sexta-feira, 26 de julho de 2013

Tá frio

E se você do futuro, meu querido leitor, quer ter ideia do quanto, proponho uma experiência:
Arranje um amigo açougueiro, suborne-o para que o mesmo permita sua entrada no freezer de seu estabelecimento e adentre o recinto usando chinelos, um shorts de surfista e aquela camiseta do Piu-piu, bem fininha e com a estampa já gasta, que tu usa pra dormir. Levar frisbee(precisei pesquisar para saber como se escreve) é opcional.

Não sei se aí, em 2030, já existe calça de temperatura regulável, mas, caso não, proponha a ideia para seu professor e faça disso o seu TCC. Será uma grande revolução. Você poderá nomear sua mais nova invenção de "Ex-kenta", te dou a permissão para usar esse nome. Só espero que, até essa altura, já não haja mais motivo para a Regina Cazé te processar por causa do título da calça.


Quer um agradável relato das coisas por aqui? Mas é claro! Senta ai pra ouvir, mas me passa o Ex-kenta antes, por favor.

Estamos em 2013, e meus pés estão mais frios do que eu estava esperando. Estou, no momento, em meu serviço, com muito mais tempo livre do que calor. Em minha cabeça, uso uma touca branca bem estilosa mas que em nada combina com o resto de minha armadura anti-frio.
 No país, tem neve no Sul e calor no Norteste. Não sei o que está acontecendo no Centro, e, provavelmente, em 2030, continuarei não sabendo.
 Estou há semanas de começar um curso de webdesign(SIM! isso já existia nessa época). O farei junto de minha namorada e de meu melhor amigo. Minha expectativa? A menor possível. Se ensinarem a fazer barra de rolagem eu já ficarei surpreso. Ansioso, apenas para as aulas de emoticon que teremos nos primeiros semestres. Finalmente aprenderei a fazer aquele famoso do tigre. Maldita Passatempo.


Antes de eu continuar a história, aceita um Azedinho? Não, isso não é uma gíria para substância ilícita. É o nome de uma bala que, veja só, é azeda. Mas um azedo bom, não aquele azedo de Toddynho estragado, mas aquele azedo de maçã verde, sabe? Não? Então chupa logo isso e cala a boca, vou continuar.

Hoje é uma sexta-feira. Talvez por isso esteja todo saidinho e serelepe. Ou isso ou é o meu pé e sua incrível sensação de estar chafurdado em um balde de lama gelada. Enfim, todos por aqui costumam sair mais cedo na sexta. Eu provavelmente sairei um pouco antes também, o que não muda em nada o horário o qual chego em casa, pois sempre espero minha namorada sair de seu expediente para, juntos, irmos embora. Ela trabalha em outro setor da mesma empresa que eu, empresa essa a qual não direi aqui o nome, pois quero parecer que tenho coisas importantes para esconder.
 E trabalhar """juntos""" tem sido uma incrível experiência. Estou à 4 dígitos no telefone de distância dela. Poderia ligar para ela só para dizer que meu pé está gelado. Eu seria um babaca? Sem dúvida.
 Além dessa utilidade, temos também a incrível chance de nos vermos todos os dias. Tudo bem, eu espero você recuperar o fôlego. Sei que, aí no seu tempo, mais que 3 minutos próximos do seu amado deve ser sinal de compromisso ou tara sexual fortíssima. Mas acredite, aqui nos nossos ANOS isso é muito prazeroso. Ah, sério que tu engoliu o Azedinho sem querer? Não é minha culpa, toma outro aqui então.


Preciso de uma pausa agora, pois tenho que saber aonde encaixar a informação já tão repetida dos meus pés gelados nesse parágrafo. Acho que irei comparar a temperatura dos meus dedos inferiores com minhas atividades extra-casuais: estão gelados. Essa comparação de difícil entendimento é para falar que, atualmente, pouco tenho saído. Apesar de todo final de semana eu sempre arranjar algum programa, sinto falta de atividades sociais durante a semana. Talvez se eu fosse mais amigo dos meus colegas de trabalho, eu poderia sair hoje, sexta-feira, com os mesmos para um barzinho. O famoso happy hour. Cervejinha, falar de futebol, da bunda da Fulana naquele legging apertadinho, dos meus pés gelados. Que programão! Inclusive, vou parar por aqui e ir para o bar com eles agora, xau!



Ih rapaz, esqueci uma coisa: odeio barzinhos com cerveja, futebol, fulanas e pés gelados. Se fosse vôlei, já estava lá. Sorte sua.


Mas vou acabar por aqui mesmo. Além de ter escrito muito, tenho um tesão incompreensível por separar demais parágrafos. Um perfeccionista da formatação. Então farei deste o último, sem separar. Sem pular linha. Vai ficar tudo junto mesmo. E estranho. Então é isso. Obrigado pela atenção. Volte sempre. Enquanto isso. Tento descongelar meus pés. Mas sem pular linha. E usando ponto desnecessário. Um abraço.

Nenhum comentário:

Postar um comentário