sábado, 16 de novembro de 2013

Papinho: Porra, matei um dragão!

Mermão, para de esfregar os olhos e se beliscar: É ISSO MESMO, POST NO SÁBADO.

E o motivo é bem simples viu. Eu percebi que, com a rotina, os leitores, a tentativa de deixar o blog mais sério e padronizado acabou com os posts mais clássicos, onde eu falava da minha vida daquela forma bizarra e cheia de babaquices que vocês gostavam (eu suponho). E ontem passei por uma daquelas experiências que, quando acaba, você senta, ri e pensa como vai ser contar para os seus amigos. E como meus amigos são todos aqueles dispostos à ler essa cagalhada de texto, vim aqui contar mais uma boa pra vocês. E é um novo quadro também, aliás. Sempre que eu TIVER alguma coisa tonta pra falar, eu chego mais, nesse papinho 1-a-1 e mando A REAL.


Anyway (to internaciolizando o blog, sabe como é, Copa e tals), deixa eu te falar das minhas aventuras.


Para os muitos que não me conhecem tanto assim, é válido dizer que apesar desses meus 63 kilos de músculo e orgulho, eu tenho um pequeno OSAIEWNFOAWNFDAWJNDFKSNFDK por insetos.

Bem, pra ser específico, normalmente insetos que voam LENTAMENTE e tem um tamanho considerável. Também me assusto se o bicho for de proporção suficiente para que o som de seu corpo humilde se chocando contra as paredes pareça um pedaço de pau sendo esmurrado contra uma porta. Enfim, essas porras.

E sim, minha reação é a exata onomatopeia exagerada e sem algum sentido que eu digitei batendo com a cabeça no meu teclado. Isso é só um TEASER das minhas reações ao me encontrar com tais feras cascudas.

DITO toda essa trojoba esfumegante, podemos nos focar no querido dia conhecido como ONTEM À TARDE.

Foi mais um dia quente, saco colando na cadeira, gatos esparramados no chão, sono. Algo que me salvou de uma morte dolorosamente lenta e quente foi um encadernado, um quadrinho de super-heróis (me sinto o Fantástico dando essa descrição) que foi bem prazeroso de ler. Acabada a leitura, eu o guardaria no lugar de sempre, que é uma espécie de prateleira que fica na cabeceira da cama, é ali que coloco meus quadrinhos e livros. Bem, quando cheguei ao quarto e me inclinei para guardar meu GIBI, meu olho viu uma espécie de mancha no ar, como se fosse um bug da vida. Eu inclusive tratei esse fenômeno como se fosse uma sujeira do óculos mesmo, só percebi que era um enviado de Baphomet quando seu corpo


INORME (o I nesse caso é pra você ler a palavra do jeito que eu a falo quando quero dar ênfase)

bateu na parede e aterrorizou meu coração. Eu não tive boas experiências com insetos voadores na infância (algum dia vocês leem sobre isso) e não estava pronto para ter uma nova, ali mesmo. Então EU MESMO virei um inseto e voei para fora do quarto, apenas desejando um ataque cardíaco naquela PORRA enorme que eu vi. Pra vocês terem ideia, eu achei que era um beija-flor perdido.

E aí rapaz? Tem um minuto pra ouvir a palavra de Belzebu?
(atenção: imagem acima no tamanho real)
Vale avisar que, enquanto para mim, aquilo era o início do Apocalipse , meus TRÊS GATOS estavam exatamente DO LADO do inseto gigante, todos ouvindo o novo single da Adele e passando manteiga em bolachas cream crackers.

É, eu fiquei MEIO assustado, coisa leve. O quê importa lembrar é que eu entrei no quarto depois (#yolo) e fui procurar o emissário do Armaggedon, mas não o encontrei. Bom? Não, PÉSSIMA NOTÍCIA. Eu NÃO DESCANSARIA mais na minha residência enquanto aquela besta do Hades tivesse a possibilidade de viver no MEU QUARTO. E assim eu aceitei a jornada de ter que vasculhar por cada canto daquele aposento por aquele serviçal de Exú. E não foi pouca coisa não amigo: eu me armei de um pedaço de pau que guardo do lado da cama e passei a acertar TUDO com ele. Batia na cama, batia nos móveis, batia no colchão, batia em tudo. Tudo pra ver se aquela bosta de ser saia por algum lugar e ia embora da minha vida. Até peguei o aspirador da minha mãe, o coloquei no modo exaustor (que assopra o ar) e enchi cada milímetro do meu quarto com bufadas violentas de ar. Eu jogava ar em tudo que encontrava pela frente, eu não deixei UM cantinho sem espirrada. É, nada saiu, então meu espírito retornou à esse plano astral e eu fui viver minha vida de volta no computador, na sala, longe do quarto...

