terça-feira, 22 de outubro de 2013

Adler Responde #3

A massa questionou, o Adler veio pra responder.

Bem-vindos à mais um Adler Responde e bora que já é hora.






Tem uma poser com a camisa do lanterna verde na minha frente, o que faço? (Eu sei que ela é poser porque eu sei) -Moreno Falo meu nome memo, IDONTGIVEAFUCK.
R: Legal que tu podia ter feito um perfil no ask usando a conta do Facebook e ter me perguntado isso sem ser de forma anônima né. Enfim.

Bem, isso é uma questão complexa. Eu também me deparo com muitas meninas que usam camisetas de super-heróis durante meus trajetos pela cidade, e eu sempre fico a pensar: "Será que essa aí gosta mesmo? Não é só pelo símbolo ser bonito? Será que, sei lá, a garota ao menos sabe o planeta do Superman?"

Aí eu volto a mim mesmo e lembro que isso (que eu estou pensando) é bem babaca. Eu não sei sobre essa garota que você menciona, mas digamos que ela, em nenhum momento, assumiu gostar de quadrinhos. Ela não tenta passar algo que não sabe. Apenas usa aquela camiseta e é feliz. Será que tá errado? As camisetas do Lanterna (diferentes da MINHA camiseta de merda do herói) são bem bonitas, com um verde forte, uma estampa bacana, algumas com o título do personagem nas costas. Acho válido usarem essa roupa sem ter que conhecerem a história por trás daquilo, é só uma camiseta. 


Mesmo porquê, e vou tentar ser o menos "macho fodelão" possível, o que importa é a garota, seu corpo, seu rosto, sua beleza natural. Em outras palavras, e essas sim de um machão fodelão, O IMPORTANTE É VER ELA SEM ROUPA BRÓDER, O RESTO NÓIS CARCA KKK"


Tô me afundando em depressão e não sei o que fazer. E agora, mestre Adler?
R: Olha aí a doença do século 21 atacando novamente. O que fazer quando tu tem depressão? Bem, vou incorporar o Dráuzio Varella, misturar com um pouco de Chorão e vou te mandar a real:

Eu tive UMA crise de depressão. Ela é bem boba, mas aqui vai. Sabem meu primo Léo, aquele que aparece nos posts de Festinhas? Então, ele morava aqui em São Paulo, por isso éramos tão apegados.

Em 2005 (se não me engano), aconteceram problemas com sua família e ele teve que se mudar para Limeira. O pior é que, se ele tivesse se mudado em época de aula, eu não teria ficado tão sentido, já que mal o via durante os dias normais mesmo. O problema é que ele se mudou nas férias, e essas férias foram as que eu mais vi ele. Assistimos Quarteto Fantástico juntos, ele passava dias e dias em casa, jogando jogos alugados pro Play1. De madrugada, sem querer dormir, a gente costumava gravar uma "rádio" pirata usando meu MP3/MP4, só pra minha mãe gritar pra gente ir dormir. Foi uma época bem mágica, mas ele infelizmente foi embora. Agora, não foi qualquer despedida. Ele foi embora um dia depois de ter dormido lá em casa. Pra piorar, a nossa despedida foi meio qualquer coisa porque eu esperava que o fosse ver na manhã seguinte, no verdadeiro adeus. Então fui dormir esperançoso, mas melancólico. Qual minha reação quando acordo meio-dia, corro pra minha mãe perguntar se eles já passaram e recebo a notícia: Sim, eles já foram embora, e eu nem consegui dar um tchau pra ele. Você vai entender que tudo fica ainda mais triste levando em consideração que eu não tinha computador, e que o Léo mal tinha internet. Ou seja, eu deixei de ver, falar e ouvir ele por um BELO tempo (vou inventar que foram anos só pra ficar mais dramático).

Foi nessa hora que eu entrei em depressão, mas uma depressão fodida. Na escola eu ainda conseguia me distrair, mas quando eu chegava em casa e ouvia aquela música do Akon, "Lonely", eu só conseguia chorar, mas eu chorava MUITO. Era tipo a música proibida na casa. Levou uns dois-três meses pra eu me recuperar. Comecei a mandar cartas pra ele, isso amenizou um pouco as coisas. Nas férias ele costumava voltar, então dava uma alegria momentânea. Ele até chegou a morar aqui de novo por uma época.

