terça-feira, 29 de outubro de 2013

Desafio dos 40 Jogos - Nº4 - Meu jogo de aventura favorito

OLÁ, OLÁ e OLÁ.

Para a minha alegria, estamos de volta com mais uma semana de postagens no blog. E já irei começá-la arrumando um injusto erro que fiz semana passada. Na última quinta-feira, eu fiz o post de JOGO DE AVENTURA FAVORITO com 102 Dálmatas como o escolhido. Eu tava BEM incerto sobre essa escolha, pois minha memória era 10x melhor do que os vídeos sobre esse jogo. Mesmo assim, por falta de coisa melhor, deixei ele. MAS EIS QUE EU LEMBRO DE UM JOGO ESQUECIDO INJUSTAMENTE, e que foi muito mais importante na minha vida do que os 102 Dálmatas. E bem, estou aqui para me redimir, me desculpar e dar esse lugar à quem realmente merece.

Então, meus amigos e amigas, eu venho dizer que O MEU JOGO DE AVENTURA FAVORITO É BANJO-KAZOOIE!!!





É meus amigos, quem diria que eu esqueceria este que foi o jogo que eu mais amei na vida. Sim, AMEI, porque obviamente eu cresci e fui descobrindo novas coisas. Mas acho que se eu pudesse resgatar APENAS UM jogo da minha época de Yodel com Bolacha Trakinas Meio-a-Meio, seria esse.

O jogo, pelo o que eu me lembro, é uma pequena aventura na vida de Banjo, este urso que, olha só, toca um banjo, e seu parceiro Kazooie, este pássaro vermelho muito mais útil que o urso. Eles moram nos arredores de Spiral Mountain, com amigos como a Topeira Virjona, Mumbo e a irmã de Banjo, Tooty, uma linda ursa. Tão linda que fez com que Gruntilda, a bruxa que mora logo acima da montanha, ficar com inveja e bolar um plano para tirar a beleza de Tooty e repassá-la para a bruxa. Raptada durante uma noite, a garota consegue alertar Kazooie, que, por sua vez, acorda Banjo e o alerta para levantar-se da cama e ir atrás de sua irmã.



Ok, vamos começar a encher a bola desse jogo, não que ele precise. Ele já é premiado, é consagrado como um dos melhores jogos do 64, tem as melhores notas nos sites de crítica. Não é à toa que eu o amei feito um bebê que ama o seio de sua mãe. E olha que eu nunca o zerei (como a maioria dos meus jogos favoritos). Lembro de alugá-lo na locadora da minha infância diversas vezes, até que eles venderam parte dos jogos, e fiquei bem triste por muito tempo. Com sorte meu primo conseguiu a fita, e ambos jogávamos quando dava. E olha, pra ele me emprestar a fita, eu era capaz de passar talco nos pés dele todo dia (só um exemplo).

E porquê esse jogo é tão maravilhoso? Eu percebi, vendo vídeos de gameplay ontem, que o jogo é quase que idêntico à Super Mario 64, uma outra paixão minha da época de criança. Tem peças douradas que tu precisa coletar pelas fases, sendo que são essas peças que abrem as próximas telas. Tu pode optar por pegar todas da fase ou apenas o necessário para ir para o outro nível. Os comandos também são bens iguais, como o salto mortal para trás, a batida de bunda no chão. Banjo-Kazooie, por outro lado, inova bastante no gameplay, como as ações que envolvem o pássaro Kazooie (atirar ovos azuis pela boca, voar, andar em terrenos inclinados, bicar inimigos).



Agora me diz: Essas fases não são lindas? Não tem aquele clima aventureiro típico de 64?

É muita qualidade para um jogo só. Além da beleza desses gráficos (que foi um dos fatores que levou esse jogo a ganhar dois prêmios), temos a trilha sonora que te entrega uma excelente música de fundo em todas as fases. Desde a música mega calminha que toca dentro da casa de Banjo até a trilha mais sinistra e misteriosa que pode ser ouvida quando você entra no covil da bruxa. Você não simplesmente joga Banjo-Kazooie e volta para sua vida, como se nada tivesse acontecido. As fases, os desafios de cada uma, as trilhas que as compõem, os inimigos enfrentados, os itens que tu precisa coletar, tudo isso faz desse jogo algo marcante, que tu nunca mais vai esquecer


Por onde será que eu começo a procurar a bruxa?
Banjo-Kazooie é FODA, e o mundo sabe disso. Caramba, COMO EU ESQUECI DELE?!?!?! Olha como é muito mais fácil explicar porque ele é foda, porque ele é, de fato, o melhor jogo de aventura da minha vida, em comparação com o bizarro 102 Dálmatas (que não irei xingar pois respeito minha criança interior).

Meu momento favorito era voar com o Kazooie. Você precisava coletar penas vermelhas durante a fase para, depois de ter coletado muitas, você ia até um círculo desenhado no chão com uma pena dentro e pulava. Ali, você começava a voar, com o pássaro vermelho dentro de sua mochila sendo suas asas. Conforme avançavam no voo, as tais penas coletadas iam caindo, em uma excelente referência à Ícaro e Dédalo. Isso te fazia temer pelo uso exagerado do voo, além de te dar o objetivo de sempre ir atrás dessas penas vermelhas.

Outro bom momento era resgatar as caveiras prateadas que Mumbo, uma criatura bizarra com cabeça de crânio, pedia. Quando tu tinha o número necessário, ele fazia uma magia e te transformava em algum animal, normalmente um que te ajudaria em uma parte decisiva daquela fase. Eu só lembro da primeira, onde tu virava uma formiga BEM engraçada, ainda mais quando tu percebia que sua voz tinha engolido hélio até o talo.



Enfim meus colegas, por fazer muito tempo desde que joguei essa maravilha, não consigo detalhar tantas coisas boas que ele te oferece, mas podem apostar que arranjarei um Nintendo 64 e esse jogo como a primeira compra.

Eu o guardo em um lugar bem especial no coração, ao lado de coisas SAGRADAS e DOURADAS, como Dragon Ball Z e Fox Kids. Se vocês tem Xbox, esse jogo tá pra baixar naquela coleção Xbox Arcade Games, sei lá o nome disso. Ele é o mesmo jogo, sem nenhuma mudança de gameplay, e com a vantagem de ter gráficos melhorados. Aceite este pedido do Adler: jogue essa loroba e se apaixone por um urso que toca banjo e um pássaro vermelho que cospe ovos azuis.

Até a próxima, e bom jogo :)



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