sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Beterraba FM

Sabe, se eu tivesse um programa de rádio, ou um podcast (eu sei, isso são antiguidades pra você), eu gostaria muito de ter um daqueles jingles de apresentação da pessoa (no caso, eu). Um daqueles que é um grande mashup (ofendi alguém aí? perdão pela boca suja :X) de vários outros sons: sejam eles frases de personagens célebres, trechos de música ou até vozes originais. Um bom exemplo é o Programa do Palhacinho, da Energia 97 (agora, DE FATO, eu deixei esse post com pó). Eu o escuto algumas vezes, quando lembro que existe, e caras: a abertura é bem maneira. Mistura uma música bem Beto Carreiro World com fãs gritando o nome do apresentador, Fred Flinstone gritando seu bordão, explosões e efeitos sonoros de filmes e seriados. É uma LOU-CU-RAH.

E bem, feita a introdução babaca, vamos para o POST DEFATO!


No longínquo ano de DOIS MIL E...SÓ DOIS MIL MESMO, uma criança preparou-se para almoçar. O momento sagrado de todo ser humano. Tão sagrado quanto classificar os próprios dejetos fecais em: "bolinha", "cobrinha" e uma terceira opção que minha mãe não conseguiu lembrar. Enfim, era naquela hora tão aguardada que o nosso jovem herói iria obter a energia necessária para suas aventuras pré-escolares. No entanto, quando seu banquete chegou à sua frente, o mesmo se deparou com um ser estranho em seu alimento. Não eram nenhum dos seus amigos dinossauros feitos de frango, nem aquelas rodelinhas rosadas. Era um corpo gelatinoso, translúcido, um pouco verde e que muito lembrava as melecas que euELE tirava do nariz e grudava na parede.
 Com os olhos lacrimejando e ajoelhado em meio ao arroz, a pequena partícula alienígena encarou o herói e suplicou:
-Me coma!!! *o*
 Com os olhos lacrimejando e ajoelhado em meio ao MAIOR NOJO DE SUA VIDA, o herói respondeu:
-NÃO.
 Ao som abafado de um peteleco, a criatura estranha se despediu dos outros alimentos e aceitou sua nova vida, presa para sempre na parede de um quarto.



Nos encontramos nos tempos atuais com o mesmo herói, envelhecido pela vida, com sua maioridade já alcançada. Este se encontra na mesma situação do passado. Um prato, arroz, sua carne amiga e um corpo estranho. Dessa vez, temos um nível novo de alienígena: roxo, suculento, opaco e bem sólido. A cena se repete, mas o desfecho é diferente. Incumbido com a responsabilidade de trazer equilíbrio para a sua barriga, o destemido protagonista encara de volta o seu adversário, e dessa vez, é ele quem implora pra não ser devorado.
 Adler, destemido, responde:
-NÃO.

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