Mal pensava eu que, as 4:30 da madrugada, eu voltaria para meu ninho de conforto, completamente cansado, e encontraria aquele GÁRGULA ALADO preso JUSTAMENTE acima da minha janela fechada, em uma clara declaração de "Eaí bro? Demorou pra voltar".

O Pequeno Adler voltou ao alerta vermelho. Nem tentei mais contar com os SACOS DE LIXO que são meus animais de estimação. Nada nisso, agora era pessoal. Então me armei do jeito que pude. 

  • Uma vassoura, a espada justiceira dos insetos
  • Meu travesseiro, uma espécie de escudo-arma
  • O aspirador de pó, pronto para jogar quantos QUILOS DE AR eu precisasse naquela invocação de Baal
  • Veneno para insetos, why not né?
  • Bolinhas de papel
  • Criatividade
Enfim. Comecei a operação "Sai Daqui Lúcifer" com a abertura da minha janela. Apesar de todo o ódio causado pela fera, seria melhor se eu conseguisse a assustar e ela voasse para fora. Feito isso, comecei leve, jogando as bolinhas de papel nela, para que desse aquela estremecida e fugisse. Nada feito. Eu provei que era tão bom em mira quanto em haikai, então acabei nem assustando a bicha. Passei então pra artilharia média, umas almofadas do meu sofá.

A primeira vez até que a fez se mexer um pouco, mas, do jeito que marimbondos-vespônicos-mariposais são, ela continuou ali, estava provavelmente fazendo um sacrifício de 3 traças e 2 formigas em nome de Satã. Porém, na segunda, Murphy bateu na janela e me cumprimentou, então a almofada obviamente caiu pra fora da janela. Deve ter sido engraçado quem passava na rua ter visto a cena da almofada se suicidando.

Minha moral não se abateu, tampouco minha força de vontade. Assim, usei minha BOMBA DE AR e comecei a assoprá-la. Parece ridículo, mas faz um belo efeito, o jato de ar é bem potente e ela estava quase caindo. Foi aí que lembrei que caso o enviado das trevas resolvesse cair e voar, ele teria grandes chances de vir pra minha cara (quem pode culpá-lo? sou bonito pra caralho). Então, todos os homens do mundo ergueram suas mãos para o céu e mandaram sua inteligência. Sabedoria essa que me fez bolar o último e fatídico plano: usei o assoprador nela, porém, dessa vez eu espirrei o veneno mortal na frente do jato, o que surtiu como eu esperava. O veneno foi todo para ela, que, por sua vez, se contorceu e GRITOU (Deus sabe que eu ouvi seu grito) de dor e agonia. Seu corpo ficou à mostra, e eu percebi que seu tórax era todo listrado em preto e amarelo, do jeito que Hitler gostava.

Depois de alguns segundos que eu já tinha desligado o aspirador, meu veneno fez efeito, e o bicho saiu voando loucamente pelo quarto. Eu fechei a porta e orei para 5 Jeovás diferentes me ajudarem ali. Foi nessa hora que minha mãe, muito compadecida pela minha situação ("Acordado à essa hora de aspirador ligado Adler?"), resolveu entrar lá e averiguar o caso. Ela concluiu, em seus 20 anos de experiência em biologia fictícia, que se tratava da RARÍSSIMA BORBOLETA-MARIPOSA, um ser repugnante que vinha à vida há cada dois séculos de existência da Terra. Munida de seus poderes xamânicos, aliados com o fato de que ela consegue conversar com os animais e com Deus, ela fez o inseto se retirar do meu quarto pedindo desculpa pelo incômodo. Ao sair de lá, ainda olhou pra mim, botou a mão em meu ombro e me tranquilizou com sua frase feita de amor e sabedoria ("Você só tem tamanho e idade né Adler?")

Por fim de tudo, minha vida voltou aos seus eixos e seguiu como deveria ser. Eu fui dormir tranquilo, minha mãe foi dormir orgulhosa do filho corajoso que tinha, a mariposa foi dormir pra sempre e a almofada foi dormir com frio.

É isso. Espero que esse pequeno conto inspire seus dias à serem criativos e ousados, assim como eu, assim como a mariposa e assim como meu gato.

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