segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Desafio dos 40 Jogos - Nº11 - Melhor Jogo de RPG

Santo Odin, mas que calor. Estou drenado, sem energias, completamente morto para escrever qualquer outro post...

Acho que terei que usar um SHOUT DE DEDICAÇÃO, HUH!


É meus nórdicos, tá óbvio pela referência. Hoje eu falo do MELHOR JOGO DE RPG que já joguei, e ele vem voando, pelas nuvens, cortando os céus como um véu negro dispensado por aqueles as quais as nuvens são a moradia. SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM Adleitores, iremos falar de THE ELDER SCROLLS V: SKYRIM




Aquele que todos amam odiar, aquele que os bugs geram risadas ou fúria, aquele que criou trocentos memes e logo logo vai criar mais com o lançamento de Elder Scroll Online. Sim, o jogo do ano (nem lembro qual ano). Enfim amigos, o único jogo de RPG de consoles que me cativou e me fez grudar like a child na frente da tela.

A história é: (começa aqui a narração estilo rpg de mesa)

"O chacoalhar das correntes soa pela sua mente conforme seus olhos, não mais cansados, passam a se abrir. A cena desfocada que vai ganhando definição conforme os segundos se passam chega à uma imagem. São 3 homens acorrentados, um deles tem sua boca selada. Os olhos destes, ao virem de encontro ao seu, não demonstram esperança nem chama de vida. Ao que parece, são prisioneiros, e pela sua situação, o mesmo parece estar acontecendo contigo. Ao olhar pra cima você percebe que ainda está em Skyrim, as árvores jamais te enganariam. Somente o casco dos cavalos fala contigo, eles sussurram na sua mente, de modo frio e seco, que o fim está próximo.
No distante, uma cidade se aproxima conforme sua carroça faz barulhos. Aparentemente, é para lá que seu transporte está andando. Conforme se aproximam, olhos curiosos vão surgindo do lado da estrada, vozes abafadas podem ser ouvidas, todas elas falando algo sobre execução. Enquanto sua mente junta essas peças, vocês finalmente chegam ao fim do trajeto. Agora, dentro da cidadela humilde e de construções baixas, você pode enxergar vários homens de armadura em um pátio modesto. Entre eles, um homem que carrega um machado e um capuz no rosto. Todos os pontos estão ligados: você será executado, e nem sabe o porquê. Um dos outros prisioneiros que estavam contigo tenta fugir, correndo como um animal indefeso rumo à saída da cidade, para penar tragicamente na mira de uma flecha certeira e silenciosa. Essa cena não chega a ter tempo de te impressionar, pois segundos depois um homem é decapitado bem na sua frente, o sangue espirra, quente e desesperador.

Você, então, é o próximo da fila. Por mais que não saiba o que está acontecendo, também não sabe como chegou ali. Suas preocupações e devaneios sufocantes vão de encontro à verdade nua e crua, que você irá perder a cabeça naquele mesmo lugar. De joelhos, você olha para cima enquanto contempla a morte chegando, praticamente beijando a sua nuca e te puxando para seu colo. Porém, você é abruptamente tragado de volta à realidade quando vê um corpo negro e cruel cortar os ares, um vulto enfurecido que pousa logo acima de você, e que com um grito de fúria, incinera seu executor em questão de segundos. Você está livre, após todo esse caos, e cabe à ti escolher: ir pela direita, com um dos suspeitos que estava contigo na carroagem, ou ir pela esquerda com um guarda, seguro, que há 3 minutos atrás ordenou o fim de sua vida"


Então colegas, assim começa sua jornada por Skyrim, um action-rpg onde você é QUEM VOCÊ QUISER (tu escolhe o nome mesmo). Então, nesse post, vamos supor que você é BRITTOR JUNIORSON, um mago renegado das gélidas terras de Skyrim. Uma vez que o dragão se foi da cidade, você está livre para andar por onde quiser, fazer o que quiser e comprar o que quiser. Conforme você faz TUDO no jogo, vários atributos vão subindo de nível. Uma lógica interessante do jogo é que, quanto mais você faz aquela coisa, melhor você ficará nela, um conceito bem lógico e real. Por exemplo, usar bastante o arco e flecha lhe dará cada vez mais precisão e dano para tirar dos adversários. E já que você é o Mago Brittor, você, obviamente, irá atrás de dinheiro para montar a sua tão sonhada fazenda, onde poderá fazer experimentos com várias galinhas e alguns cavalos.