E por que eu falo isso? É um exemplo bem bobo, eu imagino, mas é pra te mostrar que tudo passa. As situações se invertem de uma forma tão mágica e engraçada que a gente nem consegue entender como tudo aquilo foi rápido. Entenda, em 2005 eu achava que nunca mais ia ver direito meu primo. Hoje em dia ele está à dois cliques de distância, com webcam, telefone, maioridade, liberdade pra ir e vir. Como eu ia pensar que teria uma época onde ele estaria tão perto ainda que tão longe de mim?

Eu não sei seus motivos para depressão, imagino que para VOCÊ, devem ser bem sérios. E minha dica é que não desista de andar. Jamais se entregue à inércia que as situações da vida nos trazem. A vida já é fodida, cruel e dura. Você pode parar e aceitar ela, ou pode lutar e correr para que ela tenha seus momentos de glória. O importante é viver e ser você, porque no fim, como eu disse, todos morremos. A diferença, não, a pergunta é: Se tu morrer hoje, acha que já fez tudo que podia?



Pretende chamar os leitores do blog de algum nome? Tipo Adleitores? (Não usar esse, por favor) -Moreno
R: Tenho que admitir que o nome é bem maneiro. Mas não, acho que ainda não farei isso. Seria uma prepotência achar que eu tenho UMA LEGIÃO DE LEITORES FIÉIS e que já tenho uma fandom. Que posso dar um nick pros leitores. Eu prefiro inventar esses adjetivos e substantivos improvisados, como "meus caros companheiros", "meus colegas marombudos", "minha tropa do amor".


Estou interessada na troca de um ombro amigo por gargalhadas, me passa o contato do Denílson
R: Então, a troca é assim. Você me dá as gargalhadas, eu forneço o ombro amigo e a amizade. Você vai precisar fazer uma pergunta no ask se identificando, aí eu passo o contato do Dê, se não qualquer um que ler aqui o post terá esse número.


Qual é a sua maior influencia na vida? Pode ser desde frases de heróis (ou qualquer personagem de qualquer coisa) que te fazem pensar até hoje. Ou até mesmo jogos que te fazem tomar certas atitudes perante a qualquer situação.
R: Essa pergunta foi feita já faz umas três semanas, e eu tinha esquecido ela. Um pecado, olha que pergunta foda!
Bem, preparem os respectivos popotos para um texto grande, right?

Eu já mencionei no primeiro Adler Responde que o quê formou meu caráter e minha pessoa foi, em grande parte, a TV à cabo. Mas acho que preciso especificar, com frases e jogos, como tu mencionou.

Uma das maiores, mas maiores mesmo, influências em minha vida é o personagem histórico/fictício Keiji Maeda. Seja nos jogos Sengoku Basara, Samurai Warriors ou no mangá "Hana no Keiji". As três versões, cada um de sua forma, sempre me passaram as mesmas mensagens: A liberdade pra viver está aí pra você conquistar. As paixões de um homem o fazem caminhar.

Outra parada que me influencia muito é, não só o juramento, mas todo o sentido dos Lanternas Verdes. Eles são movidos com força de vontade, determinação, e isso é uma parada muito foda. O negócio deles serem fracos à energia amarela, que representa o medo, é uma puta metáfora pra falar que são nossos medos que nos impedem de acreditar, de ir em frente. Mas que nosso papel é enfrentar esses medos e nos superarmos cada vez mais.

Hey Arnold é, de longe, o desenho mais inspirador e formador de caráter que já assisti. O altruísmo do Arnold era uma coisa que sempre me alegrava, me dava esperança de que o mundo ainda tinha jeito. Eu sempre tentei ser o Arnold.

Um mangá com MUITAS FRASES FODAS, do tipo que me influenciam em decisões na vida, é Hokuto no Ken, que já falei aqui anteriormente. São exemplos de homens. E não são homens fodas porque eles despedaçam inimigos em segundos, mas porque eles SEMPRE SE SACRIFICAM, abrindo caminho para o futuro da sociedade, as crianças.

Por fim, um conceito que trago comigo, mas não é de nenhum lugar em específico, é que não existe certo e errado. Simplesmente não existe. O que existe são conceitos pessoais que, quando se assemelham com os conceitos de inúmeras pessoas, moldam o que conhecemos como "certo" e " errado", "bom" e "ruim". Acho que tudo pode ser justificado, tudo tem dois lados, tudo deve ser analisado antes de ser julgado. Claro que eu sou contra violência, principalmente contra animais, mas eu sei que, para muitas pessoas, aquilo É o certo, aquilo simplesmente é o que faz sentido na cabeça daquela pessoa, e quem sou eu pra julgar isso? Isso se aplica na questão religiosa também. Quem determina a religião certa? Um evangélico tem CERTEZA ABSOLUTA de que Deus existe e julga seus filhos, mas o budista, IGUALMENTE CRENTE, acredita em Buddha, nos planos astrais, essas paradas todas. E aí, meu amigo, como tu vai falar que um é mais certo que o outro? Por essas e outras que virei agnóstico e saí da igreja, caso alguém não soubesse ainda.


