como tinha dado para todos os programas até então) e ouvi. Metade do programa falava sobre ações, investimentos, tudo de forma bem humorada e relaxada. Na segunda parte, minha vida mudou.

Mudou pois, em meia hora restante de programa, o Jovem Nerd, o cara, falou diretamente comigo. No momento que ouvi, até lembro de estar caminhando sozinho na rua em direção à copiadora. Lembro que na hora o mundo desapareceu e eu só estava prestando atenção no discurso do cara. Sua fala, decidida e motivante, estava me falando que eu precisava sair da corrida dos ratos. Termo esse que se refere à você viver para comprar coisas que não pode usar, e quando pode usar, vai trabalhar mais ainda para bancá-las. Ou seja, um loop eterno, uma rodinha de hamster que nunca acaba.

Ali eu entendi que, além de eu precisar de um objetivo maior na vida, aqueles caras seriam meus melhores amigos por muito tempo. E foram mesmo. Eu ouvia, TODOS OS DIAS, o programa deles. Estavam todos arquivados no site, eram antigos pra caramba. Pra ter uma ideia, eu ouvia o número 80 quando, na atualidade, eles já estavam no programa 300. Então em um ano eu ouvi praticamente SETE ANOS de Nerdcast. Acompanhei a VIDA desses caras, completa, sendo que nem era ao vivo. Foi quase que um livro sobre a trajetória deles. Eu vi a loja deles crescer, seus projetos tomarem vida, suas vozes mudarem, os microfones se aprimorarem, a edição ficar mais profissional. Eu VIVI o Jovem Nerd em todo o meu 2012, sendo que, de certa forma, eles também me acompanharam. Eles me seguiram por mais 2 empregos, me acompanharam no curso técnico de Informática, me deram as mãos quando parti pra minha jornada. Em todos os momentos que eu estava sozinho eles estavam ali, como vozes, me guiando para um futuro melhor.

Sei que parece bem babaca dois caras gordos e ricos estarem na frente da minha própria mãe, mas eu não posso mentir nem negar: foram esses dois caras que me impulsionaram para frente. Até então, antes do programa, meus planos eram de passar na Cásper Líbero, fazer jornalismo e...só. Só isso. Não sabia exatamente o quê fazer, não sabia o quê ter, não sabia pra onde eu ia depois disso. E foi o Jovem Nerd que me abriu a mente. Desde então eu tento, tento e tento alcançar meu objetivo de social media man. De blogueiro (check), vlogueiro, publicitário, web designer, sócio, empreendedor, escritor, colunista. Tudo isso eu almejei graças não só aos ensinamentos, mas aos testemunhos de vida desses dois caras. E tudo isso recheado de risadas, eles sabiam como ninguém me entreter, me relaxar. Já passei até por assalto ouvindo eles, olhe só.

Hoje em dia eles não são mais esses pilares, até porquê eu cresci, evolui e parti para novos horizontes. Não que eu deixei de gostar deles, eu ainda curto muito o trabalho de ambos, mas a imagem de amigos diários, de parceiros da vida, isso já se foio, até porque eu ouvi todos os Nerdcasts possíveis, então não tem mais o que eu ouvir toda hora. Ainda assim, eles ainda estão no posto de primeiro lugar pelo ano de 2012 inteiro que eles me proporcionaram. Espero um dia poder sentar ao lado deles e poder falar de tudo isso, de como mudou toda minha vida. Quero falar em um momento relaxado, sem ninguém apressando ninguém, como amigos em mesa de bar mesmo. Quero olhar nos olhos de cada um deles e dizer: "Finalmente lhes alcancei, meus velhos amigos."


Enfim, isso é tudo galera. Espero ter inspirado algum de vocês em algum momento da sua vida, seja pelo blog ou algo que lhe fiz como amigo mesmo, e também espero que vocês alcancem todos os seus sonhos, e que eu possa ajudar nisso de alguma forma.

Um grande abraço do seu amigo :)

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