O jogo, como todo bom rpg, se baseia em missões. Existe as missões que avançam o jogo e existem missões chamadas de side-quests, que é onde Skyrim se sobressai mesmo. Ele tem uma porralhidade de side-quests, umas 30 para cada cidade, dependendo do seu nível. Assim, você acaba montando seu jogo da forma que quer, servindo quem quer. As missões te levam a matar vários bandidos, roubar vários artefatos e evoluir bastante, então sempre que puder faça uma sidequest.



Outra coisa extremamente bacana do jogo é a sensação de tudo ser natural. Seja as pessoas que conhece, as facções, os dragões aparecendo. Pode acontecer de tudo no mundo de Skyrim, e você precisa saber lidar com isso. Você pode estar no meio de uma pequena vila, com alguns moradores simpáticos, cachorros brincando na rua, alguém com uma missão prontinha para você quando, do nada, o dragão pode pousar ali e transformar a paisagem, com apenas uma rajada de fogo, em uma capa de álbum do Cannibal Corpse. Assim é a vida, assim é o jogo. Tudo aqui acontece naturalmente e aleatoriamente. Não se surpreenda se matar bandidos que tinham recompensas sem querer, se acabar roubando o cavalo de alguém importante para a história, se aquela loja onde tinha aquele item mega especial for explodida por uma horda de magos comunistas e anarquistas que só quer impedir o reajuste da passagem de carroça pra 3,20 golds.

Mas não é assim que se monta em cavalos?
Uma vastidão de armas, magias, escudos e armaduras, de todos os tipos, vão te fazer pensar por várias horas em qual classe você quer se especializar. Pulverizar crânios como um bárbaro de martelo? Invocar Iemanjá, Exú, Baal e Tinky Winky como um mago foderoso? Assassinar de longe e silenciosamente como um arqueiro das sombras? Tudo é válido, e melhor: você pode trocar de classe no meio do jogo, caso você se enjoe.

Assim, no caso de Brittor Juniorson, o mago fazendeiro, vamos aumentar sua capacidade de conjurar convidados esquecidos, sua carisma e seu conhecimento sobre porra nenhuma, apesar de ser o protagonista.

Ainda não convencido de que é um excelente jogo? Quer dizer, eu vou entender se você odiar os bugs de Skyrim. Eles são sempre assim: ou você os ama e ri sempre que acontece, ou você odeia com toda sua espinha dorsal e sempre amaldiçoa um queniano quando acontece. Ainda assim, o jogo vale muito à pena.

Seja pelas horas, dias, semanas de gameplay, seja pela liberdade proporcionada, seja pela história bem amarrada e divertida, seja pelos bugs, seja pelas armas e pelo combate, seja por qualquer coisa, jogue Skyrim e experimente interpretar alguém.

Como assim? Bem, assim como meu grande amigo Affonso Solano diz, você precisa, nesse jogo, entrar em um "mundinho". Mas o que seria esse mundinho? Segundo os praticantes originais, esse modo de jogar consiste em transformar o videogame em questão em um filme, um mangá, qualquer mídia que conte uma história. Ali, tu vai interpretar seu personagem ao MÁXIMO. Ou seja, se teu personagem é um bárbaro amargurado, órfão, nada de matar crianças por aí. Se teu personagem, segundo sua cabeça, é um mercenário que só busca dinheiro, então nada de casar com Lydia, adotar órfãos, fazer casinha. Ainda que chato para quem vê de fora, é um grande exercício de criatividade e interpretação se colocar essas "regras morais", esse padrão psicológico que seu personagem segue. É uma das coisas mais legais para se fazer em jogos onde você é quem define o quê e quem é seu personagem. É parar antes de fazer qualquer ação e pensar: "É isso que o Brittor Juniorson faria em uma situação dessas? Ele realmente pularia de paraquedas de cima de um dragão, tendo ele medo de altura e de vida?"


Eu sou Brittor Juniorson e te escolho pra minha fazenda
Enfim, joguem Skyrim e conheçam as maravilhas desse maravilhoso RPG que me conquistou para o gênero. Sei que existem jogos melhores, mais detalhados, sei lá, tipo Witcher e afins, mas essa obra da Bethesda merece seus créditos e seu louvor. Skyrim, na melhor definição, é o GTA com The Sims que todo metaleiro sempre quis.

É isso, que Talos ilumine o seu caminho, meu amigo viajante :)

Nenhum comentário:

Postar um comentário