segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Desafio dos 40 Jogos - Nº1: Primeiro jogo que eu zerei.

Olázinho para ti, querido. Sem introduções desnecessárias, vamos novamente explicar o quê é esse quadro. Eu peguei uma lista de 30 perguntas feitas por uma página do Facebook (procure O Desafio dos 30 Jogos), editei/adicionei mais perguntas e irei responder uma delas por dia, todos os dias da semana, sendo que as perguntas são inteiramente sobre videogames. É bacana porque além de você conhecer meus jogos favoritos, eu consigo motivo para falar e fazer um post deles. Enfim, vamos lá.


Primeira pergunta já é um tapa na cara da minha memória: QUAL O PRIMEIRO JOGO QUE EU ZEREI EM MINHA VIDA?

Isso vai causar discórdia no meu cérebro, mas o jogo mais antigo que eu consigo lembrar de ter zerado é DRAGON BALL Z: LEGENDS


Ele foi um dos primeiros jogos da franquia lançados para o Playstation. Eu não sei se era o caso de vocês, mas o meu fazia parte de uma coleção 3-em-1 de DBZ, junto de Dragon Ball GT: Final Bout (que infelizmente nunca mais será mencionado nesse desafio) e Dragon Ball Z: Ultimate Battle 22.

Era um CD com mídia preta, e eu tenho ele até hoje. É um dos poucos que sobrou, inclusive. Foi um dos quais minha mãe me deu, conhecendo minha paixão infinita por DBZ. E que presente, eu tinha ali 3 jogos para me acabar de soltar KAMEHAMEHA.




Apesar da nostalgia e do amor por esse jogo, eu preciso admitir: ele é uma merda. Se você está acostumado com os BUDOKAI TENKAICHI de hoje em dia, saiba que essa pérola não tem NADA desses jogos.

Primeiro que ele consiste de um jogo SIDE-SCROLLING. Ele é de batalha, mas, caramba, é diferente de tudo que você conhece. O botão de bater é Quadrado, se não me engano, mas tu não escolhe COMO bater. Você apenas bate. Aleatoriamente. Pode ser uma série de socos ou uma série de chutes. Você tem dois movimentos possíveis: ir de encontro ao adversário ou fugir, a opção movimentação-livre não existe. Os famosos ataques de Ki, aqui, são resumidos à pixels amarelos que saem da sua mão (de uma forma bem estática) e, ao entrarem em contato com o adversário, formam explosões bem genéricas e modestas. Voar, bater, lançar pixels e usar Ki consomem uma barrinha amarela embaixo de seu nome, que, quando vazia, te deixa vulnerável e sem movimentos. É nessa hora que tu aperta o Triângulo e carrega seu Ki novamente.


Para tirar dano do oponente, temos um sistema BEM bizarro. Tá vendo essa barrinha central bicolor aí na imagem acima? É, como podem ver, a POWER BALANCE. Ela varia de cor conforme a situação do combate. Se você e seus aliados estão surrando o(s) adversário(s), a parte azul vai crescer. Caso contrário, a parte vermelha cresce. O que importa é que, quando completar de alguma cor, o primeiro player da equipe irá lançar um ataque especial contra o primeiro player adversário. Esses ataques especiais são indefensáveis, tanto que eles são, na verdade, animações que tu nem pode pular. São legais nos 3 primeiros minutos, mas depois de um tempo tu enjoa de usar KAMEHAMEHA no Nappa. Com mais ou menos 3 ataques especiais, o adversário morre. Se tu tá enfrentando três caras, sim, vai demorar pra cacete.




Os embates podem ter até 6 participantes, 3 de cada lado. Quem decide quantos você pode colocar em campo é a história do anime. Ou seja, tu pode colocar Piccolo, Kuririn e Gohan contra o Nappa, mas não pode colocar Goku, Vegeta e Gohan contra o Kid Buu na luta final, no planeta dos Senhores Kaioh.

Não existe ataques únicos, como o famoso Kamehameha, ou transformações, como a Sayajin, durante o embate. Já expliquei os ataques especiais, e as transformações, na verdade, são outros personagens. Então você tem o Goku normal e o Goku Sayajin, dois personagens separados.

O famoso gang-bang no Nappa
Enfim, ele foi o primeiro jogo que zerei. Ele vai desde o Nappa (sim, ele pula o Raditz) até o Kid Buu, o que nos poupou de ver a intragável saga GT. Eu antigamente tinha MEDO de zerar jogos, acredita? E eu nem lembro porquê, mas tenho certeza que eu tinha um cagaço em zerar jogos. Talvez fosse o medo de nunca mais ver aquela história, dela ter um fim. Talvez fosse o medo de morrer no chefão final, de voltar tudo de novo. De qualquer forma, esse é o primeiro jogo que eu lembro de ter criado CULHÕES para terminar, e terminei. Foi uma saga pra conseguir. A parte foda é na saga dos Androides, onde as lutas passam a ser 3x3, então tu não tem mais apoio dos outros membros da equipe. Pra piorar, os androides são fudidos de fortes e arregaçam você e seu time. Juro que QUASE perdi meu amor pela Nº18 por causa dessa fase.

Um detalhe maneiro é que você pode, antes e durante a luta, trocar de membros da equipe, caso precise. Uma telinha maneira se abre, com os personagens selecionáveis E/OU os NPCs em volta da imagem, meio que olhando de longe a luta rolar. No começo não tinha tanto personagem, mas na parte do Cell, meu amigo, era Sayajin a dar com pau.

Fala a verdade: quem em sã consciência iria escolher o Piccolo ou o Kuririn
tendo QUATRO SAYAJINS LOUROS E LINDOS disponíveis?
Dos 3 jogos da coleção, era de longe meu favorito. Apesar de todas essas bizarrices e defeitos que mencionei, eu jogaria de novo (em uma crise tremenda de tédio). O gameplay é repetido, mas você se acostuma e se vicia depois de algumas batalhas. Não recomendo, pois quem nunca jogou na infância acharia isso uma monstruosidade hoje em dia, mas eu coloco esse jogo no mural de clássicos eternos. Obrigado BANDAI por ter feito games tão bacanas e fiéis como esse. 

PS: Depois de zerado, era legal jogar o modo multiplayer, que te dava todos os personagens pra brincar (apesar de que NENHUM DELES SE DIFERENCIA DO OUTRO, a não ser, obviamente, pelo sprite e pelos ataques especiais.)

Isto, criançada, é uma Genki-dama. Palmas para os efeitos especiais.


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