Você acha que existem temas que deveriam ser mais usados em filmes?
R: Sim, claro. Acho que, pelo menos no âmbito nacional, pouco se fala sobre homossexualidade, principalmente em novela. Sim, a novela atual tem uns 3 personagens gays, pelo menos, mas, que eu saiba, o relacionamento dessas 3 pessoas é muito frio, muito escrito.

Acho que, mundialmente, poderia se falar mais sobre alegria e riso. Meio vago né? Deixa eu explicar melhor: Eu acho que dar risada é a melhor coisa do mundo, porém, não vi até hoje nenhum filme que tenta desconstruir ou até brincar com essa ideia, esse fator da vida que é bem misterioso. Como a risada cura tudo? Porque achamos verdades óbvias tão engraçadas? Existe alguma mágica, algo místico por trás disso?

Sei que existem MUITOS filmes sobre isso, mas acho que deve-se ter cada vez mais filmes sobre nossa mente, sua complexidade, seus nós, seus paradoxos. Existimos? E se na verdade o que enxergamos são apenas gravações, feitas para nós pensarmos que estamos vivendo, estamos no controle de tudo? Se na verdade somos grandes cobaias de algo maior?



Discorra sua opinião sobre o Teste de Fidelidade. -Moreno
R: Sempre, e eu digo sempre, achei forçado e planejado. Odeio o João Kléber, ele tem uma imagem tão golpista e manipuladora que me dá raiva ouvir três palavras que ele fala.

As cenas são tão clichês, e MUITO MAIS CLICHÊS hoje em dia, que eu não consigo acreditar que existam pessoas que crêem na veracidade daquilo. Tudo parece uma grande esquete da Zorra Total. As mulheres extremamente fáceis daquele jeito, o fato dos "maridos" nunca atacarem de cara uma mulher, sempre enrolarem. Cacete amigo, se eu sou um marido infiel e uma Carol Dias da vida passa a mão na minha coxa e fala que eu sou gostoso, tu acha que eu vou esperar acabar o episódio de Galinha Pintadinha pra atacar a guria? Puta merda!


Bem, essa pergunta não é minha, mas vem dum homem de careca brilhante, alguém que escreve histórias de mundos dominados por mulheres, lugares onde políticos são super-heróis e futuros em que existem Romeus e Julietas intergalácticos (e não me refiro ao doce, por sinal (obviamente)).

Então, vamos lá: Ian Fleming escreveu uma vez que o melhor sexo possível para James Bond é aquele que há "o mais doce sabor de estupro". Isso muda a maneira como você se sente sobre os personagens e/ou a vida e existência neste planeta? - Nelson, o conhecido Silva
R: Cacete, que pergunta.

Bem, eu acho que entendo o quê o autor quis dizer. Afinal, no âmago do personagem, ele não é um cara que força o amor nas mulheres?


Eu sempre tive um pouco de nojo da forma como o James Bond pegava mulheres. Todo filme tinha uma nova, e em todo filme eu pensava: OQUÊ TROJOBAS ESSE CARA FEZ PRA ELA QUERER DAR PRA ELE DA NOITE PRO DIA?!?!?!?

Então, na minha cabeça, cada Bond-Girl "traçada" (perdoem o termo, mas ele é tão escroto quanto o sex appeal do agente secreto) é um estupro disfarçado de paixão. O cara é visivelmente rude, machão, mulherengo e sempre consegue uma nova menina. DEUS ME ABENÇOE que no Quantum of Solace aquela moça, visivelmente inteligente, não caiu nos braços dele.



Se você só pudesse ver três pessoas para o resto da sua vida, quem seriam?
R:
O momento das polêmicas. Olha, curto e grosso. Gostaria de ver sempre o sorriso da minha namorada. Gostaria sempre de dar risada ao lado do meu melhor amigo. E por fim, queria acompanhar o crescimento do meu irmão caçula, ver o homem que ele se tornará passo por passo, acompanhando cada fase de sua vida.

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