quarta-feira, 21 de agosto de 2013

OFF ZUEIRA: Pode castar? (Parte 1)

 Ontem comi minha primeira caixa de Bis sozinho. Eu quero aplausos nesse momento, pois em 19 anos de vida eu nunca tive este prazer absoluto. 
 Você consegue entender?
 São 20 bombons só para você, sem amigo do prédio ou primo chato para pedir um. Uma caixa retangular de cor azul-metálico recheado de 20 pedaços de waffer cobertos com chocolate e amor.
 Eu acho que esse é um dos momentos que deveria ficar gravado na sua timeline, ao lado de casamento e formatura de faculdade.
 Sem brincadeira, eu comi SEM PARAR em 5 minutos, enquanto me preparava para tomar banho.
 Caso seja um fedelho fedendo à Nesquik e colônia do Cebolinha, tente você também essa proeza. Dica do Adler.
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 Bem, não ia ser uma postagem OFF. Ia escrever normalmente, quando percebi que eu iria colocar muita paixão no texto para uma publicação enfadonha e espoleta. Achei melhor, então, deixar como OFF, aquele papo mais sério e relaxado. Melhor assim, não quero parecer retardado falando DISSO, principalmente.

 ENFIM, podcasts.

 O vício de muitos, a tortura de outros. Admito que, a princípio, parece uma atividade bem chata para se fazer. Porque, pelo menos eu, não consigo me concentrar em duas fontes de informação detalhadas ao mesmo tempo. Por exemplo: Eu consigo ouvir podcast e jogar Burnout no PSP ao mesmo tempo, pois enquanto ouço e presto atenção no áudio, meus olhos automaticamente fazem o serviço de me dizer o que fazer na pista, de quem desviar e tals. Por outro lado, não consigo ouvir o programa e ler Percy Jackson ao mesmo tempo. Não dá. São duas fontes de informação, meu cérebro tá tendo que formar duas imagens na minha cabeça, e ele ainda não é multicasting.
 Isso é o que impede muitos de tentar essa maravilha do século 21, por mais que eles estejam acostumados a ouvir programas de rádio, por exemplo.
 E podemos definir como isso mesmo: um programa de rádio, igual Pânico ou Palhacinho, porém, baixável. Vantagem, pois o programa fica melhor editado e você escolhe como e quando ouvi-lo. E é essa a parada: se você for prudente, vai saber os momentos certos para ouvir.
 Momentos certos? 
 SIM SIM, por exemplo:
-Tomando banho, afinal, você está fazendo tudo aquilo ali no automático.
-Se alimentando (quando não tem TV).
-Na cama, quando o sono não quer vir de jeito nenhum. E o bônus é que, enquanto você se diverte, aquele papo todo vai te dar sono, ai é só pausar o programa quando perceber que tá ouvindo podcast sobre Mario mas sua cabeça está pensando em grampeadores lilás fazendo protesto na frente da RedeTv.
-E o prato principal: TRANSPORTE PÚBLICO
Sério, se podcast tivesse um subtítulo, seria "o enrola viagem".

Viu? São ações e momentos tão presentes no seu dia, ainda assim eles chegam a ser tão vazios algumas vezes não é? Claro, se você tem um companheiro, sexual ou não, em todos esses momentos, nem vale a pena você ouvir. Essas coisas não tem preço, mas para todas as outras, PODCAST.

E vou relatar, então, os podcasts que acompanho atualmente, seus altos e baixos, e a paixão por trás de tudo isso.


Melhores do Mundo

 É, eu comecei com esses merdões mesmo.
 Foi em 2011, eu imagino. Acho que no segundo semestre. Eu não sei COMO, mas eu cheguei à esse blog. Talvez eu tenha procurado blogs de quadrinhos, talvez eu apenas tenha digitado "BLOG DE MERDA" e depois "em estou com sorte", mas o barato é que eu curti os caras a primeira vista.
 Os programas, que duravam uma hora, eram (e são) repletos de palavrões, ofensas uns aos outros, pautas que se perdem em meio à conversa. E com tudo isso, ainda curti o trabalho deles. Apesar de tudo isso, o conhecimento em super-heróis é afinadíssimo. Lembram de arcos de revistas de décadas passadas. Mesclam, de certa forma, toda essa "cagação de regra" com muita paixão pelas HQs. Foi o que me fez conhecer o PODCAST, e admito que me viciou, mas não tanto.

 Ainda os acompanho hoje em dia. Alguns podcasts deles eu pulo mesmo, pois ou o tema é chato, ou falta participante bom, ou tem chance de eu levar spoiler de graça (é, tem isso). Mas na maioria das vezes eu dou uma conferida e me pego rindo de suas piadas. Eu aprovo ele, mas para quem é crescido e tem mente aberta, bom humor.


Jovem Nerd

O super-herói. O pai. Os tios.

