segunda-feira, 14 de outubro de 2013

OFF ZUEIRA: Você já pensou na morte?

Boa semana marombudos. É com muito calor e dor nos braços que venho começar as atividades do Why Not desta semana. Só um lembrete: Não sei se alguém ficou esperando ansiosamente o post de festinhas na sexta, mas eu não tive tempo de escanear as fotos. Que fique para a próxima sexta. Enfim, vamos ao post DEFATO




Bem, o título me impede de esconder o tema deste post, né? E então, já pensou?

Você pode pensar agora, se quiser. Ah, a pergunta foi muito vaga? Ela dá muita interpretação? Então deixa eu refazê-la:

Você já pensou na SUA morte?

É, agora tá bem claro. E aí? Te dou uns minutos pra pensar e voltar aqui.

Agora que voltou, vamos falar melhor disso. Eu acho esse um dos exercícios mentais e espirituais mais gratificantes que se pode fazer. A gente passa tanto tempo construindo um castelo de areia chamado de SONHO que, no calor do momento, esquecemos que tudo pode desmoronar com uma onda. E não uma enorme, qualquer ondinha pode destruir o maior dos castelos. E pior, pode te levar junto.

Acontece que eu sou um cara de MUITOS sonhos. Muitos mesmo. Esse blog é só a pontinha de um deles. Sendo assim, eu não tenho UM castelo, mas sim um Anália Franco inteiro de sonhos e esperanças. E aí eu vejo o vídeo do assaltante de moto que levou dois tiros na rua de um policial, aquele que já é famosinho. E isso me faz pensar o quão frágil e, com o perdão do termo, merda nós somos. Não que sejamos PODRES E FÚTEIS, mas nossa existência, nossa vida, ela está balançando sobre uma corda banda feita de fio-dental. Qualquer coisinha pode te levar dessa. Uma queda das mais bobas, porque tu esqueceu de amarrar o sapato, por exemplo, e tu quebra o pescoço. Morre. Fim. O carro, a casa própria, o casamento, a carreira, a família. Tudo isso que tu estava sonhando se esvaem em 3 segundos. E é isso que muito, mas MUITO me assusta. E eu sei que isso é bom.

É bom eu saber o quão frágil eu sou porque assim não deixarei de aproveitar oportunidades quando elas me aparecerem. A vida tem que ser vivida, não planejada. Parece uma frase inconsequente, meio "rebeldão", mas é a verdade. Não somos aquilo que compramos (e eu sou o câncer de Jack).

Enfim, sobre o pensamento. Eu sempre imagino como seriam as consequências da minha morte, o quão drasticamente algumas vidas mudariam. O quê o mundo deixaria de ver para sempre, seja alguma obra ou contribuição, por causa da minha ida. Quem se suicidaria por desgosto. Quem, sei lá, ficaria um pouco feliz. Para quem ficariam meus tesouros. Como o destino tramaria um futuro sem o Adler.

As vezes penso nisso por causa de algo que vejo, como esse video, ou o pensamento vem aleatoriamente mesmo. Sei lá, nesse final de semana, no meio de uma reunião de amigos extremamente feliz, divertida e com pessoas que eu amo, me veio o pensamento de morte. Do tipo: toda essa festa e alegria que estamos compartilhando um com o outro iriam se tornar em desespero em questão de segundos caso alguém morresse aqui e agora.

Gosto de pensar que, se eu morresse hoje, teria alguém pra seguir o meu legado. Sei lá, as vezes minha namorada toma para si a missão de criar o meu site tão planejado e sonhado. Meu melhor amigo zeraria GTA V em minha homenagem. Meus brinquedos seriam todos doados ao meu irmão mais novo.

De qualquer jeito, já lhe dei muitos motivos para exercitar esse pensamento extremamente melancólico de vez em quando. Não é pecado, só para sua informação. É bem humano, na verdade, analisar a morte, já que ela é tão natural e poderosa quanto a vida. Então tire segundos de seu banho, qualquer dia, e pense nisso. Reveja seus conceitos. Exercite essa leve "depressão" e perceba como tudo fica mais belo quando você sabe que a qualquer momento pode acabar.

Uma boa semana :)


2 comentários:

  1. Acho que a gente começa a pensa muito mais esse assunto depois que acontece com alguem que amamos, sim isso é cliche também mas é uma verdade.

    O fato de sabermos que iremos morrer, que não somos imortais, isso é o que tornar "humanos", esse pensamento que nada é infinito nos impulsiona, nos faz correr atras dos sonhos. Afinal, se a gente soubesse não iriamos morrer iriamos mesmo tentar realizar algum sonho??

    Não costumo pensar muito na minha morte, sei que algumas pessoas ficariam muito tristes, isso é bom e ruim ao mesmo tempo, bom por saber que pessoas sentiram a sua falta e pessimo por saber que faria pessoas que amam sofrer.

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    1. Concordo, Guilherme. O medo primordial que o homem tem pela morte é o que impulsiona desde o gênio até o cara mais simples.

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