segunda-feira, 21 de outubro de 2013

OFF ZUEIRA: Vamos falar de bebês?

Mais um olá, mais uma semana, mais um OFF ZUEIRA.

Como estão?

Espero que fiquem melhor com os posts que trarei no decorrer dos próximos 4 dias. Hoje, vamos de papinho mais sério, shall we?





Bem, vamos lá colegas. Hoje quero falar de filhos.

Você tem filhos? Quer ter filhos? Respostas positivas para alguma das duas perguntas serão completamente esperadas. Afinal, quem não quer ver seus genes e seus trejeitos imprimidos em uma nova vida? Quem não quer um "mini-eu", para brincar, amar, abraçar. Quem não quer deixar um legado na Terra, não é mesmo?

Bem, eu sei de alguém que não quer. Eu.


Vamos começar: Sim, essa opinião é de agora e, como tudo na vida, pode mudar daqui há anos. Assim como, muitas outras coisas presentes na vida do ser humano, podem se manter intactas pelo resto da vida da pessoa.

E o meu ponto inicial, no MEU CASO, é: Por que ter um filho?

Eu já digo que não preciso de um filho para me ver em alguém pequeno. Tenho um irmãozinho de 2-3 anos (sou ruim em lembrar idades) e mais um que nem nasceu à caminho. Sem contar que eu nunca me importei em ver como seria uma criança que tivesse os meus cromossomos com os da minha mulher.


Legado? Eu, sinceramente, acho que existem outros legados tão benéficos e nobres quanto uma linhagem. Trabalho, por exemplo. Amizades. Grandes feitos. Caridade. Tudo isso pode ser lembrado no futuro, então eu não ligo de continuar a linhagem "Adler".

Agora, entrarei nos pontos que, talvez, tu ache bem babaca. Se quiser manter a boa aparência que eu tenho (acho que tenho) para você, pode parar de ler já. Se quer me conhecer de verdade, fique aí.

Enfim. Um dos pontos mais fortes na minha mente: dinheiro. Sim, meu amigo, dinheiro. Afinal, não vão ser 10 filhos com fome ou 10 anos na igreja que me darão o que eu preciso. Eu quero dinheiro, e eu quero gastar comigo. Quer dizer, eu nunca recusaria ajuda monetária à um amigo, isso eu não tenho o menor problema. O caso é INVESTIR minha vida e, consequentemente, meu trabalho para construir uma vida para outra pessoa. E é assim que eu vejo. Eu chego em uma certa idade (digamos 25) e, DO NADA, minha vida passa a ser me dedicar para criar OUTRA vida, sendo que eu estou na plenitude da minha juventude. Porque eu não vou querer qualquer escola pro meu filho, ou qualquer programa de TV. Não vou querer brinquedos de plástico barato, pintados de uma só cor e totalmente descaracterizados. Não vou querer qualquer merda de roupa. Entende o ponto?

É como se eu tivesse dado QUIT dos meus sonhos de viajar o mundo inteiro, ter um apartamento lindo, ter coleções de HQ e Action-Figures, escrever um livro, atuar em uma peça, ir para onde eu quero na hora que eu quero. Eu não estou julgando quem faz essa escolha, cada um tem seus motivos, mas para a MINHA vida, isso seria igual à morte. Dramático né?

Mas é a verdade. Acho que ter um filho, em um panorama de, pelo menos, 20 anos, seria uma "morte intelectual". O Adler livre, que eu sempre almejei, iria pelo ralo. É um medo do caramba, vou te falar. Pior do que meu medo por aranhas, abelhas e atravessa cruzamentos/avenidas.

E sempre é motivo de discussão (amigável) quando conto para algum amigo esse ponto. Não acreditam que eu pensarei assim para sempre, acham que eu vou ficar mole com o tempo e etc. Duvidam que eu vá levar essa posição para o resto da vida, o quê, agora, tu pode ver que é bem provável.

Outro ponto, esse é até mais normal: Eu detesto, completamente, inteiramente e unanimemente, crianças. OK, deixa eu especificar para não falarem que odeio meu irmão ou qualquer outra idiotice. Eu odeio convívio com crianças, em ESPECIAL, as mal educadas, que, hoje em dia, são maioria.
Odeio seu choro, odeio sua manha, odeio sua mania de pedir tudo, odeio ousadias em público, odeio birra, odeio ter que ensinar para ela algo. Odeio. Admito que, algumas vezes, me deparo com crianças tão quietinhas e/ou fofinhas que até dá vontade de ter uma menininha, sabe? Admito que eles podem cativar em seus melhores momentos, mas automaticamente um flash contendo um mashup de choros de bebês, fraldas, escolas e dinheiro pisca na minha mente e eu desisto de me interessar naquilo na mesma hora. Eu não tenho muita paciência, meu fone de ouvido sabe muito bem disso. Eu costumo descontar minha raiva batendo em objetos, meu fone também conhece isso de cor. Eu tenho alguns pontos de vista bem controversos, como bater para ensinar, minha cachorra sabe disso (e lavem o PETA). É só fazer a matemática e você vai entender que eu seria um pai nervoso, babaca e, muito provavelmente, que afastaria meu filho de mim com essas atitudes.

Eu admito que tenho medo de ser pai em parte pelo meu próprio ter saído de casa para fazer outra família. Eu MEIO que cresci sem pai, não que não o via, mas ele não era tão participante da minha vida e testemunha de minhas conquistas, pelo menos até o início da adolescência. E isso, subconscientemente, pode ter me influenciado a ter esse ponto de vista tão radical.

Mas eu quero que pensem, seriamente. Estou errado de alguma forma? Pareço ignorante para vocês? Acho que explanei, e muito bem, meus motivos, e eles podem ser tudo, menos errados. Como disse, para a vida que almejo, um filho seria um dos piores acontecimentos possíveis. E o pior de tudo é que, na hora, quando tivesse o filho em mãos, eu não poderia mais largar aquela criança. Minha opinião não iria mudar, ela ia simplesmente falecer. O Adler que os escreve não existiria mais, ele daria lugar à uma nova personalidade, essa mais protetora, que mima o filho, que faz de tudo por ele. Eu sei que seria assim, e é esse o medo. Eu que escrevo, o Adler do passado, tenho medo de deixar de existir. É só isso.

E por fim, eu considero, e muito, a opção de adotar uma criança. Porque posso escolher quando ter (apesar de demorar caralhadas de anos para conseguir uma adoção, eu sei). E isso eu deixo para um outro OFF ZUERA, onde podemos debater se uma criança traz consigo, mesmo que bebê, a personalidade dos pais.

Enfim. Um abraço e obrigado pela atenção :)

5 comentários:

  1. Ashuashuashuashu teve uma parte do texto que vc descreveu os bebês da mesma maneira que eu faço com os animais de estimação.

    ResponderExcluir
  2. Respostas
    1. Sério? Então se prepara que tem uns outros 59 posts, alguns tão grandes quanto esse

      Excluir