 Perigo de que essa parte dedicada a eles fique enorme. Já aviso.
 Bem, eu conheci o Jovem Nerd, o site, antes do MDM. Imagino que tenha sido no início de 2011 que eu passei a acompanhar o vlog deles, o NerdOffice. O programa me chamou a atenção por ser muito bem pautado e pela interação de seus dois membros, Alottoni e Azaghal. Foi um vício instantâneo. Como eu estava atrasado em relação aos programas mais recentes (tinha que ver umas duas temporadas pra chegar no atual), eu costumava ver uns 5 episódios seguidos. Era uma injeção de Jovem Nerd direto no cérebro. E era bom sim.
 Aí eu resolvi dar uma chance para o podcast deles. Caramba, eles estavam no número 300, enquanto eu ia começar pelo UM. Pois eu fiz isso mesmo: Arregacei as mangas, fiz os downloads e ouvi, um por um, até o atual.


 Antes do relato totalmente fanboy, irei especificar sobre o que se trata o podcast deles, o Nerdcast, e como ele funciona:

  •  O programa tem normalmente uma hora e meia. Nele, o tema é praticamente aleatório. Não existe um padrão nos temas, o que se comprova com Nerdcasts (excelentes, na minha opinião) de novela, hip-hop, Star Trek, Walt Disney, filmes de jogos de videogame, etc.
  • Os apresentadores, Alottoni e Azaghal, sempre recebem convidados para o programa. Eles tem um time de amigos que é conhecido, meio que fazem parte do universo do Jovem Nerd, então vira e mexe você os encontra em um Nerdcast. São exemplos disso o Tucano, JP, Bluehand, Eduardo Spohr, Sr.K, Carlos Voltor, Tresdê. Além desses, existem os convidados especiais, conhecidos por seus próprios trabalhos, como Guilherme Briggs (o melhor exemplo, sendo aquele qual a voz sempre cede para narrações), o pessoal do MRG, Izzy Nobre, Jurandir Filho, Mauricio Saldanha, Paulo Coelho, Jonny Ken, etc.
  • A ordem do Nerdcast começa com a apresentação dos participantes, depois os recados (jabás e/ou eventos), a leitura de e-mails e aí sim o programa mesmo.
  • O programa é muito bem editado. Ele é dividido por blocos, cada qual tendo uma abordagem específica sobre o tema. Ele também pode ter trechos de filmes, narração de livros, músicas. Inclusive, música não falta no programa: eles tem um setlist já bem típico de BGS que usam com frequência.
  • Caso o ouvinte perceba algum erro dito durante o programa, ele pode mandar um e-mail para eles informando-lhes sobre a "canelada" que foi dada. Ela pode ser lida na leitura de e-mails do programa da semana que vem.


 Eu levei pouco mais de um ano, ouvindo nerdcast quase todo dia, tirando os finais de semana. Ouvia indo e voltando do trabalho. Ouvia no horário de almoço dos meus dois antigos empregos. Ouvia até mesmo durante o trabalho na faculdade, quando eu cuidava de laboratórios de informática. Foi paixão à primeira escutada. Por um ano, eu estava SEMPRE acompanhado pelos meus dois camaradas e suas histórias. Suas opiniões. Eu sabia mais da vida do Azaghal do que da vida do meu pai.
 Ele é um marco na minha vida: me ajudou a definir meus sonhos, meus objetivos, minha carreira. Foi com ele que aprendi o valor do dinheiro aplicado, a busca dos seus sonhos, o poder de animar um dia inteiro apenas ouvindo outras pessoas falarem. Ri junto de suas alegrias, me entristeci quando roubaram meu celular enquanto eu escutava um episódio, sonhei junto deles quando tinham começado sua loja virtual. E o mais esquisito: nada daquilo era recente. Eu vivia os anos passados como se fossem os atuais. O NERDCAST existe desde 2006. Ou seja, eu os acompanhei por meia década, programa por programa, sem estar vivenciando aquilo. Foi uma das experiências mais surreais e gostosas de minha vida toda. Eram horas e horas de conversa de bar, conversa séria, entrevista. Minha paixão pela cultura nerd se transformou em paixão pelo site: não importava o tema, eu ia ouvir e ia amar. Isso aconteceu com o programa sobre Futebol Americano, sobre Beisebol, sobre Duna (que eu nunca tinha ouvido falar), etc.

 Olha, eu nem teria esse blog se não fosse pelo Nerdcast. Bem, talvez eu tivesse mais no futuro, pois tinha o sonho de virar jornalista, mas não seria do jeito que é atualmente. Eles alimentaram traços e qualidades minhas que estavam adormecidas, enquanto me apresentaram novos caminhos e pensamentos. Caraca, eu nem sei o que eu estaria fazendo/sonhando caso não tivesse dado play naquele programinha número 4 sobre Brucutus.

 Por fim, quero deixar frisado, então, que ele foi o pai dos podcasts. Me apresentou MRG e 99 Vidas (que falarei no post à seguir), me apresentou vários livros e filmes dos quais eu nem fazia ideia que existiam, me apresentou ideias e filosofias que me fizeram pensar, e pensar muito. E só por isso ele já merece um prêmio, uma honraria, uma condecoração como o podcast que, além de ter me apresentado um mundo novo, foi meu melhor amigo por todos esse anos (os vividos e os ouvidos).
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E continuo no próximo post (MEU DEUS, finalmente um conteúdo dividido em mais de uma postagem, estou evoluindo).

2 comentários:

  1. " Sem brincadeira, eu comi SEM PARAR em 5 minutos"
    Agora você me confundiu... comeu BIS ou SEM PARAR? D:

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